A Associação Brasil-China de Negócios (ABCN) participou, nos dias 23 e 24 de setembro, de uma agenda internacional dos BRICS em Hangzhou, na China, com discussões sobre Zonas Econômicas Especiais, inteligência artificial, economia digital e desenvolvimento industrial. Representada pelo presidente Marcus Paulo, a entidade apresentou oportunidades brasileiras, com destaque para projetos do Ceará, e busca ampliar conexões com empresas, investidores e instituições chinesas.
A programação ocorreu em paralelo à 5ª Global Digital Trade Expo (GDTE), realizada na província de Zhejiang entre 23 e 27 de setembro. O encontro colocou tecnologia e comércio digital no centro das discussões e reuniu empresas e representantes internacionais em torno de temas como inteligência artificial, mobilidade, saúde digital e novas soluções tecnológicas.
Para a ABCN, a participação faz parte de uma estratégia de aproximação com o ecossistema empresarial e institucional chinês. A entidade pretende identificar tecnologias, empresas, investidores e parceiros que possam se conectar a projetos brasileiros e, ao mesmo tempo, apresentar oportunidades do Brasil para potenciais interessados no país.
ABCN participa de agenda dos BRICS em Hangzhou
O principal compromisso da associação foi o 2026 BRICS Special Economic Zones Hangzhou Dialogue, realizado em 24 de setembro. O encontro reuniu representantes de governos, empresas, instituições e Zonas Econômicas Especiais para discutir mecanismos de cooperação econômica e comercial.
A agenda abordou temas relacionados à atração de investimentos, integração industrial, digitalização, facilitação do comércio e desenvolvimento de ambientes voltados à atividade econômica.
A participação ocorre em um momento em que a ABCN busca ampliar a articulação entre projetos brasileiros e parceiros chineses. Entre os setores apresentados pela entidade estão infraestrutura, energia, mineração, indústria, inteligência artificial, biotecnologia e transformação digital.
No caso do Ceará, a estratégia inclui a apresentação de projetos relacionados às Zonas de Processamento de Exportação, novos polos industriais e tecnológicos e iniciativas que possam receber capital ou tecnologia.
ZPEs e desenvolvimento industrial entram no centro das discussões
As Zonas Econômicas Especiais estiveram entre os principais temas da programação em Hangzhou. A discussão interessa à estratégia da ABCN porque envolve modelos de organização econômica voltados à atração de empresas, investimentos, produção industrial e comércio.
No Brasil, as Zonas de Processamento de Exportação também são utilizadas como instrumentos para estimular atividades industriais voltadas ao comércio exterior. A entidade pretende aproximar esse ambiente de experiências e potenciais parceiros encontrados na China.
A participação da ABCN, no entanto, não significa que investimentos tenham sido fechados durante a agenda. O objetivo informado pela associação é ampliar o relacionamento e identificar possibilidades de cooperação que possam evoluir para projetos.
Segundo Marcus Paulo, a estratégia é criar uma conexão permanente entre os dois mercados.
“Nossa presença em Hangzhou não se limita à participação em um evento internacional. Estamos construindo relacionamentos para transformar cooperação institucional em projetos, investimentos e oportunidades concretas entre Brasil e China”, afirma o presidente da ABCN.
GDTE 2026 reúne empresas de tecnologia e inteligência artificial
A programação da ABCN coincidiu com a realização da 5ª Global Digital Trade Expo, em Hangzhou. Segundo as informações apresentadas pela organização do evento, a edição de 2026 reúne mais de 2 mil expositores em uma área de 170 mil metros quadrados, com participantes de 121 países e regiões e 29 organizações internacionais.
A inteligência artificial aparece como um dos principais eixos da programação. A feira apresenta tecnologias relacionadas à infraestrutura computacional, grandes modelos de inteligência artificial, robótica, mobilidade, saúde e comércio digital.
A agenda tecnológica amplia o interesse da ABCN em estabelecer contatos com empresas e instituições que atuam nesses setores. A associação também acompanha possibilidades relacionadas à aplicação da inteligência artificial em atividades industriais e na transformação digital de empresas.
Outro tema presente na programação é a integração entre tecnologia e desenvolvimento econômico. Para a entidade brasileira, esse ambiente pode contribuir para a identificação de soluções e parceiros para projetos em diferentes setores.
Ceará é apresentado como destino para projetos e investimentos
Durante a agenda em Hangzhou, a ABCN apresentou oportunidades brasileiras em áreas consideradas estratégicas pela entidade. O Ceará aparece como um dos focos da articulação, especialmente em iniciativas relacionadas a ZPEs, indústria, tecnologia, infraestrutura e energia.
A proposta é aproximar projetos que estejam em fase de estruturação de empresas e investidores interessados no mercado brasileiro.
“Queremos construir uma ponte permanente. De um lado, identificar tecnologia, capital, empresas e parceiros na China. Do outro, estruturar projetos brasileiros suficientemente maduros para receber esses investimentos e estabelecer cooperações de longo prazo”, afirma Marcus Paulo.
A declaração resume a estratégia apresentada pela entidade durante a viagem: criar conexões entre empresas e investidores chineses e projetos brasileiros, com atenção especial a setores considerados estratégicos para o desenvolvimento industrial e tecnológico.
Dia 23 teve abertura da GDTE e apresentação do Brasil
No primeiro dia da agenda, 23 de setembro, a ABCN participou das atividades relacionadas ao ecossistema dos BRICS e da abertura da Global Digital Trade Expo.
A entidade também participou das atividades da exposição fotográfica “A Photographic Journey Through Contemporary Brazil”, iniciativa voltada à apresentação do Brasil ao público internacional presente em Hangzhou.
Ao longo da programação, a associação apresentou oportunidades brasileiras relacionadas à atração de investimentos, internacionalização de empresas, ZPEs, inteligência artificial, biotecnologia, energia, mineração e infraestrutura.
A presença brasileira na exposição foi utilizada pela entidade para ampliar a apresentação de projetos e setores econômicos a participantes estrangeiros.
Agenda segue para Guangzhou, Shenzhen, Hainan e Xangai
Depois de Hangzhou, a programação da ABCN na China continua em outras cidades. A agenda prevê reuniões e visitas técnicas em Guangzhou, Shenzhen, Hainan e Xangai.
As próximas etapas devem abordar temas como inteligência artificial, biotecnologia, educação profissional e tecnológica, desenvolvimento de ZPEs e polos industriais, internacionalização de empresas e atração de investimentos.
A continuidade da agenda amplia o contato da associação com diferentes ambientes empresariais e tecnológicos chineses.
A intenção, segundo a entidade, é utilizar os encontros para identificar empresas, tecnologias, investidores e potenciais parceiros e, paralelamente, apresentar projetos brasileiros que possam estabelecer relações comerciais ou receber investimentos.
Sobre a ABCN
A Associação Brasil-China de Negócios atua na aproximação entre empresas, investidores, instituições e governos brasileiros e chineses.
A entidade trabalha com iniciativas relacionadas à atração de investimentos, internacionalização de empresas, cooperação tecnológica e desenvolvimento de projetos em setores como infraestrutura, energia, mineração, indústria, inteligência artificial, biotecnologia e Zonas de Processamento de Exportação.
Sob a presidência de Marcus Paulo, a ABCN vem ampliando sua agenda de relacionamento com instituições e empresas chinesas.
A participação em Hangzhou integra esse movimento e coloca o Ceará entre os focos da entidade na apresentação de projetos brasileiros ao mercado chinês. As próximas etapas da viagem, em Guangzhou, Shenzhen, Hainan e Xangai, devem dar continuidade às reuniões e visitas técnicas iniciadas durante a programação dos BRICS.



