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DOR E REVOLTA

“Vou lutar até o fim”: mãe de Isabelle Caracristi se manifesta após prisão do namorado da filha em Fortaleza

A professora Isorlanda Caracristi pediu que o apoio recebido pela família continue ao longo da investigação.

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“Vou lutar até o fim”: mãe de Isabelle Caracristi se manifesta após prisão do namorado da filha em Fortaleza
A mãe contou que esperava viver outro momento relacionado à trajetória acadêmica de Isabelle. (Foto: Reprodução)

A professora Isorlanda Caracristi, mãe de Isabelle Caracristi, se manifestou na noite desta terça-feira (22) após a prisão preventiva de João Munhoz Neto, namorado da estudante de Direito encontrada morta em um prédio na Aldeota, em Fortaleza. Em um relato marcado pela emoção, Isorlanda afirmou que recebeu nesta terça a certidão de óbito da filha e disse enxergar na prisão uma nova etapa na busca por respostas sobre o que aconteceu.

A mãe contou que esperava viver outro momento relacionado à trajetória acadêmica de Isabelle. Em vez da documentação que imaginava receber ao final da graduação, recebeu o documento oficial que registra a morte da filha.

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“Eu sonhei um dia receber um certificado de conclusão de curso, o diploma dela de Direito, formatura. Jamais passou pela minha cabeça receber a certidão de óbito.”
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A declaração foi feita horas depois de a Polícia Civil do Ceará cumprir um mandado de prisão preventiva contra João Munhoz Neto, de 34 anos. O homem é investigado no inquérito que apura as circunstâncias da morte da universitária, ocorrida em 13 de setembro.

Para Isorlanda, a prisão representa uma mudança no andamento do caso. A professora afirmou que passou a sentir que o processo de Justiça pela morte da filha começou efetivamente a partir da nova medida judicial.

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“Com a prisão preventiva dele, hoje eu sinto, dentro do meu coração, que o processo de justiça pela morte da minha filha se inicia.”
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A mãe também destacou que pretende continuar acompanhando a investigação e cobrou respostas sobre as circunstâncias da morte de Isabelle.

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Isabelle Caracristi: mãe diz que busca por respostas será longa

Durante a manifestação, Isorlanda pediu que o apoio recebido pela família continue ao longo da investigação. Ela afirmou que o caminho até o esclarecimento completo do caso será difícil e que pretende permanecer mobilizada até obter as respostas que considera necessárias.

“Preciso muito continuar contando com o apoio de todos vocês, porque essa luta vai ser longa e muito árdua.”
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A declaração ocorre em uma fase de novas diligências da investigação. A Polícia Civil informou que, além da prisão de João, outras sete pessoas já prestaram depoimento. Novas oitivas estão previstas para os próximos dias.

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O inquérito é conduzido por um Grupo Especial de Investigação (GEI), formado por equipes da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A apuração é realizada sob a perspectiva de gênero.

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A Polícia Civil continua analisando imagens de câmeras de segurança, celulares, outros dispositivos eletrônicos e diferentes vestígios reunidos durante as diligências.

A mãe de Isabelle afirmou ainda que pretende seguir até o fim na busca por esclarecimentos.

“Vou lutar até o fim pela justiça, por ter todas as respostas, todas as respostas, todas as respostas que eu preciso ter.”
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Ao concluir a manifestação, Isorlanda reforçou que sua principal reivindicação é a Justiça pela filha.

“Justiça por minha filha Isabelle Caracristi.”

Prisão preventiva de João Munhoz abre nova etapa da investigação

A prisão preventiva de João Munhoz Neto foi cumprida pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (22), em Fortaleza. O homem havia prestado depoimento na noite anterior e voltou a ser ouvido depois da prisão.

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Segundo a Polícia Civil, a medida teve como finalidade garantir a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal.

O celular de João foi apreendido e está sendo analisado pelos investigadores. O conteúdo do aparelho poderá ser confrontado com outras informações reunidas no inquérito, como imagens, depoimentos e demais elementos técnicos.

A prisão preventiva é uma medida cautelar e não equivale, por si só, a uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade do investigado pela morte. A dinâmica dos acontecimentos continua sendo investigada pelas autoridades.

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Esse ponto é relevante porque ainda não há uma conclusão oficial sobre como ocorreu a queda que resultou na morte da universitária.

Perícia apontou politraumatismo na morte de Isabelle

Isabelle, de 22 anos, foi localizada no pátio do edifício onde ocorreu o caso, na Aldeota. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) realizou exames no apartamento, no terraço do prédio e no local onde o corpo da estudante caiu.

O laudo cadavérico apontou politraumatismo como causa da morte, com lesões compatíveis com o impacto contra o solo.

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Os exames toxicológicos realizados até o momento não identificaram substâncias de interesse toxicológico.

A perícia também realizou outros procedimentos para investigar as circunstâncias da morte. Parte dos laudos já foi concluída, enquanto análises complementares permanecem em andamento.

A identificação da estudante ocorreu ainda na noite da ocorrência, no próprio condomínio. Moradores que estavam no apartamento reconheceram Isabelle e apresentaram um documento de identificação dela às equipes responsáveis pelo atendimento.

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Esse procedimento antecedeu o exame necroscópico realizado posteriormente na sede da Pefoce.

Celular e tablet da mãe de João também foram apreendidos

As diligências da Polícia Civil não se limitaram ao namorado de Isabelle. No domingo (20), um celular e um tablet pertencentes à mãe de João Munhoz foram apreendidos em Cumbuco, no município de Caucaia.

Os equipamentos deverão passar por perícia. A análise de dispositivos eletrônicos é uma das frentes utilizadas pelos investigadores para reunir informações que possam ajudar na reconstrução dos acontecimentos.

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Além dos aparelhos, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de pessoas próximas ao caso também integram o conjunto de elementos analisados.

A Polícia Civil informou que outras diligências seguem sendo realizadas. Novas pessoas devem ser ouvidas nos próximos dias, enquanto os materiais já recolhidos passam por análise técnica.

Dinâmica da morte de Isabelle ainda é investigada

Embora os laudos já tenham estabelecido o politraumatismo como causa da morte, a dinâmica da queda ainda não foi esclarecida oficialmente.

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A investigação precisa reunir os diferentes elementos disponíveis para estabelecer uma sequência dos acontecimentos e verificar as circunstâncias que antecederam a queda.

Nesse processo, os depoimentos, as imagens, os aparelhos eletrônicos e os exames periciais podem ser analisados de forma conjunta.

A prisão preventiva de João representa, portanto, uma nova etapa do inquérito, mas a apuração ainda está em curso. Eventuais responsabilidades criminais e o enquadramento jurídico dos fatos dependem da conclusão das diligências e da análise do conjunto de provas.

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Para a família, o momento é marcado pelo luto e pela expectativa de esclarecimento.

Ao falar sobre a certidão de óbito recebida nesta terça-feira, Isorlanda contrapôs o documento à expectativa que tinha para a filha: acompanhar a conclusão do curso de Direito e a formatura.

Agora, a professora afirma que continuará buscando respostas sobre a morte da universitária.

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“Eu vou lutar até o fim pela justiça.”

As investigações permanecem em andamento, e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades conforme os exames e demais diligências forem concluídos.

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