O Espigão da João Cordeiro, na Praia de Iracema, em Fortaleza, recebeu neste sábado (26) o Festival Cearense de Música Eletrônica (FCME). Com entrada gratuita, o evento começou às 15h e reuniu público durante a tarde e a noite.
A programação teve DJs em diferentes apresentações ao longo da tarde e da noite deste sábado. A produção desta edição ficou a cargo da Stratus, plataforma de tecnologia e soluções para eventos que também participa da realização de outras programações em Fortaleza.
O lineup do festival contou com os DJs Aira, Vênus, Nandi, Lola Garcia, De Farias, Luxxxas, Gemini, Isa, Jeri, Rennó, DDzin, Ruanzin, Lucas BMR, Valentino e Lucas Coelho.
Festival reúne diferentes nomes da música eletrônica
O FCME foi criado com a proposta de reunir integrantes da cena eletrônica do Ceará e ampliar a circulação de artistas e coletivos ligados ao segmento.
Na primeira edição, o festival reuniu mais de 17 coletivos e teve mais de 25 DJs se apresentando em dois palcos. A programação contemplou diferentes gêneros da música eletrônica.
O Túnel Pintor Antônio Bandeira também já foi utilizado como espaço para a realização do festival. Nesta edição, o evento ocupou o Espigão da João Cordeiro, na Praia de Iracema.
A realização ocorre em um momento de expansão de festas, coletivos e eventos dedicados à música eletrônica em Fortaleza, com programações tanto em casas noturnas quanto em espaços durante o dia.
O que é a chamada “primavera clubber” em Fortaleza?
O crescimento de coletivos e festas eletrônicas na cidade tem sido descrito como uma “primavera clubber” em Fortaleza. O termo é usado para definir um movimento de retomada da cultura clubber, reunindo referências de festas das décadas de 1990 e 2000 e novos artistas e produtores da cena eletrônica.
A cultura clubber é um movimento social e cultural ligado à música eletrônica, às pistas de dança e à vida noturna. Ela se consolidou especialmente a partir das décadas de 1970 e 1980, com o desenvolvimento de clubes, festas e cenas musicais em cidades como Nova York, Chicago, Detroit e Londres.
Ser clubber envolve, além da música, formas de sociabilidade, dança, moda, comportamento e estética. As comunidades se formam em torno de estilos musicais, clubes, festas e outros espaços dedicados à cena.
House, techno e outras vertentes fazem parte da cena
A música eletrônica ocupa posição central na cultura clubber. House, techno, trance e disco estão entre os gêneros que integram essa cena, além de suas diversas ramificações.
DJs e produtores desempenham papel importante nesse ambiente, tanto na criação e experimentação musical quanto na construção da experiência coletiva durante os eventos.
A estética também faz parte da cultura. Roupas com diferentes propostas visuais, elementos futuristas, maquiagem, iluminação, projeções e performances podem aparecer nas festas e nos espaços ligados ao movimento.
Ao longo da história, clubes também se tornaram locais de expressão de identidades e de formação de comunidades, especialmente em segmentos da cena ligados à população LGBTQIA+.
Cultura clubber chegou ao Brasil entre as décadas de 1980 e 1990
No Brasil, a cultura clubber ganhou espaço principalmente durante as décadas de 1980 e 1990, acompanhando o crescimento das casas noturnas e da música eletrônica.
Atualmente, o conceito pode incluir frequentadores de grandes festivais, clubes e festas independentes, além de DJs, produtores, coletivos e outros profissionais envolvidos com a cena.
Em Fortaleza, o aumento do número de coletivos e de eventos eletrônicos amplia os espaços destinados ao segmento. O Festival Cearense de Música Eletrônica integra esse movimento ao reunir artistas e diferentes vertentes da música eletrônica em uma programação aberta ao público.




