Doze suspeitos de integrar o Comando Vermelho (CV) foram presos nesta terça-feira (18) durante a nona fase da Operação Impacto, deflagrada pela Polícia Civil do Ceará (PCCE). A ofensiva cumpriu mandados no Ceará e em Minas Gerais e também teve como alvo pessoas que já estavam recolhidas no sistema penitenciário.
Ao todo, a Justiça expediu 15 mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão. Dos alvos de prisão, 12 foram localizados e detidos durante a operação, enquanto outros três já estavam presos. No Ceará, as ordens judiciais foram cumpridas em Fortaleza, Cruz, Pacatuba e Maracanaú. A operação também chegou a Araguari, em Minas Gerais, onde um dos investigados foi localizado.
Operação Impacto chega à nona fase
A operação desta terça-feira corresponde à nona fase da Operação Impacto, investigação conduzida pela PCCE contra integrantes de organizações criminosas. Durante a ofensiva, equipes policiais cumpriram simultaneamente mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. As buscas têm como finalidade localizar objetos, documentos, equipamentos e outros elementos que possam contribuir para o andamento das investigações.
Segundo a Polícia Civil, a operação busca atingir suspeitos identificados durante as apurações e interromper a atuação de integrantes da organização criminosa. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a função que cada investigado exerceria dentro do grupo ou sobre os crimes atribuídos individualmente aos suspeitos. Eventuais materiais encontrados durante o cumprimento dos mandados deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Três alvos já estavam no sistema penitenciário
Dos 15 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça, três tinham como alvo pessoas que já estavam recolhidas no Sistema Penitenciário. Por esse motivo, esses investigados não precisaram ser localizados em novos endereços para o cumprimento das ordens judiciais.
Os outros 12 alvos foram encontrados e presos nesta terça-feira (18). Dessa forma, a operação alcançou os 15 mandados de prisão previstos, considerando os três investigados que já estavam sob custódia. A PCCE não informou, no material disponibilizado, os nomes dos presos nem detalhou individualmente quais condutas são atribuídas a cada um deles.
Draco pede bloqueio de até R$ 9 milhões
Além das medidas de prisão e busca e apreensão, a Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco) solicitou à Justiça o bloqueio de contas bancárias relacionadas aos investigados. Os valores que podem ser alcançados pelas medidas chegam a R$ 9 milhões.
O bloqueio de recursos integra as medidas adotadas em investigações envolvendo organizações criminosas e tem como finalidade impedir a movimentação de valores enquanto as autoridades apuram a origem e a possível relação do dinheiro com as atividades investigadas.




