Aos 22 anos, Isabelle Caracristi era estudante de Direito e, segundo familiares, tinha planos para o futuro. A jovem também demonstrava interesse pela defesa de crianças e mulheres. A trajetória foi interrompida no domingo (13), quando ela foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado, no bairro Aldeota, em Fortaleza.
A morte ainda não teve a causa determinada oficialmente. O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, que busca esclarecer o que aconteceu no condomínio e as circunstâncias que antecederam a localização do corpo.
Uma jovem com planos profissionais
O irmão de Isabelle, o psicólogo clínico Rafael Magalhães, descreveu a universitária como uma jovem vaidosa e com projetos profissionais. Segundo ele, Isabelle também tinha interesse em atuar na defesa de crianças e mulheres.
Para a família, a morte da jovem deixou uma série de perguntas. Rafael afirmou que, pelo que conhecia da irmã, não identificava características que, na percepção dele, apontassem para uma morte provocada pela própria jovem.
“Isabelle não era esse tipo de pessoa”, declarou.
O irmão também relatou o impacto da perda entre os familiares. Segundo ele, a avó precisou de atendimento hospitalar após receber a notícia, enquanto a mãe passou a enfrentar dificuldades para dormir.
“A nossa família está estarrecida diante de tudo o que aconteceu”, afirmou.
Relação próxima com a mãe
Isabelle mantinha contato frequente com a mãe, a professora Isorlanda Caracristi. Segundo Isorlanda, as duas conversavam várias vezes ao longo do dia.
Por isso, quando a filha deixou de responder às mensagens, a mãe percebeu que havia algo diferente. Após a morte, ela falou à TV Cidade sobre a relação com Isabelle e fez um alerta a outras famílias.
“É muito fácil manipular uma mente de um jovem”, afirmou.
Isorlanda defendeu que pais e mães estejam próximos dos filhos e observem mudanças de comportamento. Ela também contou que chegou a conhecer aspectos da vida e da família do homem com quem Isabelle mantinha um relacionamento.
“Não se deixem enganar pelas aparências”, disse a professora.
Em outro momento, reforçou a importância de atenção à rotina dos jovens: “Estejam muito atentos, porque aí no mundo só o que tem são manipuladores. Estejam muito atentas, muito atentos”.
As declarações refletem o relato da mãe sobre a experiência da família e não representam uma conclusão da investigação policial sobre a morte.
O que aconteceu no condomínio
Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava, na Aldeota. Durante os trabalhos periciais, foram identificadas lesões compatíveis com impacto contra o solo. O exame toxicológico não apontou substâncias de interesse toxicológico no organismo da estudante.
A perícia ainda realiza exames complementares. Segundo informações repassadas à família, o laudo cadavérico pode levar até 30 dias para ser concluído.
A Polícia Civil também analisa imagens de câmeras de segurança e já ouviu quatro pessoas. Outras quatro oitivas estão previstas.
Até o momento, portanto, não há conclusão oficial sobre a dinâmica da morte. A investigação segue em andamento enquanto a família aguarda respostas sobre o que aconteceu com Isabelle.




