O vulcão Kilauea, no Havaí, voltou a impressionar com uma nova sequência de fontes de lava. O episódio mais recente da erupção, iniciado na terça-feira (25), lançou material incandescente a até 150 metros de altura a partir da cratera Halemaʻumaʻu, no topo do vulcão.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o episódio 54 começou por volta das 10h30, no horário local, e terminou às 19h33, após aproximadamente nove horas de emissão contínua de lava. A atividade ocorreu no chamado respiradouro norte da cratera.
Imagens divulgadas pelo observatório mostram as fontes de lava iluminando a região do cume do Kilauea e formando uma grande coluna de material vulcânico e gases sobre a cratera.
O fenômeno chamou a atenção também de visitantes do Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, que puderam observar a atividade a partir de áreas autorizadas.
Kilauea lança lava a 150 metros de altura
A maior fonte de lava registrada durante o episódio 54 atingiu aproximadamente 150 metros acima do solo, entre 12h15 e 13h, no horário local.
A intensidade diminuiu gradualmente ao longo da tarde. Por volta de 13h30, as fontes já tinham aproximadamente 110 metros. No início da noite, a altura caiu para cerca de 50 metros e, nos minutos finais, ficou entre 30 e 60 metros.
A atividade ficou concentrada no respiradouro norte. Os respiradouros sul e oeste não apresentaram fontes de lava durante esse episódio.
O USGS estima que aproximadamente 4 milhões de metros cúbicos de lava tenham sido expelidos durante as nove horas de atividade, cobrindo cerca de 30% do piso da cratera Halemaʻumaʻu.
Pluma vulcânica chegou a 5,2 mil metros
Além das fontes de lava, a erupção produziu uma grande pluma vulcânica. No momento de maior intensidade, ela alcançou aproximadamente 5,2 mil metros acima do nível do mar.
A combinação entre lava, gases e partículas vulcânicas alterou a paisagem no entorno da cratera. Segundo o USGS, a maior parte da queda de material vulcânico ficou restrita à área fechada do Parque Nacional dos Vulcões do Havaí.
Também houve registro de pequenas partículas conhecidas como “cabelos de Pele” no distrito de Ka‘ū, na Ilha do Havaí. O material é formado por fragmentos extremamente finos de vidro vulcânico produzidos durante fontes de lava.
Erupção do Kilauea acontece de forma episódica
A atual fase de atividade do Kilauea tem uma característica diferente de uma erupção contínua. Desde dezembro de 2024, o vulcão vem apresentando episódios de fontes de lava separados por períodos de pausa.
De acordo com o USGS, a atividade ocorre na cratera Halemaʻumaʻu, dentro da caldeira localizada no cume do Kilauea. Os episódios acontecem conforme a pressão se acumula novamente sob a região do vulcão.
O episódio 54 foi precedido por sinais de aumento da atividade. O observatório registrou pequenas emissões e mudanças no comportamento sísmico antes do início das fontes mais intensas de lava.
A sequência culminou na emissão contínua registrada durante nove horas em 25 de agosto.
Atividade permanece concentrada na cratera
Apesar da força das imagens registradas durante a erupção, a atividade permanece concentrada dentro da cratera Halemaʻumaʻu.
O USGS informou que as fontes e os fluxos de lava permaneceram confinados à área da cratera durante o episódio. A região próxima às aberturas vulcânicas, entretanto, continua sendo considerada perigosa por causa de gases, queda de material vulcânico, instabilidade das paredes da cratera, rachaduras no solo e possíveis deslizamentos de rochas.
A área do entorno da borda da cratera permanece fechada ao público em razão dos riscos associados à atividade vulcânica.
O Kilauea é considerado um dos vulcões mais ativos do mundo. A atual sequência de erupções no cume começou em 23 de dezembro de 2024 e vem sendo monitorada continuamente pelo Observatório Vulcanológico Havaiano, ligado ao USGS.
O que acontece agora com o Kilauea?
Depois do fim do episódio 54, o comportamento do vulcão continua sendo acompanhado pelos especialistas. O USGS mantém sistemas de monitoramento para observar tremores, deformações do solo, emissão de gases e mudanças na atividade da cratera.
O padrão observado nos últimos episódios indica que novas fases de atividade podem ser precedidas por períodos de acumulação de pressão. No entanto, a duração e a intensidade de um eventual novo episódio dependem da evolução dos sinais registrados pelos equipamentos de monitoramento.
Por enquanto, o episódio que começou na manhã de terça-feira já foi encerrado. Foram nove horas de fontes contínuas de lava, com uma altura máxima de 150 metros e uma pluma que chegou a 5,2 mil metros acima do nível do mar.
As imagens do fenômeno mostram mais uma vez a força do Kilauea e ajudam a dimensionar a transformação que a atividade vulcânica vem provocando na paisagem do cume desde o início da atual sequência eruptiva.




