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JOÃO VICTOR

Polícia indicia três profissionais por morte de empresário após procedimento estético em Fortaleza

Inquérito sobre a morte de João Victor Batista Pinheiro, de 45 anos, foi concluído e remetido à Justiça; empresário morreu em agosto após procedimento estético

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Polícia indicia três profissionais por morte de empresário após procedimento estético em Fortaleza
João Victor Batista Pinheiro tinha 45 anos, era casado e pai de dois filhos. Ele morreu em 18 de agosto deste ano. Foto: Reprodução

Três profissionais foram indiciados por homicídio culposo no inquérito que investigou a morte do empresário João Victor Batista Pinheiro, de 45 anos, ocorrida durante um procedimento estético em Fortaleza. A Polícia Civil do Ceará (PCCE) concluiu a investigação e encaminhou o inquérito à Justiça nessa quarta-feira (23).

Segundo a PCCE, duas mulheres e um homem foram indiciados. A morte aconteceu no dia 18 de agosto deste ano, em uma clínica localizada no bairro Aldeota.

Leia também: "Eu não podia ir à farmácia, que ele olhava com cara feia para mim", diz áudio de Isabelle sobre namorado

O caso envolve o atendimento prestado a João Victor durante um procedimento estético facial. Desde a morte, a família questionava as condições da assistência oferecida durante a intercorrência.

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Uma das indiciadas, a Dra. Michele França, se manifestou por meio de sua defesa. Ela afirmou que está analisando o relatório policial e contestou a caracterização de sua conduta como homicídio culposo. Segundo a profissional, o procedimento estético sequer chegou a ser realizado porque João Victor apresentou depressão respiratória logo após o início da sedação.

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Três profissionais são indiciados pela morte de João Victor

O indiciamento representa a conclusão do inquérito policial sobre as circunstâncias da morte. A Polícia Civil classificou a imputação atribuída aos três profissionais como homicídio culposo.

A investigação foi instaurada após a morte do empresário, que sofreu uma intercorrência durante o atendimento. As informações divulgadas inicialmente à família apontavam que João Victor havia apresentado uma parada cardiorrespiratória durante o procedimento.

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A defesa dos familiares acompanhou a investigação desde os primeiros dias e sustentou a existência de possíveis falhas na assistência prestada ao empresário. Com a conclusão do inquérito, o advogado Alysson Castro afirmou que o resultado corresponde às medidas solicitadas pela família durante a apuração.

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Em declaração sobre o indiciamento, ele destacou os pontos que, na avaliação da defesa, foram considerados na investigação:

“O indiciamento dos três profissionais confirma o que sustentamos desde o primeiro dia: houve negligência grave no atendimento a ele, evidenciada pela ausência de estrutura mínima na clínica, pelas informações desencontradas prestadas ao SAMU e pela própria confissão da indiciada de que seria a primeira vez que realizava aquele procedimento. Desde o início desta investigação, atuamos requerendo cada diligência necessária, a preservação das imagens internas, a oitiva das testemunhas e os ofícios aos conselhos de classe, e hoje vemos cada uma delas confirmada no relatório final da autoridade policial. Esse resultado não devolve o João Victor pra sua família, mas representa a justiça possível diante de uma grande tragedia. É o alívio de ver reconhecida a responsabilidade pelos fatos, e também um reconhecimento ao trabalho sério e comprometido da Polícia Civil, que conduziu esta investigação com a seriedade, rapidez e independência.”
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Defesa de Michele França contesta indiciamento

A Dra. Michele França afirmou que tomou conhecimento do indiciamento e que, junto com a equipe jurídica, está analisando o relatório elaborado pela autoridade policial.

Em manifestação divulgada após a conclusão do inquérito, a profissional afirmou respeitar o trabalho das autoridades e destacou que o indiciamento ainda será submetido à análise do Ministério Público e das demais instâncias competentes.

A defesa também apresentou uma versão diferente sobre o que ocorreu durante o atendimento. Segundo Michele, o procedimento estético não chegou a ser realizado porque João Victor apresentou depressão respiratória logo após o início da sedação.

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A profissional afirma que, diante da intercorrência, foram adotadas medidas para tentar reverter o quadro. De acordo com a manifestação, João Victor foi atendido por três médicos, que administraram medicamentos e utilizaram um desfibrilador externo automático (DEA).

Apesar das intervenções realizadas pela equipe, João Victor morreu.

Michele declarou ainda que não reconhece ter praticado uma conduta que configure homicídio culposo. A profissional afirmou que pretende apresentar, no momento adequado, os esclarecimentos e elementos que, segundo ela, demonstrarão que sua atuação ocorreu dentro das normas e procedimentos aplicáveis.

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A defesa também informou que Michele colaborou com a investigação desde o início, prestando os esclarecimentos solicitados e disponibilizando informações e registros às autoridades.

Por fim, a profissional manifestou pesar pela morte de João Victor e solidariedade aos familiares. Ela afirmou que continuará à disposição das autoridades e colaborando para o esclarecimento do caso.

Investigação apurou atendimento durante procedimento estético

João Victor Batista Pinheiro morreu aos 45 anos após passar por um procedimento estético facial. Na época, a família recebeu a informação de que ele havia sofrido uma parada cardiorrespiratória durante o atendimento.

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O empresário era paciente da clínica havia aproximadamente dois anos, segundo o advogado da família. Os familiares também informaram que medicamentos teriam sido administrados antes do procedimento e que a intercorrência ocorreu durante esse momento.

Outro ponto questionado pela defesa foi a estrutura disponível para situações de emergência. O advogado afirmou que a família havia recebido a informação de que um desfibrilador teria sido solicitado após a parada cardiorrespiratória, mas que o equipamento não estaria disponível para a equipe que atendia João Victor.

A apuração também considerou aspectos relacionados aos medicamentos administrados, ao histórico de saúde do paciente, à sequência dos acontecimentos, à resposta da equipe diante da parada cardiorrespiratória e às condições da clínica e dos equipamentos disponíveis.

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Família questionou estrutura da clínica após morte

A família de João Victor contratou o advogado Alysson Castro para acompanhar a investigação. Entre os questionamentos apresentados estava a estrutura disponível no local para atender uma eventual emergência.

Outro aspecto levantado foi a utilização de medicamentos antes do procedimento. A defesa também considerou relevante o fato de o empresário já ser paciente da clínica havia cerca de dois anos.

Com o encerramento do inquérito, a Polícia Civil informou o indiciamento de três profissionais por homicídio culposo.

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Clínica afirmou ter adotado medidas durante emergência

Após a morte de João Victor, a profissional responsável pela clínica, Dra. Michele França, divulgou uma nota de esclarecimento sobre o caso.

Na manifestação, ela lamentou a morte do empresário e afirmou que a equipe adotou as medidas cabíveis diante da intercorrência registrada durante o atendimento.

A profissional também informou que aguardava a conclusão e a divulgação do laudo pericial oficial. A clínica declarou que colaboraria com as autoridades responsáveis pela investigação e que poderia fornecer informações, registros e outros elementos solicitados durante a apuração.

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A responsável pela unidade também afirmou que não comentaria possíveis causas ou hipóteses antes de uma manifestação oficial dos órgãos responsáveis.

Morte ocorreu durante procedimento estético facial

João Victor morreu em 18 de agosto de 2026. A Polícia Civil informou que o caso ocorreu em uma clínica situada no bairro Aldeota, em Fortaleza.

A investigação foi instaurada para esclarecer as circunstâncias do atendimento e da morte do empresário. O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça na quarta-feira (23).

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Quem era João Victor Batista Pinheiro

João Victor Batista Pinheiro tinha 45 anos, era casado e pai de dois filhos. Ele trabalhava havia aproximadamente duas décadas na empresa da família, especializada na venda e montagem de estruturas para shows pirotécnicos.

Ao longo da trajetória profissional, participou da realização de eventos no Ceará e manteve contratos com diferentes artistas. Após a morte, a empresa publicou uma mensagem de pesar nas redes sociais.


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