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ELEIÇÕES 2026

Flávio Bolsonaro e Banco Master: entenda a relação com Daniel Vorcaro

Candidato à Presidência confirmou ter procurado Daniel Vorcaro para obter recursos privados destinados ao filme sobre Jair Bolsonaro; ao menos R$ 61 milhões foram repassados à produção

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Foto: Vittor Sales/Campanha Flávio Bolsonaro.

A relação entre Flávio Bolsonaro e o Banco Master passa principalmente pelo ex-controlador da instituição financeira, Daniel Vorcaro, e pelo financiamento de “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio confirmou ter procurado o banqueiro para conseguir recursos privados para o projeto. Vorcaro repassou ao menos R$ 61 milhões à produção, enquanto as negociações chegaram a envolver cerca de R$ 134 milhões.

O assunto ganhou força na campanha presidencial de 2026 depois da divulgação de mensagens e áudios relacionados às negociações. O caso também passou a ser explorado pelos adversários de Flávio Bolsonaro e chegou à propaganda eleitoral. Nesta sexta-feira (28), primeiro dia das inserções no rádio e na televisão, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou o episódio para atacar o candidato do PL.

Leia também: Flávio Bolsonaro ataca pacote de Lula para MEIs: “Ele está achando que o povo é otário?”

Apesar da associação entre os nomes, é importante distinguir os fatos. Flávio Bolsonaro não era sócio nem funcionário do Banco Master. A conexão conhecida ocorre por meio da relação do senador com Vorcaro e das tratativas para o financiamento de “Dark Horse”. Da mesma forma, as investigações envolvendo o banco, a produtora do filme e outros personagens possuem objetos próprios e não significam, por si só, que Flávio tenha participado das supostas irregularidades investigadas.

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Qual é a relação de Flávio Bolsonaro com o Banco Master?

A relação entre Flávio Bolsonaro e o Banco Master se estabeleceu por meio de Daniel Vorcaro. Flávio manteve contato direto com o então controlador da instituição em busca de financiamento privado para “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro.

As conversas vieram a público em maio de 2026. Reportagens revelaram mensagens e áudios nos quais Flávio aparece tratando com o então banqueiro sobre recursos para a produção. O próprio candidato confirmou ter procurado Vorcaro e, ao responder à repercussão do caso, afirmou que agiu como um filho em busca de patrocínio privado para uma produção sobre a história do pai. Também sustentou que não ofereceu vantagens ao empresário em troca do dinheiro.

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Segundo as informações divulgadas sobre as negociações, Vorcaro transferiu R$ 61 milhões para o projeto. As tratativas envolveram um montante maior, de aproximadamente R$ 134 milhões, equivalente a US$ 24 milhões na época.

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A revelação ganhou peso adicional por causa da situação do Banco Master e de Daniel Vorcaro. As investigações envolvendo a instituição financeira transformaram a origem do financiamento do filme em um tema de repercussão política durante a corrida presidencial.

Quem é Daniel Vorcaro?

Daniel Vorcaro é o ex-controlador do Banco Master e se tornou um dos personagens centrais das investigações relacionadas à instituição financeira. O empresário foi preso em novembro de 2025 no âmbito das apurações sobre suspeitas de fraudes envolvendo o banco.

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Foi nesse contexto que vieram a público as conversas entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. O candidato à Presidência procurou o empresário para conseguir recursos destinados à produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro.

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A relação revelada não significa que Flávio seja proprietário, sócio ou integrante da administração do Banco Master. O elo conhecido entre os dois está nos contatos mantidos pelo senador com Vorcaro e, particularmente, nas negociações relacionadas ao filme.

O que Daniel Vorcaro tem a ver com Flávio Bolsonaro?

Daniel Vorcaro foi procurado por Flávio Bolsonaro para financiar “Dark Horse”. Os diálogos divulgados mostram que o senador não apenas participou da busca pelos recursos como também fez cobranças relacionadas aos repasses.

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Em uma das mensagens que ganharam repercussão, Flávio pediu que Vorcaro desse “um gás” para destravar a operação relacionada ao longa. As conversas divulgadas também indicaram que o projeto recebeu prioridade do empresário em determinado momento das tratativas.

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O episódio chamou atenção porque as negociações ocorreram enquanto o Banco Master enfrentava problemas de liquidez. Segundo mensagens divulgadas posteriormente, Vorcaro chegou a tratar o financiamento do projeto como uma prioridade.

Flávio sustenta que a negociação envolvia exclusivamente dinheiro privado para financiar um projeto privado. O candidato também nega ter oferecido qualquer benefício ou contrapartida ao então banqueiro.

O que o filme “Dark Horse” tem a ver com o caso?

“Dark Horse” é um filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A produção também recebeu o título em português de “O Azarão” e obteve registro para futura exibição comercial no Brasil. O longa passou a ocupar espaço no debate político não apenas por retratar o ex-presidente, mas principalmente pelas dúvidas levantadas em torno de seu financiamento.

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Daniel Vorcaro destinou pelo menos R$ 61 milhões ao projeto. As negociações reveladas posteriormente indicaram que o montante discutido era significativamente maior. As conversas de Flávio Bolsonaro com Vorcaro colocaram o candidato presidencial diretamente nas tratativas para obtenção do dinheiro, embora o senador afirme não ter sido o responsável pela administração dos recursos da produção.

O nome da produtora responsável por “Dark Horse” também aparece em investigações com objetos diferentes do aporte feito por Vorcaro. A Polícia Federal apura suspeitas relacionadas a possíveis desvios de finalidade de emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.

Em agosto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a PF a acessar dados de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo envolvendo a produtora. Essa apuração federal não investiga os R$ 61 milhões repassados por Vorcaro ao filme. O foco está em recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e em sua possível relação com estruturas ligadas à produtora.

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Essas apurações também não significam, por si só, que Flávio Bolsonaro tenha cometido alguma irregularidade.

Quanto Daniel Vorcaro repassou para o filme sobre Jair Bolsonaro?

As informações divulgadas apontam que ao menos R$ 61 milhões foram repassados por Daniel Vorcaro para “Dark Horse”. O valor inicialmente discutido era maior. Flávio teria buscado aproximadamente R$ 134 milhões, equivalentes a cerca de US$ 24 milhões na época das negociações.

O financiamento se tornou um dos principais pontos de questionamento sobre a produção. Além da origem do dinheiro, surgiram discussões sobre o orçamento efetivamente utilizado pelo filme e a comprovação dos gastos.

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A produtora apresentou uma perícia particular no contexto de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. O trabalho, contratado pela defesa da Go Up Entertainment, apontou gastos de aproximadamente R$ 75 milhõescom o projeto no Brasil e nos Estados Unidos.

As informações detalhadas sobre todos os gastos e comprovantes, entretanto, não foram integralmente tornadas públicas.

O que Flávio Bolsonaro diz sobre Daniel Vorcaro e o Banco Master?

Flávio Bolsonaro reconhece que procurou Daniel Vorcaro para conseguir recursos, mas nega qualquer irregularidade. Quando o caso veio a público, o senador afirmou que buscava patrocínio privado para um filme privado sobre Jair Bolsonaro. Também ressaltou que não havia recursos da Lei Rouanet envolvidos e afirmou não ter oferecido contrapartidas ao então banqueiro.

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Já durante a campanha presidencial, Flávio passou a sustentar que as explicações sobre o episódio foram apresentadas e classificou o assunto como “página virada”. Em agosto, questionado novamente sobre a prestação de contas do filme, o candidato afirmou que ela já havia sido realizada e fez referência à documentação apresentada pela produtora no âmbito de uma investigação em São Paulo.

A prestação de contas detalhada, entretanto, não foi integralmente tornada pública. A perícia particular contratada pela defesa da produtora indicou gastos de aproximadamente R$ 75 milhões, mas os documentos que permitiriam ao público verificar individualmente todas as despesas não foram divulgados.

Por que o caso Banco Master entrou na campanha eleitoral?

A relação com Vorcaro tornou-se um dos pontos utilizados pelos adversários de Flávio Bolsonaro na eleição de 2026. A campanha de Lula passou a explorar as conversas do candidato do PL com o empresário e os valores envolvidos no financiamento de “Dark Horse”.

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Nesta sexta-feira (28), o assunto chegou às inserções da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Em uma das peças, a campanha petista citou os R$ 134 milhões discutidos nas negociações. Outra inserção utilizou especificamente o repasse de R$ 61 milhões feito por Vorcaro para atacar Flávio.

O caso Banco Master e Flávio Bolsonaro também aparece entre os temas considerados sensíveis para o candidato durante entrevistas e sabatinas da campanha. Os adversários tentam associar as cobranças feitas a Vorcaro à crise envolvendo a instituição financeira, enquanto Flávio busca separar as duas questões: afirma que sua relação com o empresário esteve ligada ao financiamento privado do filme e nega irregularidades.

Essa diferença é essencial para compreender o episódio. As investigações envolvendo o Banco Master têm alcance próprio e não significam automaticamente que Flávio Bolsonaro tenha participado das supostas fraudes atribuídas à instituição. O que colocou seu nome no caso foram os contatos e as negociações mantidos com Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro — relação que agora também se tornou um dos assuntos da disputa presidencial de 2026.

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