Daniele Bezerra, irmã e advogada de Deolane Bezerra, se manifestou nas redes sociais após o Ministério Público de São Paulo pedir a manutenção da prisão preventiva da influenciadora. Em publicações feitas na quinta-feira (20), Daniele rebateu acusações feitas contra a irmã e afirmou que a família tem sido julgada publicamente antes de uma decisão definitiva da Justiça.
O Ministério Público apresentou o pedido no mesmo dia em que se aproximava a revisão da prisão preventiva de Deolane. A influenciadora está presa desde maio e é ré em processo que apura supostos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A decisão sobre a continuidade da custódia cabe à Justiça.
Daniele Bezerra defende a irmã e critica julgamento público
Na publicação, Daniele contestou algumas das acusações relacionadas à irmã e disse que espera que documentos e provas sejam considerados no processo.
Entre as declarações, a advogada afirmou:
“Deolane nunca teve 35 empresas. Deolane nunca se casou em uma penitenciária. Deolane nunca integrou organização criminosa.”
Daniele também reconheceu que sua condição de irmã e advogada pode fazer com que sua defesa seja questionada, mas afirmou acreditar que os fatos apresentados no processo poderão esclarecer a situação.
A advogada ainda criticou a exposição enfrentada pela família durante as investigações e disse que os familiares passaram a ser associados à criminalidade antes de uma condenação definitiva.
“Nós nos sentimos perseguidas”: o que disse a advogada
Ao falar sobre os efeitos das investigações sobre a família, Daniele afirmou que o caso provocou “medo, angústia, remédios, agonia” e noites sem dormir.
Ela também afirmou que a família enfrenta investigações sucessivas desde 2022 e que a mãe das irmãs chegou a ser presa durante esse período.
Na declaração, Daniele resumiu a posição da família:
“Nós nos sentimos perseguidas, sim. E continuaremos nos defendendo dentro da lei, apresentando documentos, provas e respostas a cada acusação.”
A advogada também criticou o julgamento público e afirmou que uma eventual solução judicial não seria capaz de recuperar o tempo vivido pela família durante o período de medo e exposição.
Por que o MP pediu a manutenção da prisão preventiva?
O Ministério Público de São Paulo pediu a manutenção da prisão preventiva de Deolane e de outros réus da Operação Vérnix, investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Na manifestação apresentada à Justiça, a Promotoria sustenta que continuam presentes os fundamentos para a prisão preventiva e aponta risco de novos crimes caso os investigados sejam colocados em liberdade. De acordo com a acusação, Deolane faria parte do núcleo financeiro da estrutura investigada.
Segundo a acusação, a influenciadora teria utilizado contas pessoais e empresariais para ocultar e dissimular valores considerados ilícitos. Essas afirmações fazem parte da tese do Ministério Público e ainda são objeto de contestação pela defesa.
Deolane é ré em processo por organização criminosa e lavagem de dinheiro
Deolane foi presa preventivamente em 21 de maio de 2026, durante a Operação Vérnix. Em junho, o Ministério Público apresentou denúncia contra ela e outros investigados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Justiça recebeu a denúncia em 18 de junho, tornando os acusados réus no processo.
Desde então, a defesa de Deolane contesta as acusações e nega a participação dela em uma organização criminosa. Em manifestação anterior, a própria influenciadora afirmou que os valores questionados pela investigação estavam relacionados à sua atuação profissional como advogada.
A prisão atual é preventiva, e não decorrente de uma sentença condenatória.
O que acontece agora com a prisão preventiva?
A situação de Deolane depende da análise judicial sobre a manutenção da medida cautelar.
A legislação determina que a necessidade da prisão preventiva seja revisada periodicamente, com decisão fundamentada. O pedido apresentado pelo Ministério Público é uma manifestação da acusação e não determina sozinho a continuidade da custódia.
A Justiça pode manter a prisão, revogar a medida ou determinar outras providências cautelares, de acordo com a avaliação dos fundamentos apresentados no processo.
Enquanto a decisão não for tomada, Deolane permanece presa preventivamente.




