Depois de quase seis meses voando pelo mundo, o piloto cearense Alex Bacana já está na reta final da viagem que o levou a cinco continentes. Ele deixou Fortaleza em março para realizar a jornada sozinho e, segundo o próprio piloto, percorreu cerca de 60 mil quilômetros, acumulou mais de 300 horas de voo e passou por mais de 30 países.
Agora, a aventura começa a dar lugar à expectativa pelo reencontro com a família. Alex afirma que a viagem deve ser concluída no dia 12 de setembro, um sábado, quando está prevista a chegada a Fortaleza.
A jornada foi planejada para ser realizada de forma solo, mas a família acompanhou de perto cada etapa. Mesmo sem estar dentro da aeronave, a esposa, Noêmia Frota, participou do planejamento e manteve contato com Alex ao longo dos meses.
“Foi uma jornada incrível. A gente vai totalizar nesse período todos seis meses de viagem, cruzando os cinco continentes”, afirma Alex.
O retorno representa a última etapa de uma missão que começou ainda no primeiro semestre e que exigiu preparação, adaptação de rotas e acompanhamento constante.
Alex Bacana percorreu cinco continentes em viagem solo
Desde a partida, a proposta era que Alex realizasse a volta ao mundo sozinho. A família, porém, tinha participação importante no planejamento e chegou a combinar encontros em alguns pontos do trajeto.
O próprio piloto resume a dimensão da viagem pelos números acumulados durante os meses de deslocamento. Segundo ele, foram mais de 30 países visitados, aproximadamente 300 horas de voo e cerca de 60 mil quilômetros percorridos.
“Passamos por mais de 30 países, 300 horas de voo e 60 mil quilômetros de voadas”, relata Alex.
A experiência exigiu mais do que simplesmente seguir um roteiro previamente estabelecido. Ao longo do percurso, situações inesperadas fizeram parte da jornada e obrigaram o piloto a tomar decisões para manter a viagem em andamento.
Família acompanhou a viagem mesmo à distância
Enquanto Alex estava no ar, a rotina da família continuava em Fortaleza. Noêmia conta que a saudade foi um dos aspectos mais difíceis de administrar, principalmente nos momentos em que a rotina ficava mais tranquila.
Durante a semana, ela diz que as responsabilidades com os filhos, a casa, o trabalho e outras atividades ajudavam a manter a mente ocupada.
“De segunda a sexta é maravilhoso, porque eu tô com a minha cabeça 100% ocupada, com demanda das crianças, demanda da casa, demanda do trabalho, demandas pessoais”, conta Noêmia.
O sentimento mudava nos fins de semana. Com os filhos ocupados com os próprios amigos e atividades, sobrava mais espaço para perceber a ausência de Alex.
“Quando chega o sábado e o domingo que fica aquele vácuo, as crianças brincando com os amiguinhos e eu, meu Deus, cadê? Cadê a pessoa que tá aqui comigo?”, relata.
A saudade, segundo ela, esteve presente durante toda a jornada, embora a intensidade variasse conforme os dias.
“A saudade é uma constante, realmente. E tem dias, e dias. Tem dias que ela bate assim, arde. E tem dias que a gente lida melhor com aquilo”, afirma Noêmia.
Problemas durante o voo exigiram mudanças de rota
A viagem também teve momentos de tensão. Segundo o relato apresentado pela família, Alex enfrentou problemas técnicos e de comunicação durante o percurso.
Entre as situações mencionadas estão uma pane elétrica, problemas com o GPS e momentos em que houve perda de comunicação. As ocorrências fizeram com que algumas mudanças de rota fossem necessárias.
Desde o início, Noêmia e Alex haviam estabelecido uma estratégia para lidar com as novidades da viagem. Como ela acompanhava a jornada de longe, os dois combinaram que ela não descobriria eventuais problemas ou alterações de percurso pela internet.
A família também tinha a previsão de se encontrar com Alex em determinados pontos da viagem. Esses encontros serviriam não apenas para diminuir a saudade, mas também para acompanhar de maneira mais próxima o andamento do projeto.
“A ideia era que a gente se encontrasse em determinados momentos, tanto para que a gente desafogasse um pouco da saudade e visse como é que estava funcionando o projeto, porque poderia ser que acontecesse alguma mudança de rota”, explica Noêmia.
Ela reforça que a proposta desde o começo era que Alex realizasse a jornada sozinho, enquanto a família faria parte da experiência de outra maneira.
“A gente não ia junto, ele ia sozinho, mas a gente se encontrava em determinados pontos no trajeto”, afirma.
Retorno a Fortaleza já tem data marcada
Depois de cruzar cinco continentes e passar meses longe de casa, Alex agora se prepara para a última etapa da viagem.
A chegada a Fortaleza está prevista para 12 de setembro. A data passou a ser aguardada não apenas pelo piloto, mas também pela esposa e pelos filhos, que acompanham a reta final da missão com ansiedade.
Noêmia afirma que a proximidade do retorno mudou o sentimento dentro de casa. Para ela, a família começa a perceber que o projeto que acompanhou durante meses está realmente chegando ao fim.
“A ansiedade tá a mil, os meninos também estão super ansiosos, porque eu acho que tá chegando de fato o dia da volta dele”, conta.
O momento também tem um significado especial para a família porque representa a conclusão de um projeto que começou com planejamento e meses de preparação.
“Realmente ele conquistou isso? Realmente o projeto deu certo e ele tá aqui”, afirma Noêmia.
Família vive expectativa pelo reencontro
A viagem começou pelo céu de Fortaleza e será encerrada na mesma cidade, segundo o planejamento de Alex.
Para Noêmia, mesmo sem ter realizado os voos ao lado do marido, a experiência também foi vivida pela família. Ela acompanhou à distância as etapas da jornada, os momentos positivos e as situações que exigiram mudanças de planejamento.
Agora, a expectativa está concentrada no pouso que marcará o fim da aventura.
Alex afirma que a chegada à Capital será também o momento de concluir oficialmente a missão que começou meses atrás.
“Já temos uma data de chegada em Fortaleza e a conclusão da nossa volta ao mundo será dia 12 de setembro, é um sábado, daqui a menos de 20 dias”, afirma.
O piloto também relaciona o encerramento da viagem a um marco que, segundo ele, será alcançado com a conclusão do percurso pelos cinco continentes.
“Quando eu pousar aí, a gente vai concluir essa missão e se tornar o primeiro brasileiro a dar a volta ao mundo solo, passando pelos cinco continentes”, declara Alex.
A afirmação sobre ser o primeiro brasileiro a realizar esse percurso deve ser atribuída ao piloto, conforme seu próprio relato.
Depois de meses de voos, mudanças de rota, distância da família e milhares de quilômetros percorridos, a última parte da viagem terá um significado diferente: em vez de representar mais uma partida, será o voo que levará Alex de volta para casa.




