O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Cearense de Futebol (FCF), Paulo Sílvio dos Santos, foi suspenso do cargo pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enquanto são apuradas denúncias apresentadas por quatro árbitras cearenses. O dirigente já estava afastado temporariamente da função por iniciativa própria, mas passou a ter o status de suspenso após determinação da entidade nacional.
A medida foi comunicada à Federação Cearense de Futebol por meio de um ofício da CBF. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, a Comissão de Ética da entidade nacional instaurou uma sindicância para investigar as acusações.
A apuração da CBF ocorre paralelamente ao procedimento instaurado pela própria FCF. As denúncias apresentadas pelas árbitras também são investigadas pelas autoridades competentes.
CBF abre investigação contra chefe da arbitragem cearense
Paulo Sílvio havia solicitado afastamento temporário do cargo em 14 de julho, mesma data em que as quatro árbitras procuraram a Polícia Civil para denunciar o caso.
No dia seguinte, a Federação Cearense de Futebol abriu uma investigação interna para apurar as acusações.
Com a determinação da CBF, a situação do dirigente mudou. Ele deixou de estar apenas licenciado por iniciativa própria e passou a estar formalmente suspenso do cargo.
A medida, no entanto, não representa uma conclusão sobre as acusações. As investigações continuam em andamento e ainda devem seguir os procedimentos previstos pelas entidades responsáveis.
A sindicância da FCF já ouviu as árbitras e aguardava documentos encaminhados pelas autoridades. Com o recebimento desse material, o procedimento entrou na etapa final.
Antes de qualquer decisão administrativa definitiva, Paulo Sílvio deverá ter prazo para apresentar sua manifestação sobre as acusações.
FCF deve decidir sobre caso até o fim de agosto
A Federação Cearense de Futebol ainda não concluiu a sindicância aberta em julho.
De acordo com as informações divulgadas sobre o procedimento, o dirigente deverá receber 10 dias para apresentar defesa após a etapa de coleta de documentos e informações.
A expectativa da direção da entidade é de que as medidas cabíveis sejam analisadas até o final de agosto.
Até lá, a suspensão determinada pela CBF mantém Paulo Sílvio afastado das funções relacionadas à presidência da Comissão de Arbitragem da FCF.
A decisão sobre eventual exoneração ou outras medidas administrativas dependerá da conclusão dos procedimentos internos.
Caso envolve três frentes de apuração
O caso passou a ser analisado em diferentes esferas.
A primeira é a investigação policial, iniciada após as denúncias apresentadas pelas árbitras à Polícia Civil.
A segunda é a sindicância da Federação Cearense de Futebol, instaurada em julho para apurar internamente a conduta atribuída ao dirigente.
A terceira é o procedimento aberto pela Comissão de Ética da CBF, que resultou na suspensão de Paulo Sílvio do cargo.
As três frentes têm naturezas diferentes e seguem seus próprios procedimentos. Enquanto as autoridades policiais apuram possíveis crimes, as entidades esportivas analisam eventuais consequências administrativas e disciplinares.
Por isso, a suspensão determinada pela CBF não deve ser confundida com uma condenação criminal. A responsabilização definitiva dependerá das conclusões dos procedimentos em andamento e das decisões das autoridades competentes.




