O Pix por aproximação passa a seguir novas regras a partir desta quinta-feira (1º). A principal mudança é o fim do teto específico de R$ 500 por transação que era aplicado a essa modalidade. Com a alteração, o cliente poderá solicitar ao banco aumento ou redução dos limites para pagamentos por aproximação, respeitando as regras de segurança e os limites definidos para sua conta.
A mudança foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho de 2026. A norma altera as regras de limites do Pix e determina a retirada das disposições que estabeleciam um valor máximo específico para cada transação feita por aproximação.
Isso significa que não existe um novo teto nacional que substitua os R$ 500. Na prática, o valor que poderá ser pago por aproximação dependerá dos limites aplicáveis à conta do usuário e das configurações disponibilizadas pela instituição financeira.
Assim, um pagamento de R$ 600 ou de R$ 1 mil poderá ser realizado por aproximação caso esteja dentro do limite autorizado para aquela conta e para aquela operação.
O Banco Central explica que a alteração busca aproximar a experiência do Pix por aproximação das demais formas de utilização do sistema, como pagamentos iniciados por chave ou QR Code.
O que muda para quem usa o Pix por aproximação
Antes da mudança, havia uma trava específica: cada transação realizada por aproximação estava sujeita ao limite máximo de R$ 500.
Esse valor não funcionava como um limite geral do Pix. Tratava-se de uma regra própria para a modalidade por aproximação, que utiliza a tecnologia NFC para iniciar o pagamento.
Com a entrada em vigor da nova regra, essa barreira deixa de existir.
O usuário passa a ter maior possibilidade de personalizar os valores permitidos, de acordo com as ferramentas oferecidas pelo banco. O Banco Central informa que as instituições devem disponibilizar em seus aplicativos uma ferramenta para gerenciamento dos limites.
A mudança vale para os limites por transação e também para o limite diário relacionado ao Pix por aproximação. O cliente poderá solicitar alteração desses valores, enquanto o banco avaliará os pedidos de aumento conforme suas próprias regras.
Já a redução do limite tem tratamento diferente. A regulamentação determina que o pedido de redução dos limites abrangidos pela ferramenta de gerenciamento deve ser atendido imediatamente. Para pedidos de aumento, a instituição pode analisar a solicitação antes de efetivar a alteração.
Como aumentar ou reduzir o limite do Pix por aproximação
A gestão do limite deve ser feita pelos canais disponibilizados pela instituição financeira, principalmente pelo aplicativo do banco.
O caminho exato pode mudar de uma instituição para outra. Por isso, não há uma sequência única de telas que possa ser aplicada a todos os aplicativos.
De forma geral, o cliente deverá procurar a área destinada ao Pix e localizar a ferramenta de gerenciamento de limites. A partir dela, poderá consultar as configurações disponíveis e solicitar a alteração desejada.
O procedimento tende a envolver autenticação ou outras etapas de segurança definidas pelo banco.
A regulamentação do Banco Central prevê justamente a existência de uma funcionalidade de gestão de limites para que o usuário tenha controle sobre os valores autorizados.
Por isso, quem pretende utilizar o Pix por aproximação para pagamentos de valor mais elevado deve verificar previamente as configurações da própria conta.
Não basta a retirada do teto nacional de R$ 500. Se o limite definido para aquela conta for inferior ao valor da compra, a transação não será autorizada.
Fim do limite de R$ 500 não significa Pix sem limite
Um dos principais pontos da mudança é evitar a interpretação de que o fim do teto específico de R$ 500 representa a liberação de pagamentos por aproximação de qualquer valor.
Isso não ocorre.
O Banco Central mantém a lógica geral de limites do Pix. As instituições financeiras estabelecem limites para as transações, considerando as características da conta e os mecanismos de segurança aplicáveis ao usuário.
Além disso, o sistema possui mecanismos destinados a reduzir riscos de movimentações incompatíveis com o perfil do cliente.
O usuário também pode configurar limites mais baixos quando quiser restringir o valor que pode ser movimentado pela modalidade.
Essa possibilidade é especialmente relevante para quem prefere manter uma margem adicional de proteção para pagamentos por aproximação.
A lógica, portanto, muda de um limite fixo igual para todos para uma estrutura baseada nos limites da conta e na gestão individual disponibilizada pela instituição.
Por que o Banco Central retirou o teto específico
A decisão faz parte de uma tentativa de aproximar as diferentes formas de iniciação do Pix.
Segundo o Banco Central, o Pix por aproximação foi criado para simplificar a experiência de pagamento, tornando a operação mais rápida e com menos etapas para o usuário. Com o fim do teto específico, pagamentos de valores maiores também podem utilizar essa forma de iniciação, desde que respeitados os limites aplicáveis.
A tecnologia utiliza a comunicação por aproximação, conhecida como NFC, para iniciar a operação entre dispositivos compatíveis. A modalidade foi incorporada à regulamentação do Pix em 2025, quando o Banco Central estabeleceu as regras para sua implementação.
Na primeira fase de funcionamento, o limite máximo de R$ 500 por transação foi estabelecido especificamente para a aproximação. A regra que entrou em vigor nesta quinta-feira retira justamente essa trava.
O objetivo é fazer com que a modalidade tenha tratamento mais próximo das outras formas de pagamento do Pix.
Mudança também alcança operações do Open Finance
A atualização não fica restrita ao Pix por aproximação.
A Instrução Normativa BCB nº 746 também alterou dispositivos relacionados às transações iniciadas por meio da Jornada Sem Redirecionamento, conhecida como JSR, no Open Finance.
Essa modalidade permite iniciar pagamentos sem que o cliente precise ser levado para outro ambiente durante a jornada de autorização. O Banco Central relaciona a mudança ao uso de soluções como carteiras digitais compatíveis.
Com a nova regra, a intenção é reduzir diferenças entre formas de pagamento que oferecem experiências semelhantes ao consumidor, especialmente aquelas que procuram tornar a operação mais rápida e integrada.
Para o usuário, o ponto central continua sendo o mesmo: o valor disponível para uma operação dependerá dos limites definidos para sua conta.
O que o consumidor precisa conferir no aplicativo
Com a nova regra em vigor, quem pretende utilizar o Pix por aproximação deve conferir as configurações da própria instituição financeira.
O primeiro passo é procurar a área do Pix no aplicativo. Em seguida, é necessário localizar a opção relacionada aos limites ou ao gerenciamento do Pix por aproximação.
Caso o usuário queira reduzir o valor autorizado, a regulamentação prevê atendimento imediato ao pedido de redução dentro das categorias abrangidas pela ferramenta. Já uma solicitação de aumento depende da avaliação da instituição.
Também é importante conferir se o banco oferece efetivamente a modalidade e quais recursos estão disponíveis no aplicativo.
A retirada do teto de R$ 500 não obriga o cliente a aumentar seus limites. Quem preferir manter um valor menor pode continuar utilizando uma configuração mais restritiva.
A mudança, portanto, amplia a possibilidade de escolha do usuário, mas preserva a participação das instituições financeiras na definição dos mecanismos de segurança.
Nova regra entra em vigor em 1º de outubro
A Instrução Normativa BCB nº 746 foi publicada em junho e estabeleceu 1º de outubro de 2026 como data de entrada em vigor. A partir desta quinta-feira, as regras que criavam o teto específico de R$ 500 para o Pix por aproximação deixam de valer.
O Banco Central havia dado prazo para que bancos e instituições de pagamento adaptassem seus sistemas às novas exigências.
Para o consumidor, a principal consequência é a possibilidade de utilizar o Pix por aproximação em pagamentos superiores a R$ 500, desde que o limite da conta permita a operação.
A mudança não elimina os limites do Pix nem os mecanismos de segurança. Ela apenas retira o teto fixo que era aplicado especificamente às transações por aproximação.
Na prática, o usuário passa a ter uma margem maior de personalização, enquanto o banco continua responsável pela aplicação das regras de segurança e pela análise de pedidos de alteração dos limites.




