Um aluno da Escola Pública Perboyre e Silva, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, foi alvo de uma agressão física dentro da unidade de ensino, segundo denúncia feita por uma estudante. Imagens relacionadas ao caso mostram o estudante recebendo chutes na região da cabeça durante o episódio.
A estudante que denunciou o caso afirma que o aluno é autista e que as agressões praticadas por outro colega estariam ocorrendo com frequência. Essa informação sobre uma possível repetição dos episódios, porém, não foi confirmada pela Secretaria da Educação de Itaitinga.
Em nota, a pasta informou que houve um conflito físico entre dois estudantes da mesma sala. Segundo a Secretaria, o episódio começou durante uma interação descrita como uma brincadeira e evoluiu para uma situação de confronto entre os colegas.
A direção da Escola Perboyre e Silva foi procurada pela reportagem para esclarecer quando tomou conhecimento do caso e quais medidas foram adotadas diretamente pela unidade, mas não apresentou posicionamento até o momento.
O que aconteceu dentro da escola
As imagens relacionadas à denúncia registram parte do episódio e mostram o estudante sendo atingido por chutes na região da cabeça. O vídeo, entretanto, não permite estabelecer sozinho todo o contexto que antecedeu ou sucedeu a agressão.
A denúncia apresentada por uma estudante atribui a agressão a outro aluno e levanta questionamentos sobre a segurança do estudante no ambiente escolar. A aluna também afirma que situações semelhantes teriam acontecido em outras ocasiões.
A Secretaria da Educação apresenta uma versão diferente sobre a frequência dos episódios. De acordo com a pasta, o caso específico foi tratado como um conflito físico entre dois colegas de sala, sem confirmação da alegação de que as agressões ocorreriam diariamente. Não foram informados, até o momento, detalhes sobre eventual atendimento médico do estudante, a existência de registro policial ou outras consequências decorrentes da agressão.
Secretaria diz que adotou medidas após o conflito
Segundo a Secretaria da Educação, as providências previstas no regimento escolar foram adotadas depois do episódio. A pasta informou ainda que os pais ou responsáveis legais pelos estudantes envolvidos foram chamados pela equipe gestora.
Durante a reunião, os responsáveis teriam sido informados formalmente sobre o ocorrido e assinado uma ata referente ao caso. A Secretaria afirmou que, do ponto de vista da unidade de ensino, a situação está resolvida.
A pasta também declarou repudiar qualquer forma de violência, dentro ou fora do ambiente escolar. Na manifestação, destacou o compromisso com a construção de um ambiente baseado no respeito e na convivência entre os estudantes. A Secretaria informou ainda que trabalha com ações relacionadas à cultura de paz, ao diálogo e à harmonia na rede pública de ensino.
Denúncia questiona possível repetição das agressões
Um dos principais pontos levantados pela estudante que denunciou o caso é a possibilidade de que o aluno tenha enfrentado outras situações semelhantes antes do episódio registrado em vídeo. A aluna afirma que as agressões aconteceriam praticamente todos os dias. Essa alegação, contudo, não foi confirmada pela Secretaria da Educação, que se manifestou especificamente sobre o episódio envolvendo os dois colegas.
A diferença entre os relatos deixa em aberto a necessidade de esclarecer se houve outros registros envolvendo o estudante e se situações anteriores chegaram ao conhecimento da escola. A reportagem também buscou informações sobre eventuais medidas adotadas para evitar novos conflitos e sobre o acompanhamento dos estudantes depois do episódio. Até o momento, a Secretaria informou a realização da reunião com os responsáveis e a aplicação dos procedimentos previstos nas normas da unidade.
Escola ainda não se manifestou diretamente
A direção da Escola Pública Perboyre e Silva foi procurada para informar quais providências foram tomadas pela unidade, quando a gestão tomou conhecimento do caso e se existem registros anteriores envolvendo os estudantes. Até a publicação desta matéria, a direção não havia apresentado uma manifestação própria.
Também não foram informados detalhes sobre eventual acompanhamento individual do aluno após o episódio. A Secretaria, por sua vez, afirma que as medidas previstas no regimento foram adotadas e que o caso foi solucionado no âmbito escolar.




