O cantor Pablo se manifestou após o cancelamento de dois shows que faria nos Estados Unidos e uma acusação de “calote” feita pela produtora responsável pelas apresentações. Os eventos estavam previstos para os dias 2 e 3 de outubro, em Boston e Newark, mas foram suspensos após problemas envolvendo os vistos de integrantes da equipe.
A versão apresentada pela equipe do artista, por meio da M&P Produções, é de que profissionais considerados fundamentais para a realização dos shows tiveram os vistos negados durante o processo migratório. Outros integrantes, segundo o comunicado, só tiveram os passaportes disponibilizados posteriormente, o que impediu o deslocamento da equipe no período previsto.
O cancelamento provocou uma reação da Schuina Productions, responsável pela contratação das apresentações. O empresário Adilson Alves Schuina afirmou que já havia realizado pagamentos relacionados à turnê e declarou ter desembolsado mais de US$ 88 mil com despesas como parte do cachê, documentação e passagens.
Por que Pablo cancelou os shows nos Estados Unidos?
As apresentações de Pablo estavam programadas para 2 de outubro, em Boston, e 3 de outubro, em Newark, como parte da chamada Turnê EUA 2026. A viagem da equipe estava prevista para a quarta-feira (30), mas profissionais considerados essenciais para os shows tiveram problemas com a documentação migratória.
Em comunicado divulgado pela M&P Produções, escritório responsável pela carreira do cantor, a empresa afirmou que profissionais fundamentais para as apresentações tiveram os vistos negados durante o processo de imigração. O escritório também informou que os passaportes de outros integrantes da equipe só foram disponibilizados posteriormente.
A empresa classificou o episódio como uma situação relacionada ao processo migratório e afirmou que a impossibilidade de realizar os shows ocorreu por circunstâncias fora da vontade do artista e de sua equipe. Segundo o comunicado, não houve uma decisão unilateral de Pablo para cancelar as apresentações.
Pablo e os profissionais envolvidos também lamentaram o cancelamento e agradeceram ao público pela compreensão diante da situação.
Produtora acusa Pablo de “calote”
Após o cancelamento, Adilson Alves Schuina, responsável pela Schuina Productions, publicou um vídeo nas redes sociais em que apresentou sua versão sobre o episódio.
Segundo o empresário, a produtora já havia realizado pagamentos relacionados à participação de Pablo na turnê. Ele afirmou ter desembolsado mais de US$ 88 mil em despesas, incluindo parte do cachê, petições e passagens executivas para o cantor, a esposa dele e o empresário Mário Paim.
Schuina também contestou a justificativa relacionada aos vistos. De acordo com o empresário, a documentação necessária estaria regularizada e ele afirmou possuir registros referentes aos procedimentos realizados para a viagem.
A produtora também apresentou o cancelamento como um prejuízo mais amplo para a turnê. Em declarações públicas, Schuina afirmou que as perdas totais poderiam chegar a quase US$ 500 mil, valor que inclui outros custos relacionados às apresentações. Esse montante, assim como os demais valores apresentados pelo empresário, representa uma estimativa feita pela própria produtora.
Versões sobre o cancelamento são diferentes
As informações divulgadas pelos dois lados apresentam versões diferentes sobre as circunstâncias que levaram ao cancelamento das apresentações.
Enquanto a equipe de Pablo afirma que problemas com vistos e com a disponibilização dos passaportes de integrantes indispensáveis impediram a viagem, a Schuina Productions sustenta que a documentação estava regular e questiona a justificativa apresentada pelo artista.
O contratante afirma ainda ter arcado com despesas e parte do cachê antes da suspensão dos shows.
Até o momento, as informações divulgadas publicamente apresentam as versões de Pablo e da produtora sobre o cancelamento. A acusação de “calote” deve, portanto, ser atribuída ao contratante, enquanto a justificativa relacionada aos vistos corresponde à versão apresentada oficialmente pela equipe do cantor.




