A greve da Caixa continua em todo o país após os funcionários da Caixa Econômica Federal rejeitarem, nesta segunda-feira (21), uma nova proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico da instituição. A votação foi realizada por meio de assembleias e terminou com a decisão da maioria dos estados pela continuidade da paralisação.
O movimento começou em 10 de setembro, depois que os empregados rejeitaram uma proposta anterior e aprovaram a paralisação por tempo indeterminado. A votação desta segunda-feira representou uma nova etapa das negociações e também marcou a terceira rejeição de uma proposta apresentada pela Caixa para o acordo específico.
Greve da Caixa continua após rejeição da proposta
A decisão dos funcionários mantém a paralisação iniciada em setembro e prolonga o impasse entre a Caixa e os representantes dos trabalhadores. As assembleias desta segunda-feira ocorreram depois de uma nova rodada de negociação realizada entre o banco e as entidades representativas da categoria.
A proposta submetida aos empregados havia sido apresentada pela Caixa após negociações realizadas na semana anterior. Entre os principais pontos estava uma mudança no financiamento do Saúde Caixa, além de alterações relacionadas a carreira, condições de trabalho e outros direitos previstos no acordo específico. A Fenae informou que a maioria dos estados recusou a proposta e optou pela continuidade da greve. A entidade não divulgou, na publicação sobre o resultado, um percentual nacional consolidado de rejeição.
O que os funcionários da Caixa reivindicam
As negociações do ACT específico da Caixa envolvem diferentes temas discutidos entre os empregados e a instituição. Um dos principais pontos de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado aos funcionários do banco.
A discussão envolve o modelo de custeio do plano e a participação da Caixa nas despesas. Os trabalhadores também negociam questões relacionadas à remuneração, carreira, condições de trabalho, direitos sociais e outros itens do acordo coletivo.
A proposta apresentada antes da votação desta segunda-feira trouxe mudanças em diferentes áreas. Segundo a Fenae, houve avanços em temas como promoção por mérito, carreira, pessoas com deficiência, direito à desconexão, licenças, férias, diversidade e saúde dos trabalhadores.
A negociação ocorre no âmbito do ACT específico da Caixa. Os empregados do banco não votam separadamente a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários, já que o ACT específico contém cláusulas que reconhecem a aplicação da CCT à categoria, com as exceções previstas no próprio acordo.
Como ficou a proposta para o Saúde Caixa
Um dos principais pontos da proposta rejeitada nesta segunda-feira era a ampliação do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa. O teto passaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027.
A proposta também previa a manutenção do modelo solidário do plano, do pacto intergeracional e do Saúde Caixa dentro do Acordo Coletivo de Trabalho. Para 2026, não haveria reajuste nas mensalidades, enquanto a Caixa assumiria o déficit do plano naquele ano.
Entre as mudanças previstas estava ainda a redução da cobrança por consulta em pronto atendimento, de R$ 150 para R$ 120, além da manutenção da isenção de coparticipação na telemedicina. A proposta também estabelecia a criação de um grupo de trabalho para discutir um novo modelo de gestão do plano.
A proposta não se restringia ao plano de saúde. A Caixa também apresentou alterações relacionadas ao Super Caixa, ao atendimento digital, ao trabalho remoto e ao Plano de Funções Gratificadas, entre outros pontos discutidos durante a negociação.
Quais são os próximos passos da greve da Caixa
Com a rejeição da proposta, a greve da Caixa permanece sem data definida para encerramento. A continuidade do movimento mantém abertas as negociações entre a instituição e os representantes dos empregados.
Os próximos encaminhamentos dependem das decisões do comando da greve e de eventuais novas rodadas de negociação. Caso a Caixa apresente outra proposta, o conteúdo poderá novamente ser submetido à avaliação dos trabalhadores em assembleias.
A paralisação nacional começou em 10 de setembro e, com a decisão desta segunda-feira (21), os funcionários mantêm o movimento enquanto seguem as discussões sobre o novo ACT. A Fenae informou que a votação desta segunda foi a terceira ocasião em que os empregados rejeitaram uma proposta específica apresentada pelo banco.




