Imagens das câmeras de segurança do condomínio onde Isabelle Caracristi morava mostram o namorado da estudante, João Munhoz Neto, retornando ao local acompanhado de dois homens e duas mulheres. Uma das mulheres pode ser a mesma que aparece em fotografias públicas de janeiro de 2025 ao lado de João em registros que aparentam estar relacionados a um casamento, mas essa identificação ainda não foi confirmada.
A sequência passa a integrar a apuração sobre a movimentação de João no condomínio no dia 13 de setembro, quando Isabelle foi encontrada morta. A TV Cidade teve acesso às imagens, que mostram diferentes momentos da movimentação no prédio e ajudam a reconstruir parte da cronologia daquele domingo.
A possível identificação de uma das mulheres com a pessoa que aparece nas fotografias de 2025 ainda é uma hipótese. Não há confirmação oficial de que ela seja esposa de João, nem de que tenha sido casada com ele.
Câmeras registram retorno de João ao condomínio
As imagens de segurança mostram João Munhoz Neto retornando ao condomínio acompanhado de dois homens e duas mulheres.
A gravação é um dos elementos que podem ajudar a estabelecer quem esteve no local e em quais momentos, dentro da cronologia que está sendo analisada pela Polícia Civil.
A identidade das quatro pessoas e o motivo pelo qual elas acompanharam João precisam ser esclarecidos a partir do conjunto da investigação. A simples presença delas nas imagens não permite estabelecer qual era a relação de cada uma com ele.
Uma das mulheres chama atenção porque pode apresentar características semelhantes às da mulher que aparece em registros anteriores de João, obtidos pela TV Cidade.
Uma das mulheres pode ser a mesma das fotos de 2025
Em janeiro de 2025, imagens publicadas nas redes sociais mostram João ao lado de uma mulher em registros que aparentam estar relacionados a uma cerimônia ou ensaio de casamento.
Além das fotografias, relatos de pessoas que conhecem João indicam que, em março de 2026, ele ainda tratava essa mulher como sua esposa.
Agora, as imagens das câmeras de segurança do condomínio levantam a possibilidade de que uma das duas mulheres que aparecem acompanhando João seja a mesma pessoa dos registros anteriores.
Essa identificação, entretanto, ainda não foi confirmada.
Não há informação oficial que permita afirmar que a mulher das câmeras é a mesma das fotografias, nem que ela era ou continua sendo esposa de João.
O que as imagens podem esclarecer
A sequência registrada pelas câmeras passa a ser relevante principalmente porque pode ajudar os investigadores a estabelecer a cronologia dos deslocamentos dentro e fora do condomínio.
A Polícia Civil já informou que as imagens de segurança são analisadas para reconstruir a movimentação de Isabelle e do namorado. O material é confrontado com depoimentos, informações extraídas de aparelhos eletrônicos e outros elementos reunidos no inquérito.
As gravações, porém, não determinam sozinhas a dinâmica da morte de Isabelle. Elas precisam ser analisadas em conjunto com os demais elementos da investigação.
Retorno ao condomínio ocorreu no contexto das últimas horas de Isabelle
Outras imagens de segurança já permitiram estabelecer parte da cronologia do dia 13 de setembro.
Segundo imagens obtidas pela TV Cidade, Isabelle chegou ao condomínio por volta das 17h59. O namorado foi encontrá-la na portaria, e os dois seguiram para o interior do prédio.
Por volta das 18h30, João aparece deixando o apartamento com roupas diferentes. Ele passa pela portaria, conversa com um funcionário e, segundo a sequência apresentada pela TV Cidade, deixa o condomínio a pé.
Mais tarde, às 21h12, Isabelle aparece acionando o elevador para seguir até o último andar.
A estudante foi encontrada morta posteriormente no pátio do condomínio. A investigação ainda busca estabelecer o que ocorreu entre os diferentes registros captados pelas câmeras.
Investigação ainda não esclareceu a dinâmica da morte
Isabelle Caracristi, de 22 anos, era estudante de Direito e foi encontrada morta no condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, na Aldeota, em Fortaleza, na noite de 13 de setembro.
Segundo a SSPDS, o óbito ocorreu por volta das 20h40. A perícia identificou politraumatismo e lesões compatíveis com impacto contra o solo. Exames laboratoriais realizados até o momento não apontaram substâncias de interesse toxicológico.
A SSPDS informou que a dinâmica da morte ainda depende da conclusão dos trabalhos periciais e investigativos.
A Polícia Civil também continua ouvindo pessoas relacionadas ao caso. Nesta segunda-feira (21), familiares de Isabelle e João compareceram ao 2º Distrito de Polícia Civil para prestar depoimentos. João Munhoz Neto também esteve na delegacia para ser ouvido sobre a morte da estudante.
Possível esposa ainda não foi identificada oficialmente
A presença dos dois homens e das duas mulheres nas imagens não permite, neste momento, afirmar quem são as quatro pessoas ou qual era a relação delas com João Munhoz Neto.
Uma das mulheres pode ser a mulher que aparece com ele nas fotografias de janeiro de 2025 e que, segundo relatos de conhecidos, ainda era tratada por João como esposa em março de 2026.
Depois daquele período, não foram localizados novos registros em imagens capazes de esclarecer a situação da relação.
Por isso, a informação deve ser tratada como uma possibilidade levantada a partir das imagens e dos relatos obtidos pela reportagem, e não como confirmação de que João era casado ou de que a mulher que aparece nas câmeras é sua esposa.
A identificação das pessoas registradas pelas câmeras e a compreensão do motivo de suas presenças no condomínio dependem do avanço da apuração policial.




