O corpo de uma mulher foi encontrado em um terreno baldio na Avenida Aguanambi, em Fortaleza, nesta quinta-feira (24). A vítima ainda não foi identificada e, segundo as informações iniciais, aparenta ter mais de 60 anos. Equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foram acionadas para atender à ocorrência.
A mulher estava sem documentos quando foi localizada. O corpo foi encontrado depois que um homem entrou no terreno e percebeu a presença da vítima.
A ocorrência foi registrada no bairro José Bonifácio. A Polícia Civil do Ceará (PCCE) assumiu a investigação para esclarecer as circunstâncias da morte.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), não é possível determinar neste momento a causa da morte. A confirmação dependerá do resultado do exame realizado pela Pefoce.
Polícia investiga morte de mulher não identificada
A 11ª Delegacia de Polícia Civil da Capital está responsável pelos trabalhos investigativos. A unidade deverá reunir informações que possam ajudar a esclarecer como a mulher morreu e também trabalhar para confirmar a identidade da vítima.
Segundo as informações divulgadas até o momento, não havia sinais aparentes de violência no corpo. Esse elemento, no entanto, não permite concluir a causa da morte.
A SSPDS informou que somente após a emissão do laudo da Pefoce será possível confirmar o que provocou a morte. O resultado da perícia poderá indicar se houve alguma lesão, condição ou circunstância relacionada ao óbito.
A ausência de documentos também faz com que a identificação da mulher dependa de outros procedimentos. A confirmação da identidade é uma etapa importante para que familiares possam ser comunicados e para o avanço da investigação.
Por enquanto, não foram divulgados nome, idade exata ou informações sobre familiares da vítima.
Terreno é apontado por moradores como área de insegurança
O terreno onde o corpo foi localizado também é motivo de preocupação entre pessoas que trabalham e circulam pela região.
Uma ambulante que trabalha nas proximidades, mas preferiu não se identificar, relatou que o espaço costuma ser utilizado para diferentes atividades, especialmente em horários de menor movimento.
Segundo ela, o local é frequentado por pessoas que entram no terreno para fazer necessidades fisiológicas, usar drogas e até queimar fios. A profissional também afirmou que já houve tentativa de comunicação com o proprietário sobre a situação.
“Segurança nesse terreno não tem nenhuma”, relatou a ambulante.
Ela também afirmou que o movimento na área diminui consideravelmente durante a noite. Conforme o relato, um dos principais pontos de circulação próximos ao terreno é uma parada de ônibus localizada ao lado do espaço.
A trabalhadora disse ainda que, depois das 19h ou 20h, o local fica praticamente sem circulação de pessoas.
O relato ajuda a dimensionar a percepção de insegurança de quem trabalha nas proximidades, mas não estabelece relação entre as condições do terreno e a morte investigada pela Polícia Civil.
Pefoce deve apontar causa da morte
A perícia realizada pela Pefoce será fundamental para determinar os próximos passos da investigação. O trabalho pericial busca reunir elementos que permitam esclarecer as circunstâncias do óbito e indicar a causa da morte.
Como a vítima foi encontrada sem identificação e sem documentos, os procedimentos periciais também podem contribuir para a confirmação de sua identidade.
A SSPDS reforçou que a investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil. Neste momento, não há informação oficial que permita afirmar que a mulher tenha sido vítima de crime.
Essa definição dependerá dos elementos reunidos durante a investigação e, principalmente, dos resultados dos exames periciais.
A ocorrência também mobilizou a Polícia Militar, que esteve no local para o atendimento inicial e o isolamento da área até a realização dos procedimentos necessários.
Denúncias podem ajudar investigação
A SSPDS orienta que pessoas que tenham informações capazes de contribuir com a investigação podem procurar os canais oficiais de denúncia.
As informações podem ser repassadas de forma anônima pelo número 181, serviço de Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social.
Também é possível enviar informações pelo WhatsApp (85) 3101-0181, inclusive por meio de mensagens, áudios, vídeos e fotografias.
Outro canal disponibilizado pela SSPDS é o serviço de e-denúncia, que permite o encaminhamento de informações pela internet.
A colaboração da população pode ser importante especialmente para ajudar na identificação da vítima e esclarecer as circunstâncias que antecederam a localização do corpo.
Até a conclusão dos trabalhos periciais e investigativos, a causa da morte permanece sem confirmação oficial. A Polícia Civil deverá aguardar os resultados da Pefoce e reunir outros elementos para definir as circunstâncias do caso.




