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TRÂNSITO

Novos viadutos em Fortaleza dependem de estudo, desapropriações e indenizações

Projetos de túneis e viadutos estão em estudo para diferentes regiões da capital, mas obras ainda exigem etapas de planejamento

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Novos viadutos em Fortaleza dependem de estudo, desapropriações e indenizações
A intervenção na região da Avenida Antônio Sales tem como objetivo melhorar a fluidez do tráfego nas ruas Henriqueta Galeno, Beni Carvalho e Coronel Jucá. Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

Os novos viadutos em Fortaleza ainda dependem de etapas anteriores à execução das obras, como estudos técnicos, desapropriação e indenização de imóveis em áreas afetadas pelos projetos. A implantação das estruturas é estudada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura como alternativa para melhorar a circulação de veículos em diferentes pontos da capital.

Uma das intervenções previstas fica no cruzamento da Avenida Antônio Sales com a Rua Monsenhor Catão. Para que o viaduto avance, será necessário realizar um estudo topográfico da região e resolver a situação de imóveis que possam ser atingidos pela obra.

Leia também: Após cinco anos, obras da Lagoa da Maraponga continuam sem conclusão

O chefe do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC), Ademar Gondim, explicou que essas etapas fazem parte do processo necessário para a implantação da estrutura.

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“Para a construção do viaduto aqui no cruzamento da Avenida Antônio Sales com a Rua Monsenhor Catão, serão necessários um estudo topográfico da região, desapropriação e idenização de alguns imóveis. A obra está em processo de licitação e a empresa vencedora será responsável pelo projeto e execução da obra.”

A intervenção na região da Avenida Antônio Sales tem como objetivo melhorar a fluidez do tráfego nas ruas Henriqueta Galeno, Beni Carvalho e Coronel Jucá. O projeto também deve facilitar o acesso aos bairros Dionísio Torres, Aldeota, Joaquim Távora e São João do Tauape, além de ampliar a acessibilidade à estação do VLT.

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Novos viadutos em Fortaleza estão previstos em diferentes regiões

Além da intervenção na Antônio Sales, a Prefeitura de Fortaleza estuda outras estruturas para melhorar o trânsito. Entre os projetos estão dois túneis e quatro viadutos previstos para diferentes pontos da cidade.

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Um dos túneis é planejado para o encontro das avenidas Domingos Olímpio e Aguanambi, região que registra congestionamentos nos horários de pico. Outro túnel é estudado para o cruzamento das avenidas Bernardo Manuel e Silas Munguba.

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Também estão em análise viadutos nos seguintes locais:

  1. Complexo Parangaba;
  2. limite entre os bairros Conjunto Ceará e Jurema;
  3. entroncamento das avenidas Fernandes Távora e Augusto dos Anjos;
  4. cruzamento da Avenida Antônio Sales com a Rua Monsenhor Catão.

Os projetos ainda estão em estudo pela Secretaria Municipal de Infraestrutura. A avaliação das intervenções envolve o planejamento necessário para que as obras possam ser executadas e concluídas.

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Na Avenida Domingos Olímpio, o trânsito durante o horário de pico é apontado como um dos problemas que motivaram a discussão sobre uma solução para a região. Um motorista ouvido pela equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza, durante a passagem pelo local, relatou o tempo gasto no deslocamento:

“Aqui eu perco em torno de uns 20 minutos, do Centro até a Aldeota.”

Outro motorista descreveu dificuldades semelhantes em diferentes áreas da capital:

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“Caótico, é em todo canto da cidade. Centro, periferia, engarrafamento em todo lugar.”

Viaduto na Fernandes Távora também é esperado por motoristas

No entroncamento das avenidas Fernandes Távora e Augusto dos Anjos, a expectativa pela implantação de um viaduto também aparece entre os motoristas que circulam pela região.

A estrutura integra o conjunto de intervenções estudadas para a cidade. Um motorista que passou pelo cruzamento avaliou que a obra poderia ajudar diante das dificuldades enfrentadas no trânsito.

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“Seria excelente para todos nós. Porque o trânsito é complicado.”

Além da melhoria na circulação dos automóveis, especialistas defendem que o planejamento das obras considere os efeitos provocados pela construção sobre os espaços urbanos e as atividades econômicas existentes nas áreas atingidas.

Obras podem afetar paisagem e atividades econômicas

O professor do Departamento de Geografia da UFC e integrante do Observatório das Metrópoles, Alexandre Queiroz, avalia que projetos desse porte precisam considerar os impactos ambientais e econômicos nas comunidades próximas às intervenções.

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Entre os possíveis efeitos estão alterações na paisagem e mudanças no funcionamento de estabelecimentos comerciais. Também podem surgir áreas que demandem atenção social após a execução das estruturas.

A avaliação dos impactos é parte do debate sobre como as novas estruturas podem modificar a dinâmica dos bairros. Além das questões relacionadas ao trânsito, a implantação de túneis e viadutos pode interferir na circulação de pedestres, no comércio e no uso dos espaços públicos.

Transporte público deve entrar no planejamento

Para Alexandre Queiroz, as intervenções de mobilidade urbana não devem se concentrar apenas na circulação de carros. O transporte coletivo também precisa ser considerado no planejamento das soluções para o trânsito de Fortaleza.

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O professor defende investimentos em estruturas que deem prioridade aos ônibus e em veículos que ofereçam melhores condições de operação e acesso à população.

“É necessário investir nas faixas prioritárias, em veículos adequados, novos, que cumpram as suas viagens, que sejam confortáveis e que sejam acessíveis à população, tanto financeiramente quanto operacionalmente.”

O debate ocorre enquanto a capital analisa diferentes alternativas para pontos de congestionamento. A construção das estruturas, no entanto, passa por etapas técnicas e administrativas antes que os equipamentos possam sair do papel.

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