O Datafolha divulgado nesta quinta-feira (17) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial de 2026, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 36%. A diferença de três pontos percentuais está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, caracterizando empate técnico entre os dois primeiros colocados.
O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de setembro, em 125 municípios, segundo as informações divulgadas pela Folha. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026 e possui nível de confiança de 95%.
Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 11 de setembro, Lula manteve os 39%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, passou de 35% para 36%, uma oscilação de um ponto percentual. Augusto Cury (Avante) permaneceu com 6%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) continuou com 4%.
Datafolha mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 36%
O cenário estimulado, no qual os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos candidatos, apresenta a seguinte distribuição:
- Lula (PT): 39%
- Flávio Bolsonaro (PL): 36%
- Augusto Cury (Avante): 6%
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Romeu Zema (Novo): 2%
- Samara Martins (UP): 1%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
- Edmilson Costa (PCB): 0%
- Clariana Barão (DC): 0%
- Hertz Dias (PSTU): 0%
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0%
- Em branco, nulo ou nenhum: 6%
- Indecisos: 3%
A distância entre Lula e Flávio, portanto, caiu de quatro para três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Como a margem de erro é de dois pontos, a diferença observada está dentro do intervalo de variação possível da pesquisa.
O resultado também mostra uma concentração relevante das intenções de voto nos dois primeiros nomes. Augusto Cury aparece em terceiro lugar, com 6%, seguido por Caiado, com 4%, Renan Santos, com 3%, e Zema, com 2%. Os demais candidatos registram 1% ou menos.
Os votos em branco, nulos ou em nenhum candidato somam 6%. Outros 3% dos entrevistados não souberam responder ou ainda não definiram sua escolha no cenário estimulado.
Voto ainda pode mudar
O levantamento também investigou o grau de definição dos eleitores. Segundo o Datafolha, 76% afirmam estar totalmente decididos sobre o candidato escolhido para a Presidência da República. Outros 24% admitem que ainda podem mudar de posição.
Esse dado ajuda a dimensionar o espaço existente para alterações no quadro eleitoral durante a campanha. Embora a maioria dos entrevistados declare uma decisão consolidada, quase um quarto do eleitorado consultado afirma não considerar sua escolha definitiva.
Pesquisa espontânea reduz indecisos, mas Lula continua à frente
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 35% das menções. Flávio Bolsonaro registra 26%.
O resultado representa crescimento de dois pontos para Lula em relação à rodada anterior, quando tinha 33%, e de um ponto para Flávio, que havia registrado 25%.
Augusto Cury aparece com 3%, mesmo percentual anterior. Jair Bolsonaro foi citado espontaneamente por 3% dos entrevistados, ante 2% na pesquisa passada. Ronaldo Caiado aparece com 2%, contra 1% anteriormente.
Renan Santos tem 1%, enquanto Romeu Zema também registra 1%. As demais respostas somam 2%.
Um dos principais números desse cenário é o percentual de eleitores que ainda não indicam espontaneamente um candidato: 21%. Na pesquisa anterior, eram 23%.
Veja o cenário espontâneo:
- Lula (PT): 35%
- Flávio Bolsonaro (PL): 26%
- Augusto Cury (Avante): 3%
- Jair Bolsonaro (PL): 3%
- Ronaldo Caiado (PSD): 2%
- Renan Santos (Missão): 1%
- Romeu Zema (Novo): 1%
- Outras respostas: 2%
- Em branco, nulo ou nenhum: 6%
- Indecisos: 21%
A diferença entre os resultados espontâneo e estimulado também mostra o efeito da apresentação dos nomes aos entrevistados. Quando a lista é exibida, Lula passa a 39% e Flávio a 36%. Sem a lista, os percentuais são menores, enquanto cresce a parcela que não aponta um nome.
Lula e Flávio aparecem empatados na rejeição
O Datafolha também mediu a rejeição dos candidatos, perguntando aos entrevistados em quem eles não votariam de jeito nenhum no primeiro turno.
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem exatamente com o mesmo percentual: 47% cada um. Na pesquisa anterior, os dois tinham registrado 46%.
O resultado coloca os dois principais nomes da disputa no mesmo patamar nesse indicador. A rejeição, assim como a intenção de voto, pode ser acompanhada ao longo dos levantamentos para observar mudanças na composição do eleitorado.
Na sequência aparecem Renan Santos, com 15%; Romeu Zema, com 14%; e Ronaldo Caiado, com 13%.
Rui Costa Pimenta registra 11%. Samara Martins e Edmilson Costa aparecem com 10% cada. Augusto Cury tem 9%, enquanto Clariana Barão e Hertz Dias registram 7% cada. O veterinário Wilson Grassi aparece com 6%.
Apenas 2% dizem que votariam em qualquer um dos candidatos ou que não rejeitam nenhum deles.
Rejeição dos candidatos
- Flávio Bolsonaro (PL): 47%
- Lula (PT): 47%
- Renan Santos (Missão): 15%
- Romeu Zema (Novo): 14%
- Ronaldo Caiado (PSD): 13%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 11%
- Samara Martins (UP): 10%
- Edmilson Costa (PCB): 10%
- Augusto Cury (Avante): 9%
- Clariana Barão (DC): 7%
- Hertz Dias (PSTU): 7%
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 6%
- Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2%
A pesquisa divulgada nesta quinta-feira representa uma nova fotografia do cenário eleitoral de 2026. Como toda pesquisa de intenção de voto, os números retratam as respostas dos entrevistados no período em que o levantamento foi realizado e estão sujeitos à margem de erro indicada pelo instituto.
Além disso, a diferença de três pontos entre Lula e Flávio no primeiro turno não deve ser interpretada isoladamente. O próprio levantamento mostra que ainda existe uma parcela de eleitores que admite mudar de voto e outra que não apresenta uma escolha espontânea.
A comparação com as rodadas anteriores também é relevante para acompanhar a evolução da disputa. No levantamento divulgado em 11 de setembro, Lula tinha 39% e Flávio Bolsonaro, 35%. Agora, o petista permaneceu no mesmo patamar, enquanto o senador oscilou um ponto para cima.
O cenário ocorre em uma fase decisiva da campanha presidencial, com os dois primeiros colocados concentrando a maior parte das intenções de voto e registrando também os maiores índices de rejeição. Os números, entretanto, não representam resultado eleitoral e podem sofrer alterações até a votação.
A próxima atualização das pesquisas poderá indicar se a diferença observada nesta rodada se mantém, aumenta ou diminui. Para o eleitor, a leitura dos levantamentos deve considerar a margem de erro, o período de realização das entrevistas, o tamanho da amostra e a diferença entre pesquisa espontânea e estimulada.




