A segunda edição do Corra pelo Bem, corrida solidária do Iprede, reuniu cerca de 1,3 mil participantes em Fortaleza neste domingo. A programação contou com percursos de dois, cinco e dez quilômetros e recebeu pessoas de diferentes idades e perfis, incluindo público geral, idosos, paratletas e cadeirantes.
Entre os participantes esteve Paulo Melo, primeiro colocado na prova de cinco quilômetros. Para o atleta, que falou com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza, a prática tem a ver acima de tudo com qualidade de vida.
"Muitas pessoas que pensam que é só correr, né? E cada um tem o seu objetivo, mas, assim... É qualidade de vida. E faz bem muito bem pra saúde, né?"
A atividade, no entanto, não foi voltada apenas para quem tinha experiência em corridas ou buscava um resultado competitivo. A programação também contou com a participação de Thaís Elena, cadeirante, que fez pela primeira vez um percurso de corrida ao lado da mãe, Eugenia Grace.
Corrida do Iprede reúne participantes de diferentes perfis
Thaís contou que a experiência teve um significado especial por estar associada à causa apoiada pelo evento:
"Foi a minha primeira experiência participando de uma corrida e eu fico muito feliz que tenha sido por uma causa tão nobre."
A mãe, Eugenia Grace, lembrou que a filha já praticava diferentes modalidades esportivas antes de ficar cadeirante:
"É maravilhoso, porque, antes dela ficar cadeirante, ela sempre jogava esporte, praticava vôlei, natação, corrida... Tudo que ela gostava. Zumba... E aí, quando ela ficou cadeirante, não pôde mais fazer esse tipo de coisa, né?"
Recursos da corrida serão destinados aos projetos do Iprede
Além da prática esportiva, a segunda edição do Corra pelo Bem teve como objetivo arrecadar recursos para as atividades desenvolvidas pelo Iprede. De acordo com João Furtado, coordenador de ações sociais da instituição, todo o lucro obtido com o evento será destinado às mais de 4 mil crianças atendidas mensalmente pelo Iprede.
"São tanto crianças em alta vulnerabilidade quanto crianças com deficiência. Então cada corredor, cada corrida, cada inscrição eu digo que é um ato de solidariedade, de carinho e de amor por essa causa que o Iprede faz."
Os recursos obtidos por meio das inscrições serão aplicados nos projetos da instituição, que atende crianças e famílias em situação de vulnerabilidade.
Joana Clemente, diretora de relações institucionais do Iprede, explicou que uma das áreas que receberá os recursos é a de neurodiversidade:
"Todo recurso arrecadado pela venda de ingressos a gente vai investir na neurodiversidade, que a gente já trabalha [com isso] há mais ou menos oito anos dentro da casa. A ideia é que a gente possa ampliar, que a gente possa melhorar esse atendimento. Então tudo isso vai ser para potencializar as 27 áreas de atuação que o Iprede já tem."
Corrida teve percursos de 2, 5 e 10 quilômetros
Os participantes puderam escolher entre três distâncias: dois, cinco e dez quilômetros. A programação reuniu tanto atletas que buscavam desempenho quanto pessoas interessadas em participar da atividade esportiva e contribuir com a causa apoiada pelo Iprede.
A experiência também deixou expectativa para uma nova edição entre os participantes. Eugenia Grace, que acompanhou a filha no percurso, afirmou que pretende voltar a participar.
"Esse evento primeiramente é pela causa, né? É para o Iprede. E a vontade de agregar pessoas, juntar, se divertir. Foi a minha primeira vez, achei que eu não ia conseguir chegar, mas eu tô muito satisfeita e acho que vou correr outras vezes."
O resultado da prova de cinco quilômetros teve Paulo Melo como primeiro colocado.




