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SOLIDARIEDADE

Após dois transplantes de rim, cearense se torna pai e passa a defender doação de órgãos

Saulo Renan recebeu o primeiro rim do pai aos seis anos, enfrentou um linfoma e mais de cinco anos de hemodiálise antes de conseguir um segundo transplante

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Após dois transplantes de rim, cearense se torna pai e passa a defender doação de órgãos
Dois transplantes de rim marcam história de cearense que hoje incentiva doação de órgãos. Foto: Reprodução

A história de Saulo Renan Vale dos Santos é marcada por dois transplantes de rim, períodos de hemodiálise e uma longa espera por um novo órgão. O primeiro transplante aconteceu quando ele tinha apenas seis anos e foi possível graças ao pai, que descobriu ser compatível para a doação.

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Saulo nasceu com um problema na bexiga que comprometeu o funcionamento dos rins. A condição foi descoberta quando ele tinha um ano de idade. Ainda criança, precisou passar por diálise peritoneal e, posteriormente, por hemodiálise até que surgiu a possibilidade do primeiro transplante.

O pai fez os exames de compatibilidade e apresentou um resultado considerado adequado para a doação.

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“Quando ele começou a fazer o tratamento, eu achei que ele não ia sobreviver. Muito pequeno, o tratamento muito puxado. E aí veio a ideia de eu e a mãe dele fazermos o teste de compatibilidade. O meu deu melhor, deu na faixa de 95, 97%. Aí eu me propus e deu certo. Durou uns sete anos”, conta Saulo.

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Saulo recebeu primeiro rim do próprio pai aos seis anos

O transplante permitiu que Saulo deixasse os tratamentos de diálise, mas a história ainda teria novos desafios. Aos dez anos, ele apresentou um nódulo no pescoço e recebeu o diagnóstico de linfoma.

Durante o tratamento contra o câncer, foi necessário reduzir os medicamentos utilizados para evitar a rejeição do rim transplantado. O órgão acabou sendo afetado e Saulo voltou a precisar de hemodiálise.

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“Tentei fazer um tratamento pra poder tentar manter o rim o máximo possível, porque eu tava nesse processo ainda de rádio e tal, até que eu perdi o rim, aí eu tive que voltar a fazer a hemodiálise”, relata.

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Segundo transplante veio após mais de cinco anos de hemodiálise

Depois de passar mais de cinco anos fazendo hemodiálise, Saulo entrou novamente na fila por um transplante. Ele chegou a ser chamado algumas vezes, mas os procedimentos não chegaram a acontecer.

A espera terminou em 2008, quando ele recebeu um novo rim, desta vez de um doador falecido.

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A segunda oportunidade permitiu que Saulo retomasse a vida após anos de tratamento. Hoje, ele também fala sobre a experiência de ter se tornado pai e relaciona essa trajetória à importância da doação de órgãos.

“Se eu não tivesse recebido o órgão, se eu não tivesse sido transplantado, hoje eu não estaria aqui para contar a história, eu não teria tido o meu filho, que é o meu bebê mais precioso. Agradeço muito a Deus pelo meu pai ter me dado a primeira oportunidade e a Deus mais ainda por ter conseguido o segundo transplante e estar aqui contando a história, lutando”, afirma.

Experiência fez Saulo defender a doação de órgãos

Depois de viver a experiência de esperar por um órgão e passar por dois transplantes, Saulo passou a atuar também na defesa dos pacientes renais.

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Ele integra uma associação que realiza campanhas de conscientização e busca melhorias no atendimento de pessoas que dependem de transplante e diálise.

Para Saulo, a experiência pessoal reforça a importância de falar sobre doação de órgãos e manter o tema presente dentro das famílias.

“Doar é um ato de amor ao próximo. E para as pessoas que estão esperando, eu digo para ter fé, para ter paciência, esperar em Deus, que a hora chega”, afirma.

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Campanha Maria Sofia incentiva conversa sobre doação

A trajetória de Saulo integra a mobilização da Campanha Maria Sofia, do Grupo Cidade de Comunicação, que busca conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos.

A proposta é incentivar o diálogo dentro das famílias e mostrar o impacto que uma decisão pode ter na vida de pessoas que aguardam por um transplante.

O Hospital Geral de Fortaleza é uma das referências do Ceará na área e realiza transplantes de rim, fígado, pâncreas e córnea. A unidade faz parte da rede de atendimento de pacientes que aguardam por um órgão.

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A história de Saulo mostra as diferentes etapas enfrentadas por quem depende de um transplante: o início da doença ainda na infância, o apoio da família, a espera por um órgão, os tratamentos de substituição da função renal e a possibilidade de reconstruir a própria vida após receber uma nova oportunidade.


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