A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, não estava grávida, segundo apontou o laudo pericial. A informação foi confirmada na noite desta segunda-feira (21) pelas advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana, que representam a família da jovem. Isabelle foi encontrada morta no dia 13 de setembro, no pátio de um condomínio localizado no bairro Aldeota, em Fortaleza.
A confirmação sobre a ausência de gestação corrige uma informação que havia sido divulgada anteriormente pela própria família. Em entrevista, o irmão da estudante, Rafael Magalhães, havia relatado que parentes encontraram mensagens no celular da jovem que, na avaliação da família naquele momento, indicariam uma possível gravidez.
O resultado da perícia, porém, não confirmou essa hipótese. O laudo passa a integrar os elementos da investigação sobre a morte da universitária e deve ajudar a delimitar as circunstâncias relacionadas ao caso.
A confirmação ocorreu no mesmo dia em que familiares de Isabelle foram ouvidos pela Polícia Civil. Rafael Magalhães e a mãe da estudante, a professora universitária Isorlanda Caracristi, prestaram depoimento na 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital ao longo desta segunda-feira.
Laudo aponta que Isabelle Caracristi não estava grávida
A possibilidade de gravidez havia ganhado espaço nas informações divulgadas sobre o caso depois que Rafael Magalhães falou publicamente sobre o assunto.
Segundo o irmão, a família havia encontrado conversas no telefone celular de Isabelle que indicavam uma possível gestação. A informação foi apresentada antes da conclusão dos exames periciais e passou a fazer parte dos questionamentos levantados pelos familiares após a morte da jovem.
O laudo pericial, entretanto, apontou que Isabelle não estava grávida. A informação foi divulgada pelas advogadas que acompanham a família na investigação.
O resultado é relevante porque estabelece, a partir do exame pericial, um dado objetivo sobre uma das informações que havia sido levantada durante a apuração do caso. A hipótese de gestação, portanto, não foi confirmada pela perícia.
A confirmação também ocorre em um momento de avanço da investigação, com a tomada de depoimentos de pessoas próximas à estudante.
Família de Isabelle prestou depoimento nesta segunda-feira
A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, e o irmão da jovem, Rafael Magalhães, passaram pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital nesta segunda-feira (21).
Os depoimentos fazem parte da apuração sobre as circunstâncias da morte da estudante, encontrada sem vida no pátio de um condomínio na Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro.
A oitiva de familiares pode fornecer aos investigadores informações sobre a rotina da vítima, relações pessoais e acontecimentos anteriores à morte. O conteúdo dos depoimentos, no entanto, não foi detalhado pelas advogadas da família.
A investigação permanece sob responsabilidade da Polícia Civil, que reúne diferentes elementos para esclarecer o que aconteceu antes e no momento da morte de Isabelle.
A atualização sobre o laudo também ajuda a separar informações inicialmente levantadas pelos familiares de elementos posteriormente confirmados pela perícia.
Gravidez havia sido relatada pelo irmão da estudante
A informação sobre uma possível gravidez surgiu a partir de uma entrevista concedida por Rafael Magalhães. Na ocasião, ele afirmou que a família havia localizado mensagens no celular da irmã que apontavam para uma possível gestação.
O relato foi feito antes da conclusão do exame pericial. Com a divulgação do resultado, a hipótese foi descartada pelo laudo.
O episódio reforça a importância da distinção entre informações preliminares e dados produzidos oficialmente durante uma investigação. No caso de Isabelle, a suspeita mencionada pela família não encontrou confirmação no exame pericial.
As advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana confirmaram o resultado na noite desta segunda-feira e seguem representando os familiares da estudante.
Namorado de Isabelle ainda não havia prestado depoimento
Também havia expectativa de que o namorado de Isabelle e a mãe dele fossem ouvidos pela Polícia Civil nesta segunda-feira.
Até o início da noite, porém, os dois não haviam comparecido à unidade policial para prestar depoimento. Segundo as advogadas da família, advogados que representam os dois estiveram presentes na delegacia.
A ausência dos depoimentos não significa, por si só, uma conclusão sobre o envolvimento de qualquer pessoa na morte da estudante. O caso continua sendo investigado, e a eventual tomada de novos depoimentos dependerá do andamento da apuração policial.
A Polícia Civil busca reunir informações que permitam reconstruir os acontecimentos relacionados à morte de Isabelle, incluindo os contatos e acontecimentos anteriores à localização do corpo.
O fato de o namorado e a mãe dele ainda não terem sido ouvidos diretamente nesta segunda-feira é, portanto, uma das informações que permaneciam pendentes no acompanhamento do caso.
Investigação continua em Fortaleza
Isabelle Caracristi tinha 22 anos e cursava Direito. A jovem foi encontrada morta no dia 13 de setembro, no pátio de um condomínio localizado na Aldeota, área nobre de Fortaleza.
Desde então, a investigação busca esclarecer as circunstâncias da morte e reunir elementos que permitam compreender a sequência dos acontecimentos.
O laudo que descartou a gravidez representa uma nova informação pericial no caso. Já os depoimentos prestados pela mãe e pelo irmão acrescentam relatos familiares à investigação.
Até a última atualização, as informações divulgadas pelas advogadas da família não apontavam uma conclusão sobre a dinâmica da morte ou sobre eventual responsabilização de suspeitos.
O caso segue em apuração pela Polícia Civil. Novos depoimentos, resultados de exames e demais elementos coletados durante a investigação poderão contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte da estudante.




