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RODOVIAS

Ceará registra 15 mortes por atropelamento nas BRs em 2026; veja os números

Número de vítimas caiu 40% em relação ao mesmo período de 2025, mas quase quatro em cada dez atropelamentos terminaram em morte

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Ceará registra 15 mortes por atropelamento nas BRs em 2026; veja os números
Em 2026, até 24 de agosto, a BR-222 figura na primeira posição em número de atropelamentos, com 16 ocorrências. Foto: Reprodução

O Ceará registrou 15 mortes por atropelamento nas rodovias federais entre 1º de janeiro e 24 de agosto de 2026. Apesar da redução de 40% no número de vítimas fatais em relação ao mesmo período do ano passado, os atropelamentos continuam entre os tipos de sinistro de trânsito com maior impacto sobre a vida humana.

Ao todo, foram registrados 38 atropelamentos nas BRs do estado neste ano, contra 60 no mesmo intervalo de 2025. A queda foi de 36,7%. Também houve redução nos acidentes graves e no número de pessoas feridas, mas a proporção de ocorrências que terminaram em morte permanece elevada.

Leia também: Incêndio destrói quarto e compromete telhado de casa no Pirambu, em Fortaleza

Em 2026, 15 dos 38 atropelamentos tiveram pelo menos uma vítima fatal, o equivalente a 39,5% das ocorrências. No mesmo período de 2025, eram 25 casos com morte entre 60 atropelamentos, uma proporção de 41,7%.

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Ceará teve menos atropelamentos, feridos e mortes em 2026

Além da redução no número de ocorrências, os dados mostram queda na quantidade de vítimas. Entre janeiro e agosto de 2025, foram 55 pessoas feridas em atropelamentos. No mesmo período deste ano, foram 29, uma redução de 47,3%.

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Os atropelamentos classificados como graves também diminuíram. Foram 51 ocorrências desse tipo em 2025 e 28 em 2026, queda de 45,1%.

Considerando a participação desses casos no total de atropelamentos, a proporção passou de 85% para 73,7%. Ou seja, quase três em cada quatro atropelamentos registrados nas BRs do Ceará em 2026 foram classificados como graves.

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Para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a classificação como sinistro grave está relacionada à existência de vítima com ferimento grave ou morte.

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Quase quatro em cada dez atropelamentos terminaram em morte

A redução dos números absolutos não elimina a gravidade dos atropelamentos. Entre as 38 ocorrências registradas até 24 de agosto, 15 terminaram com pelo menos uma morte.

Em 2025, foram 25 atropelamentos com óbito entre 60 ocorrências. A proporção caiu 2,2 pontos percentuais em 2026, mas continua próxima de quatro em cada dez casos.

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O atropelamento também aparece entre os tipos de sinistro que mais matam nas rodovias federais do estado. Em 2025, foi o segundo tipo com maior número de mortes, atrás apenas das colisões frontais.

Já em 2026, até 24 de agosto, aparece na terceira posição, atrás das colisões frontais e das colisões transversais.

Comportamento do pedestre aparece entre as principais causas

Os dados registrados neste ano mostram que situações relacionadas à circulação dos pedestres aparecem entre as causas mais frequentes dos atropelamentos.

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A principal foi “pedestre andava na pista”, com nove ocorrências, seguida por “entrada inesperada do pedestre”, com oito casos. Depois aparecem “pedestre cruzava a pista fora da faixa”, com cinco, e “acessar a via sem observar a presença dos outros veículos”, com quatro.

Juntas, essas quatro situações correspondem a 26 dos 38 atropelamentos registrados até 24 de agosto, ou 68,4% do total.

Também aparecem entre as causas registradas reação tardia ou ineficiente do condutor, velocidade incompatível, ausência de reação do condutor, iluminação deficiente e área urbana sem local apropriado para travessia.

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A concentração de registros relacionados ao comportamento do pedestre não significa, por si só, que a responsabilidade pelos atropelamentos seja exclusivamente de quem está a pé. A segurança depende da conduta de todos os usuários das rodovias.

A atenção é especialmente necessária em perímetros urbanos e trechos que atravessam povoados e comunidades, onde a circulação de pedestres é maior. Nesses locais, motoristas devem observar a sinalização e adequar a velocidade às condições da via, enquanto pedestres devem evitar a circulação sobre a pista e procurar locais apropriados para atravessar.

BR-222 lidera atropelamentos em 2026

A distribuição dos registros também mudou entre os dois períodos analisados. Em todo o ano de 2025, a BR-116 concentrou o maior número de atropelamentos, com 46 ocorrências. A BR-222 veio em seguida, com 21, e a BR-020 teve seis.

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As três rodovias concentraram 73 dos 81 atropelamentos registrados naquele ano, o equivalente a 90,1%.

Em 2026, até 24 de agosto, a BR-222 passou para a primeira posição, com 16 ocorrências. A BR-116 aparece logo depois, com 15, enquanto a BR-122 registrou três casos.

As três principais rodovias somam 34 dos 38 atropelamentos deste ano, ou 89,5% do total.

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A mudança de posição entre BR-116 e BR-222 não permite afirmar, isoladamente, que uma delas seja mais perigosa. Os números absolutos não levam em consideração fatores como extensão da rodovia, volume de tráfego e exposição de pedestres.

Dados de 2025 mostram a gravidade dos atropelamentos

O levantamento de todo o ano passado registrou 81 atropelamentos de pedestres nas rodovias federais do Ceará. Desse total, 67 foram classificados como graves, correspondendo a 82,7%.

Também foram registrados 35 atropelamentos com pelo menos uma morte, enquanto 36 pessoas morreram. A diferença ocorre porque houve uma ocorrência com mais de uma vítima fatal.

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No total, 74 pessoas ficaram feridas em atropelamentos durante 2025. A proporção de ocorrências com óbito chegou a 43,2%, o que significa que mais de quatro em cada dez atropelamentos tiveram pelo menos uma vítima fatal.

Entre as principais causas registradas naquele ano estavam entrada inesperada do pedestre, com 20 ocorrências; acesso à via sem observar a presença de outros veículos, com 11; pedestre andando na pista, com dez; ingestão de álcool ou substâncias psicoativas pelo pedestre, com nove; e travessia fora da faixa, com oito.

Essas cinco causas responderam por 58 dos 81 atropelamentos de 2025, ou 71,6%.

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A comparação entre as causas de 2025 e 2026 precisa considerar que os dados do primeiro ano abrangem os 12 meses, enquanto os registros deste ano são apenas até 24 de agosto. Por isso, os números ajudam a identificar o perfil das ocorrências, mas não permitem estabelecer uma evolução percentual entre os dois anos nesse quesito.

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