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TARIFA DE ENERGIA

Conta de luz terá bandeira verde em outubro após cinco meses de cobrança extra

Mudança ocorre após cinco meses de bandeira amarela; Aneel atribui decisão à melhora das condições dos reservatórios com o aumento das chuvas

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Conta de luz terá bandeira verde em outubro após cinco meses de cobrança extra
Bandeira verde volta em outubro e elimina cobrança adicional na conta de luz. Foto: Reprodução

A conta de luz terá bandeira verde em outubro, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (25). Com a mudança, os consumidores não terão cobrança adicional relacionada ao sistema de bandeiras tarifárias no próximo mês.

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A decisão ocorre após cinco meses consecutivos de bandeira amarela, que estava em vigor desde maio. Nesse período, a cobrança adicional era de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Com a bandeira verde, esse valor deixa de ser aplicado em outubro.

O que muda na conta de luz com a bandeira verde em outubro?

Na prática, a bandeira verde significa que não haverá o acréscimo referente às bandeiras tarifárias na conta de energia em outubro. O sistema é utilizado pela Aneel para sinalizar aos consumidores as condições de geração de eletricidade e os custos variáveis associados à produção de energia.

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A mudança, no entanto, não significa necessariamente que todos os consumidores pagarão uma conta de luz menor. O valor final da fatura também depende do volume de energia consumido e das tarifas e demais componentes aplicáveis a cada consumidor.

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A bandeira verde representa, especificamente, a ausência de cobrança adicional pelo sistema de bandeiras. Segundo a Aneel, quando as condições de geração são favoráveis, não há acréscimo relacionado a esse mecanismo.

Por que a Aneel definiu bandeira verde para outubro?

De acordo com a Aneel, a mudança está relacionada ao início da transição entre os períodos seco e úmido em parte das principais bacias hidrográficas do país.

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A agência informou que houve aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, o que contribuiu para estabilizar os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com as condições de geração mais favoráveis, torna-se possível reduzir o acionamento de fontes de energia com custos mais elevados, como as usinas termelétricas.

O cenário permitiu, portanto, a retirada da cobrança adicional que vinha sendo aplicada desde maio.

Quanto era cobrado na bandeira amarela?

A bandeira amarela acrescentava R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos. Esse valor esteve presente nas contas de energia de maio a setembro de 2026.

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Por exemplo, considerando apenas o adicional da bandeira, um consumidor com consumo de 200 kWh em um mês pagava R$ 3,77 a mais por causa da bandeira amarela. Com a bandeira verde, esse acréscimo deixa de existir em outubro.

Isso não significa que uma conta de 200 kWh terá necessariamente R$ 3,77 de redução no valor final, já que outros componentes da fatura permanecem sendo considerados.

Como funcionam as bandeiras tarifárias?

Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como um sinalizador das condições de geração de energia no país. As cores indicam se há ou não necessidade de cobrança adicional associada aos custos variáveis de geração.

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Na bandeira verde, as condições são favoráveis e não há cobrança adicional.

Na bandeira amarela, aplicada antes da mudança anunciada para outubro, havia acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Já as bandeiras vermelhas representam condições de geração mais caras. O adicional é de R$ 4,463 por 100 kWh na bandeira vermelha Patamar 1 e de R$ 7,877 por 100 kWh na bandeira vermelha Patamar 2.

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A definição da cor é feita mensalmente, considerando as condições de operação e os custos de geração de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN). A cor definida é aplicada aos consumidores abrangidos pelo sistema, com regras específicas para determinadas situações.

Bandeira verde volta após cinco meses de cobrança

Nos primeiros quatro meses de 2026, de janeiro a abril, a bandeira tarifária também permaneceu verde. A bandeira amarela entrou em vigor em maio e foi mantida pela Aneel até setembro, diante das condições menos favoráveis de geração.

A mudança anunciada nesta sexta-feira (25) representa, portanto, o retorno da bandeira verde após cinco meses de cobrança adicional.

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Para outubro, segundo a Aneel, a melhora das condições hidrológicas e o aumento das chuvas contribuíram para um cenário de geração mais favorável, reduzindo a necessidade de utilização de fontes mais caras de energia.


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