Yan Costa Pires Sena é um empresário investigado pela morte do motociclista Wandeclei Bezerra Dutra, de 32 anos, após um atropelamento ocorrido no Crato, no Cariri cearense. Ele foi preso preventivamente neste sábado (22), em um condomínio localizado em Barbalha, depois que a Justiça autorizou a medida solicitada pela autoridade policial.
A investigação aponta Yan como o motorista da caminhonete envolvida na colisão que matou Wandeclei. O acidente aconteceu na noite da terça-feira (18), no Bairro Independência, no Crato.
A prisão preventiva ocorreu quatro dias depois do atropelamento. Antes disso, o empresário havia comparecido espontaneamente à Delegacia Regional do Crato para prestar depoimento.
Yan foi ouvido pelos investigadores na quinta-feira (20) e, naquele momento, acabou liberado. Posteriormente, a autoridade policial solicitou à Justiça a prisão preventiva do investigado.
A medida foi autorizada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Crato, que também determinou o cumprimento de mandado de busca e apreensão.
Até o momento, as informações disponíveis sobre o empresário estão diretamente relacionadas à investigação do atropelamento e aos procedimentos adotados pela Polícia Civil e pela Justiça após a morte de Wandeclei.
Por que o empresário foi preso em Barbalha?
A prisão de Yan aconteceu em um condomínio em Barbalha, município vizinho ao Crato.
A ordem judicial foi cumprida neste sábado após a Justiça analisar o pedido de prisão preventiva apresentado pela autoridade policial responsável pela investigação.
A medida representa uma mudança na situação de Yan dentro do caso. Ele havia prestado depoimento e permanecido em liberdade após comparecer à delegacia, mas posteriormente passou a ser alvo de um mandado de prisão.
Além da prisão, uma ordem de busca e apreensão também foi cumprida durante a ação.
A prisão preventiva não significa que Yan tenha sido condenado pela morte do motociclista. Ele permanece como investigado, e a responsabilidade pelos fatos ainda será analisada ao longo da investigação e do processo judicial.
O objetivo da medida cautelar é garantir o andamento da apuração nas condições estabelecidas pela Justiça.
O que aconteceu no atropelamento no Crato?
O caso que levou à prisão de Yan começou na noite de terça-feira (18), quando Wandeclei Bezerra Dutra foi atingido pela caminhonete conduzida pelo empresário.
A colisão aconteceu no Bairro Independência, no Crato.
A dinâmica exata do acidente ainda é investigada pela Polícia Civil. Imagens de câmeras de segurança registraram momentos relacionados à ocorrência e passaram a integrar o conjunto de informações analisadas pelos investigadores.
Segundo os elementos já divulgados sobre a apuração, a motocicleta de Wandeclei teria sido atingida pela caminhonete quando o motociclista tentava entrar em uma rua.
Após a colisão, a motocicleta teria sido arrastada por alguns metros pelo veículo.
Wandeclei, de 32 anos, morreu em decorrência do atropelamento.
Outro ponto investigado pelas autoridades é o que aconteceu imediatamente depois da colisão. Segundo as informações reunidas no caso, o motorista deixou o local sem prestar socorro à vítima.
A Polícia Civil ainda precisa esclarecer toda a sequência do acidente e confrontar as imagens com os demais elementos obtidos durante a investigação.
O que dizem as imagens do acidente?
As câmeras de segurança são consideradas importantes para a reconstrução do atropelamento.
Os registros permitem aos investigadores observar a movimentação dos veículos antes da colisão e os momentos posteriores ao impacto.
A partir das imagens, a Polícia Civil busca esclarecer aspectos como a trajetória da caminhonete e da motocicleta e a sequência dos acontecimentos depois da batida.
A investigação também deve considerar outros elementos para estabelecer a dinâmica do acidente e verificar as circunstâncias que levaram à morte de Wandeclei.
Por enquanto, as imagens fazem parte da apuração e não representam, isoladamente, uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal do empresário.
A análise de todos os elementos será necessária para determinar como ocorreu a colisão e quais responsabilidades poderão ser atribuídas aos envolvidos.
Empresário havia prestado depoimento antes de ser preso
Antes de ter a prisão preventiva decretada, Yan procurou a Polícia Civil para prestar esclarecimentos.
Ele compareceu à Delegacia Regional do Crato na quinta-feira (20), dois dias depois do atropelamento.
Segundo a defesa, o empresário teria procurado a Polícia Militar por telefone ainda no dia do acidente e demonstrado intenção de colaborar com a investigação.
Os advogados também afirmaram que entraram em contato com a Polícia Civil na quarta-feira (19) para informar que Yan compareceria à delegacia.
A apresentação ocorreu no dia seguinte. O empresário foi ouvido pelos investigadores e permaneceu em liberdade naquele momento.
A situação mudou posteriormente, quando a autoridade policial pediu a prisão preventiva à Justiça.
A defesa apresentou sua versão sobre o comportamento de Yan após o acidente e afirmou que ele procurou as autoridades para prestar esclarecimentos. Essa manifestação deverá ser analisada em conjunto com as demais provas reunidas na investigação.
O que a defesa de Yan Costa Pires Sena afirma?
Os advogados do empresário sustentam que ele demonstrou interesse em colaborar com a investigação desde o momento posterior ao acidente.
De acordo com a defesa, Yan teria entrado em contato com a Polícia Militar por telefone ainda no dia da ocorrência e manifestado intenção de se apresentar.
Os representantes afirmam que a apresentação à Polícia Civil ocorreu posteriormente por orientação jurídica e porque a unidade estava em regime de plantão.
Yan compareceu à delegacia, prestou depoimento e apresentou, segundo a defesa, documentos e informações que poderiam auxiliar na apuração.
A versão apresentada pelos advogados é diferente da interpretação que levou a Polícia Civil a solicitar a prisão preventiva. Por isso, os elementos apresentados pelas duas partes ainda precisam ser confrontados durante o andamento da investigação.
A defesa também deverá acompanhar os próximos passos do processo após a prisão preventiva.
O que acontece agora com o caso?
Com a prisão preventiva de Yan, a investigação sobre a morte de Wandeclei entra em uma nova fase.
A Polícia Civil deverá continuar analisando as imagens de segurança e outros elementos para esclarecer a dinâmica do atropelamento e as circunstâncias que envolveram a saída do motorista do local.
Também deverão ser considerados os depoimentos colhidos durante a investigação e os elementos obtidos com a ordem de busca e apreensão cumprida junto com o mandado de prisão.
O caso ainda não teve uma conclusão judicial definitiva.
Yan Costa Pires Sena é investigado pela morte de Wandeclei Bezerra Dutra e deve ser tratado como suspeito enquanto a apuração estiver em andamento. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não equivale a uma condenação.
A morte do motociclista ocorreu na terça-feira (18), no Crato. O empresário prestou depoimento dois dias depois e foi preso preventivamente no sábado (22), em Barbalha.
Agora, a investigação deverá esclarecer de forma detalhada como ocorreu a colisão, o que aconteceu imediatamente após o atropelamento e quais circunstâncias devem ser consideradas pela Justiça na análise do caso.




