As buscas pelos seis pescadores desaparecidos no Ceará foram ampliadas pela Marinha do Brasil nesta quinta-feira (3), após sete dias desde o último contato conhecido com a embarcação S.E. Pescados. O barco saiu de Itarema, no Litoral Oeste do Estado, em 17 de agosto, para uma pescaria que deveria durar aproximadamente 30 dias. Até o momento, os seis tripulantes não foram localizados.
A operação é coordenada pelo SALVAMAR Nordeste, estrutura responsável pelas ações de busca e salvamento na área marítima sob responsabilidade brasileira. Segundo a Marinha, 26 embarcações já foram contatadas para contribuir com a operação, ampliar a vigilância e tentar obter informações que ajudem a identificar a localização do barco.
O trabalho também envolve o Navio-Patrulha Oceânico Araguari, uma aeronave P-95 do SALVAERO Recife e equipes da Agência da Capitania dos Portos em Camocim e da Capitania dos Portos do Ceará.
A mobilização ocorre de maneira contínua, enquanto a comunidade marítima também foi orientada a comunicar qualquer possível avistamento ou informação relacionada ao S.E. Pescados.
Seis pescadores desaparecidos no Ceará
A tripulação do S.E. Pescados é formada por seis homens. São eles: Wilson, mestre da embarcação; Marciel dos Santos Souza, conhecido como Babidi; Tarciano Alves Oliveira, o Pulga; Francisco Oliveira dos Santos, chamado de Oliveira; Fábio Ferreira da Silva; e Gilson André de Carvalho.
Os tripulantes têm vínculos com diferentes comunidades de Itarema e outras localidades. Entre os desaparecidos está Tarciano Alves Oliveira, de 17 anos.
Fábio Ferreira da Silva é morador da localidade de Gargoê, em Itarema. Já Gilson André de Carvalho é de Fortaleza e estava na região havia aproximadamente quatro meses, onde trabalhava com pesca.
A identificação dos integrantes da tripulação ajuda a dimensionar o impacto da ocorrência para comunidades que dependem diretamente da atividade pesqueira e acompanham a operação em busca de informações sobre os desaparecidos.
Quando o barco S.E. Pescados desapareceu?
O S.E. Pescados deixou Itarema no dia 17 de agosto. A viagem tinha como objetivo a realização de uma pescaria com duração prevista de aproximadamente 30 dias.
O último contato conhecido com a embarcação aconteceu em 27 de agosto. Desde então, não houve nova comunicação com os seis tripulantes.
A última posição conhecida do barco estava a cerca de 150 quilômetros ao norte de Fortaleza e aproximadamente 410 quilômetros de Porto dos Barcos, em Itarema.
A distância em relação ao litoral e a ausência de novas comunicações fazem com que a localização da embarcação dependa de uma operação marítima e aérea coordenada, além da colaboração de outros barcos que estejam navegando ou realizando atividades de pesca na região.
Como estão sendo feitas as buscas pela Marinha
A Marinha foi informada sobre o desaparecimento em 29 de agosto, quando teve início a operação de busca e salvamento.
Desde então, o SALVAMAR Nordeste coordena as ações e mantém o acompanhamento da ocorrência. O emprego de diferentes meios busca ampliar a área de monitoramento e aumentar as possibilidades de identificação da embarcação.
O Navio-Patrulha Oceânico Araguari participa diretamente das buscas no mar. A operação também conta com uma aeronave P-95, empregada pelo SALVAERO Recife para missões de busca.
As equipes da Agência da Capitania dos Portos em Camocim e da Capitania dos Portos do Ceará integram o trabalho desenvolvido no litoral cearense.
Além dos meios diretamente empregados pela Marinha, a operação conta com a participação indireta da comunidade marítima. Até esta quinta-feira (3), 26 embarcações já haviam sido contatadas para auxiliar na tentativa de localização do S.E. Pescados e no levantamento de informações.
Comunidade marítima ajuda na localização
A mobilização de outras embarcações é uma das frentes adotadas para ampliar a possibilidade de encontrar o barco desaparecido.
A Marinha busca informações de embarcações que possam ter passado pela região da última posição conhecida ou que tenham condições de identificar algum sinal relacionado ao S.E. Pescados.
A orientação também se estende à comunidade marítima, que foi mobilizada para comunicar qualquer possível avistamento ou informação capaz de contribuir com a operação.
O objetivo é reunir diferentes fontes de informação para auxiliar as equipes responsáveis pelas buscas. Como o último contato ocorreu em 27 de agosto, a operação considera a necessidade de ampliar o monitoramento da área marítima relacionada à ocorrência.
Buscas seguem sem localização dos seis tripulantes
Até esta quinta-feira (3), os seis pescadores e o barco S.E. Pescados ainda não haviam sido localizados.
A operação permanece em andamento, com emprego de meios navais e aéreos e participação de equipes da estrutura marítima da Marinha. A mobilização de outras embarcações também continua como parte da estratégia para obter informações que possam ajudar a encontrar os tripulantes.
O caso envolve pescadores ligados principalmente a comunidades do litoral de Itarema, município conhecido pela atividade pesqueira, além de trabalhadores vindos de outras localidades. A presença de um adolescente de 17 anos entre os tripulantes aumenta a preocupação das famílias e das comunidades que aguardam informações sobre o paradeiro da embarcação.
Enquanto as buscas prosseguem, a principal referência operacional continua sendo a última posição conhecida do S.E. Pescados, registrada antes da interrupção das comunicações.




