Uma criança foi atropelada por uma motocicleta enquanto andava de bicicleta na Praça Luiza Távora, na quarta etapa do Conjunto Ceará, em Fortaleza. O momento da colisão foi registrado por câmeras de segurança instaladas no local.
As imagens mostram dois ocupantes em uma motocicleta circulando pela área da praça. Duas crianças aparecem andando de bicicleta quando ocorre a colisão, e uma delas é atingida pela moto.
Depois do atropelamento, um dos ocupantes desce do veículo enquanto pessoas que estavam na praça se aproximam para prestar ajuda. Após verificarem que a criança estava bem, os dois ocupantes da motocicleta deixam o local.
O ponto da colisão fica no cruzamento da Avenida Ministro Albuquerque Lima com a Rua 1054. A motocicleta seguia por um dos acessos à praça, enquanto a criança vinha pelo outro lado do espaço.
Moradores relatam medo durante o movimento na praça
A circulação de motocicletas e ciclomotores na praça é apontada pelos moradores como um problema recorrente. A preocupação aumenta nos períodos de maior movimento, especialmente no começo da manhã, no fim da tarde e no início da noite.
A praça é utilizada para atividades físicas durante a manhã e recebe muitas crianças no período da tarde e da noite. Também há uma escola nas proximidades, o que aumenta a circulação de estudantes nos horários de entrada e saída.
Andreia Silva, moradora da região, conta à equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza que precisa manter atenção constante quando está na praça com os filhos.
"A gente tem que estar olhando o tempo todo, porque tem moto passando por ali, vindo por aqui. Tem que estar atento, porque a gente tem a criança da gente, né?"
Para ela, a presença de motocicletas interfere na utilização do espaço pelos moradores.
"Fica comprometido. A gente fica naquela tensão, direto, né?"
Moradora teme acidentes com crianças
Elita Florêncio, que mora em frente à praça, relata que o problema pode ser percebido principalmente no fim da tarde, quando aumenta a presença de crianças no local.
"Se vocês vierem aqui às 5 horas da tarde, que é cheio de criança brincando, é triste. Eu tenho uma netinha de 7 anos que anda de bicicleta. Eu estou o tempo todo ali ansiosa, olhando. É triste, eles não respeitam."
O atropelamento registrado recentemente aumentou a preocupação entre os moradores. Segundo Elita, a criança atingida ficou traumatizada depois do acidente.
"Foi muito feio o acidente da criança. Ele está até em casa, porque está com trauma de vir para o colégio."
Associação cobra fiscalização na praça
Silvia Cardoso, presidente de uma associação que funciona em frente à praça, também relata preocupação com a circulação de veículos no espaço. Segundo ela, outras crianças já sofreram acidentes na região.
"Aqui nós temos várias crianças, inclusive crianças que já foram acidentadas, tanto nessa passagem como na pracinha mesmo. É um descaso, bem no horário de pegar crianças nos colégios. Muitas mãezinhas hoje usam essas motos elétricas, então eles acham que é normal estar passeando. Não só essas motos elétricas, como as motos normais mesmo."
Silvia também cita um acidente que, segundo ela, poderia ter tido consequências mais graves. Ela defende que a praça seja preservada como espaço destinado ao lazer.
"Teve um acidente que quase terminou com uma situação bem mais grave. Todos nós, cidadãos, temos responsabilidade. Praça não é feita para ninguém estar andando de moto. Está andando, é para transitar [a pé]."
A presidente da associação também cobra uma atuação mais efetiva para impedir a circulação irregular de motocicletas no local.
Circulação acontece em diferentes horários
Além das motocicletas, moradores relatam a presença de ciclomotores circulando pela praça. Durante o período de maior movimento, a utilização do espaço por crianças e pessoas que praticam atividades físicas aumenta a preocupação com possíveis acidentes.
A proximidade com uma escola é outro fator de preocupação, já que o número de crianças que passa pela região aumenta nos horários de saída dos alunos.
Os moradores pedem fiscalização para evitar novos atropelamentos e reforçam a necessidade de preservar a praça como espaço de lazer, sem a circulação de motocicletas e outros veículos em áreas destinadas aos frequentadores.




