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ENVIADO À FAMÍLIA

"Eu não podia ir à farmácia, que ele olhava com cara feia para mim", diz áudio de Isabelle sobre namorado

A investigação passou a considerar, entre outras linhas, a possibilidade de violência psicológica e de induzimento ou instigação ao suicídio

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 "Eu não podia ir à farmácia, que ele olhava com cara feia para mim", diz áudio de Isabelle antes de morrer
O conteúdo foi enviado ao primo da estudante e a outros familiares em 13 de setembro (Foto: Reprodução)


Um áudio atribuído à estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, enviado a familiares no mesmo dia em que ela morreu, passou a ser considerado um novo elemento na investigação sobre sua morte em Fortaleza. Na gravação, Isabelle relata episódios de ciúmes e comportamento que, segundo ela, eram praticados pelo namorado, João Munhoz Neto, de 34 anos, e o chama de “louco”.

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O conteúdo foi enviado ao primo da estudante e a outros familiares em 13 de setembro, data em que Isabelle foi encontrada morta no condomínio onde morava com João e a mãe dele, no bairro Aldeota. A gravação é atribuída à jovem e integra o conjunto de informações que estão sendo analisadas pelas autoridades.

A investigação passou a considerar, entre outras linhas, a possibilidade de violência psicológica e de induzimento ou instigação ao suicídio. João Munhoz foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Ceará na terça-feira (22), no contexto das investigações.

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Caso Isabelle Caracristi: áudio relata comportamento do namorado

Na gravação, Isabelle fala sobre o comportamento de João e utiliza a expressão “esse cara é um louco” para se referir ao namorado.

Em outro momento, ela tenta explicar aos familiares o que considerava uma demonstração desse comportamento. A estudante afirma que não conseguia sequer ir a uma farmácia sem que João demonstrasse ciúmes.

Segundo o relato feito por Isabelle, quando outras pessoas olhavam para ela, o namorado reagia negativamente. Ela também descreve situações nas quais ele teria “dado murro na mesa”.

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O conteúdo foi encaminhado aos familiares antes da morte da estudante e passou a ter relevância para a investigação justamente por apresentar um relato feito pela própria jovem sobre a relação. A autenticidade, o contexto e o peso de cada informação são aspectos que precisam ser avaliados dentro da apuração policial.

A existência da gravação não estabelece, isoladamente, a dinâmica da morte. A investigação precisa confrontar o conteúdo do áudio com depoimentos, imagens, perícias e demais elementos reunidos no caso.

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O que Isabelle Caracristi disse na gravação enviada à família

Além dos relatos sobre ciúmes e reações do namorado, a gravação traz outras referências à relação entre Isabelle e João Munhoz.

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O material foi encaminhado ao primo da estudante e a outras pessoas da família no dia 13 de setembro. De acordo com informações divulgadas sobre o caso, o áudio passou a ser analisado no contexto das diligências realizadas após a morte da jovem.

A gravação também foi mencionada em relatos apresentados por familiares à investigação. Um depoimento atribuído ao primo de Isabelle descreve que ela estaria insatisfeita com a relação e com o que classificava como “jogos emocionais” praticados por João.

Segundo o depoimento, Isabelle teria decidido se afastar tanto dele quanto da empresa em que os dois tinham vínculo profissional. O familiar relatou ainda que colegas de trabalho teriam presenciado situações envolvendo o casal e aconselhado a estudante a se afastar de João.

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O depoimento também menciona supostas ameaças e afirma que Isabelle teria cogitado procurar a Justiça do Trabalho. O familiar relatou que ela pediu que qualquer acontecimento envolvendo sua integridade fosse investigado e deixou registrado que o áudio poderia servir como elemento de prova.

Essas informações fazem parte do relato apresentado pelo familiar e precisam ser diferenciadas das conclusões oficiais da investigação.

Primo relata ameaças e conflitos envolvendo João Munhoz

O depoimento do primo acrescenta ao áudio outros relatos sobre o relacionamento. Conforme o material apresentado, ele afirmou que Isabelle teria contado sobre situações que envolviam pressão emocional e ameaças.

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O familiar também declarou que pessoas que trabalhavam com Isabelle teriam conhecimento dos conflitos e teriam recomendado que ela se afastasse de João.

Esses relatos ganharam relevância após a morte porque ajudam os investigadores a reconstruir o contexto da relação entre a estudante e o namorado nas semanas anteriores ao ocorrido.

Ao mesmo tempo, a investigação precisa estabelecer quais desses relatos podem ser comprovados por outros meios. Depoimentos, mensagens, arquivos digitais, imagens de câmeras e exames periciais podem ser confrontados para determinar a sequência dos acontecimentos e as circunstâncias da morte.

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A Polícia Civil do Ceará informou que o caso é investigado sob a perspectiva de gênero. João Munhoz está preso preventivamente e é investigado por possíveis crimes relacionados à morte de Isabelle.

Investigação apura possível violência psicológica e induzimento ao suicídio

A apuração policial considera a possibilidade de violência psicológica e de induzimento ou instigação ao suicídio, conforme informações divulgadas sobre o caso. A Polícia Civil também apontou que João não teria colaborado com as investigações.

A prisão preventiva foi determinada no dia 22 de setembro, após pedido apresentado pela Polícia Civil e decisão judicial. O processo relacionado à prisão tramita sob sigilo, e a Justiça não divulgou publicamente a fundamentação da decisão.

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O indiciamento ou a prisão, entretanto, não equivalem a uma condenação. A responsabilidade criminal depende do avanço da investigação e, posteriormente, das decisões tomadas no processo judicial.

A defesa de João Munhoz contesta as acusações. Segundo informações divulgadas após a prisão, os advogados afirmam que ele nega envolvimento na morte de Isabelle e apresentam outra interpretação para as circunstâncias do caso.

João Munhoz está preso preventivamente

João Munhoz Neto foi preso pela Polícia Civil do Ceará em 22 de setembro. A prisão ocorreu nove dias depois da morte de Isabelle. A estudante havia sido encontrada morta no pátio do condomínio onde morava, na Aldeota.

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A investigação busca esclarecer o que aconteceu nas horas que antecederam a morte e qual foi a dinâmica da queda. Informações divulgadas anteriormente apontam que a perícia identificou politraumatismos compatíveis com impacto contra o solo e que exames toxicológicos não apontaram presença de substâncias tóxicas.

Imagens de segurança e outros elementos técnicos também estão entre os materiais analisados pelas autoridades. A reconstrução da cronologia é uma das etapas centrais para esclarecer o caso.

O novo áudio acrescenta uma dimensão relacionada ao histórico do relacionamento. Por ter sido gravado pela própria Isabelle e enviado a familiares antes de sua morte, o conteúdo poderá ser confrontado com os demais elementos reunidos pela investigação.

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A apuração, portanto, não se limita ao conteúdo da gravação. O objetivo é estabelecer a sequência dos acontecimentos, verificar os relatos apresentados por familiares e testemunhas e determinar, com base nas provas produzidas, o que ocorreu antes da morte da estudante.

O que se sabe até agora

Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta em 13 de setembro, em um condomínio localizado na Aldeota, em Fortaleza. Ela morava no local com João Munhoz Neto e a mãe dele.

No mesmo dia, segundo as informações apresentadas à investigação, Isabelle enviou áudios a familiares nos quais relatava problemas no relacionamento e mencionava o comportamento do namorado.

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João Munhoz foi preso preventivamente em 22 de setembro e passou a ser investigado em relação à morte da estudante. A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de violência psicológica e induzimento ou instigação ao suicídio.

A análise do áudio atribuído a Isabelle representa mais uma frente dentro da investigação. O conteúdo será confrontado com as demais provas para esclarecer as circunstâncias da morte e eventual responsabilidade criminal.

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