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INVESTIGAÇÃO

Isabelle Caracristi relatou insistência de João por relação sexual e pressão emocional, mostram mensagens

Novo relato sobre o relacionamento entre Isabelle Caracristi e João Munhoz Neto acrescenta detalhes às suspeitas de violência psicológica investigadas pela Polícia Civil

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Caso Isabelle Caracristi: João teria tentado forçar relações sexuais, aponta novo relato
João é acusado de tentar forçar relações sexuais com Isabelle Caracristi. Foto: Reprodução

Mensagens atribuídas a Isabelle Caracristi relatam episódios em que a estudante afirmava que João Munhoz Neto insistia em manter relações sexuais mesmo após ela demonstrar que não queria. Os registros também mencionam momentos em que a jovem dizia se sentir pressionada emocionalmente dentro do relacionamento.

As informações sobre o conteúdo das mensagens foram divulgadas pelo Portal Paulo Mathias e também fazem parte dos elementos analisados na investigação sobre a morte da estudante. Os relatos são atribuídos à própria Isabelle e devem ser avaliados junto aos demais depoimentos, perícias e provas reunidas pela Polícia Civil.

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Nas conversas, a jovem descrevia situações em que teria deixado claro que não desejava manter relações e afirmava que, ainda assim, João continuava insistindo. Ela também relatava incômodo com atitudes do namorado e questionava comportamentos que considerava uma forma de pressão.

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Mensagens mostram relatos de Isabelle sobre insistência e pressão emocional

Segundo o conteúdo divulgado, Isabelle escreveu em conversas que teria recusado relações em determinadas situações e que João continuava tentando convencê-la.

Nos registros, a estudante também relatava que a insistência vinha acompanhada de questionamentos sobre os sentimentos dela pelo namorado, como se a recusa representasse falta de interesse ou de carinho.

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As mensagens passaram a ser analisadas dentro da investigação sobre a dinâmica do relacionamento entre Isabelle e João. A Polícia Civil busca identificar se esses relatos possuem relação com outros elementos já reunidos no inquérito, como depoimentos de familiares, amigos e dados extraídos de aparelhos eletrônicos.

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O conteúdo das conversas representa a versão apresentada por Isabelle nos registros e ainda é submetido à análise investigativa.

Isabelle também relatava dores e dificuldades emocionais

Nas mensagens, a estudante mencionava ainda estar passando por um período de preocupação com a própria saúde, relatando dores físicas e ansiedade relacionadas a exames médicos.

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Ela afirmava que esperava compreensão diante do momento que enfrentava e pedia que seus limites fossem respeitados.

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Os relatos fazem parte do conjunto de informações que a Polícia Civil avalia para compreender a relação entre Isabelle e João nos dias que antecederam a morte da jovem.

Investigação analisa possível histórico de violência psicológica

A investigação sobre a morte de Isabelle também considera outros relatos relacionados ao comportamento de João durante o relacionamento.

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Conforme informações que constam na decisão que decretou a prisão preventiva, a Polícia Civil reuniu elementos sobre possíveis episódios de controle, ciúmes, isolamento e pressão emocional.

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A apuração busca verificar se esses comportamentos podem caracterizar violência psicológica no contexto de violência doméstica e se tiveram influência sobre os acontecimentos que antecederam a morte da estudante.

João Munhoz Neto permanece preso preventivamente e é investigado por crimes relacionados ao caso. A defesa nega envolvimento na morte de Isabelle.

Polícia continua investigando circunstâncias da morte

O caso segue em investigação pela Polícia Civil do Ceará. O delegado-geral Márcio Gutiérrez afirmou que a perícia aponta para uma precipitação voluntária, mas destacou que nenhuma possibilidade foi descartada.

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Segundo o delegado, a Polícia ainda apura se houve induzimento ou instigação ao suicídio, além de analisar outros elementos, como mensagens, áudios, imagens de segurança e depoimentos.

A investigação também verifica a cronologia dos acontecimentos, incluindo horários em que João esteve ou não no apartamento, além da possível participação de outras pessoas ou situações relacionadas ao episódio.

João foi preso preventivamente após investigação

João Munhoz Neto foi preso pela Polícia Civil em 22 de setembro. A prisão preventiva foi mantida durante audiência de custódia realizada no dia seguinte pelo Núcleo de Custódia e das Garantias da Comarca de Fortaleza.

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Conforme consta na decisão judicial, a prisão levou em consideração elementos reunidos pela Polícia Civil durante a investigação, incluindo depoimentos, análise de aparelhos eletrônicos e circunstâncias posteriores à morte.

A decisão cita suspeitas relacionadas a violência psicológica, ameaça, instigação ao suicídio e possíveis atos de obstrução da investigação.

Os procedimentos judiciais relacionados ao caso tramitam em segredo de Justiça.

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Relembre o caso Isabelle Caracristi

Isabelle Caracristi tinha 22 anos e era estudante de Direito. Ela foi encontrada morta no dia 13 de setembro, no condomínio La Piazza, na Aldeota, em Fortaleza.

Segundo a investigação, a morte ocorreu por volta das 20h40. Imagens de segurança ajudaram a reconstruir parte da movimentação no prédio. A estudante chegou ao condomínio no fim da tarde e, posteriormente, aparece seguindo sozinha para o rooftop do edifício, localizado no 23º andar.

O momento exato da queda não foi registrado porque o local não possuía câmera de segurança.

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A família de Isabelle descobriu a morte no dia seguinte. A mãe da jovem, Isorlanda Caracristi, relatou que tentou contato com a filha e que só soube do ocorrido após procurar informações no condomínio. O irmão, Rafael Magalhães, também falou publicamente sobre o caso e cobrou esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.

Durante a investigação, familiares relataram que Isabelle teria demonstrado preocupação com o relacionamento. Um áudio de aproximadamente 16 minutos enviado ao primo Alessandro Ferreira Caracristi também passou a ser analisado. Segundo o depoimento dele, a jovem relatou uma discussão com João e pediu que o material fosse entregue à polícia caso algo acontecesse com ela.

A Polícia Civil também investiga mensagens recuperadas do celular da estudante, incluindo relatos sobre a relação com João, além de uma lacuna de dados no aparelho durante parte do dia da morte.

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A investigação já ouviu pelo menos 20 pessoas e analisou centenas de horas de imagens de segurança do condomínio.

A perícia aponta para precipitação voluntária, mas, conforme afirmou o delegado-geral Márcio Gutiérrez, o caso continua em aberto para esclarecer todas as circunstâncias que antecederam a morte de Isabelle.


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