A Polícia Federal investiga um funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços à Caixa Econômica Federal por suspeita de envolvimento no furto de um equipamento do parque de informática do banco em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza. A apuração é conduzida por meio da Operação Cavalo de Troia, deflagrada nesta sexta-feira (21).
A investigação começou depois que a própria Caixa comunicou à Polícia Federal o possível desaparecimento do equipamento. Conforme a corporação, a suspeita inicialmente foi direcionada a um empregado de uma empresa contratada para realizar serviços de manutenção na instituição financeira.
A identidade do investigado não foi divulgada pela PF. Também não foram informados detalhes sobre qual equipamento teria sido levado ou o valor do bem.
O que a PF apura na Operação Cavalo de Troia
A Operação Cavalo de Troia tem como objetivo esclarecer as circunstâncias em que o equipamento teria desaparecido das instalações da Caixa em São Gonçalo do Amarante.
A partir da denúncia apresentada pelo banco, os investigadores passaram a reunir informações para verificar a dinâmica do possível furto e a eventual participação do funcionário terceirizado.
O fato ainda é tratado pela Polícia Federal como uma suspeita. Isso significa que a investigação precisa reunir elementos suficientes para confirmar se houve crime e apontar eventual responsabilidade.
A operação desta sexta-feira corresponde à chamada fase ostensiva da apuração, com a realização das medidas determinadas para a coleta de indícios e provas.
Qual crime pode ser atribuído ao investigado
Segundo a Polícia Federal, caso os elementos reunidos durante a investigação confirmem a prática criminosa, o investigado poderá responder, em tese, pelo crime de furto previsto no Código Penal.
A corporação cita especificamente a possibilidade de enquadramento relacionado à subtração de aparelho de telefonia celular, computador, inclusive portátil ou do tipo prancheta, ou outro dispositivo eletrônico ou informático semelhante.
A PF ressalta, porém, que a eventual responsabilização depende do resultado das investigações e da confirmação dos fatos.
Por enquanto, não há informação de condenação ou de responsabilização definitiva do investigado.
Equipamento da Caixa ainda é analisado pela investigação
A Polícia Federal não detalhou qual equipamento teria sido furtado nem informou o valor do objeto. Esses elementos fazem parte da apuração e podem ser esclarecidos com a análise dos materiais e informações obtidos durante a operação.
A investigação também deverá verificar se o funcionário tinha acesso ao equipamento em razão das atividades de manutenção que realizava para a empresa terceirizada.
A partir dessas informações, os policiais poderão reconstruir a sequência dos acontecimentos e verificar se houve participação do suspeito no desaparecimento.
As investigações continuam. A PF informou que os materiais apreendidos durante a operação ainda serão analisados pelos policiais federais.
Até a conclusão da apuração, o investigado deve ser tratado como suspeito, sem antecipação de responsabilidade criminal. A confirmação de eventual crime e de autoria dependerá do avanço das diligências.




