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OUTUBRO ROSA

Câncer de mama: entenda quais exames fazer, quando investigar e como identificar riscos

Ceará tem estimativa de 3.250 novos casos de câncer de mama em 2026; Rede ICC Saúde destaca avaliação de riscos, genética, diagnóstico e acompanhamento integrado

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Câncer de mama: entenda quais exames fazer, quando investigar e como identificar riscos
Outubro Rosa: genética e prevenção ampliam cuidados contra o câncer de mama no Ceará. Foto: Divulgação

O Ceará deve registrar 3.250 novos casos de câncer de mama em 2026, sendo 1.200 em Fortaleza, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Brasil, a projeção é de 78.610 casos por ano entre 2026 e 2028. Os números reforçam, durante o Outubro Rosa, a importância de ampliar a prevenção para além da realização de exames e considerar também o histórico, os fatores de risco e as necessidades individuais de cada mulher.

Leia também: Fortaleza deve ter 1,2 mil novos casos de câncer de mama em 2026

Com o conceito “Toda saúde da mulher cabe aqui”, a Rede ICC Saúde apresenta uma proposta de cuidado que envolve diferentes etapas, desde a informação e a avaliação clínica até a investigação de alterações, tratamento e acompanhamento especializado.

A abordagem inclui atenção a mudanças no corpo, avaliação de fatores de risco, indicação de exames de acordo com a situação de cada paciente e encaminhamento para investigação quando necessário. Em casos de diagnóstico de câncer, o acompanhamento pode envolver tratamento, reabilitação, saúde mental e atuação de diferentes profissionais.

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Outubro Rosa reforça importância da prevenção do câncer de mama

A prevenção e o diagnóstico precoce dependem de uma combinação de medidas. A avaliação clínica permite identificar sinais e sintomas que precisam ser investigados e ajuda a definir quais exames são adequados para cada mulher, considerando fatores como idade, histórico e condições de saúde.

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O Ministério da Saúde recomenda a realização de mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Para mulheres com risco elevado, a avaliação deve ser individualizada e pode haver indicação de início do rastreamento a partir dos 40 anos.

Nesse processo, a integração entre diferentes áreas também é considerada importante. Um exame pode identificar uma alteração, mas o cuidado envolve ainda a compreensão do resultado, a orientação sobre os próximos passos e o encaminhamento aos profissionais responsáveis pela investigação ou pelo tratamento.

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A história pessoal e familiar e as condições de saúde da paciente também podem fazer parte das decisões relacionadas ao acompanhamento.

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O Hospital Haroldo Juaçaba, referência em oncologia da Rede ICC Saúde, concentra atuação em diagnóstico e tratamento do câncer, com diferentes especialidades médicas, equipes multiprofissionais e recursos tecnológicos. O hospital também mantém atividades relacionadas a ensino e pesquisa e utiliza protocolos alinhados às evidências científicas.

Para o mastologista do Hospital Haroldo Juaçaba, Leandro Lacerda, o tratamento deve considerar as características da doença e as particularidades da paciente.

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“Quando uma mulher recebe um diagnóstico de câncer de mama, ela precisa de respostas claras e de um plano de cuidado que considere as características da doença e a sua própria realidade. A atuação conjunta entre especialidades nos ajuda a definir cada etapa do tratamento e a acompanhar essa paciente ao longo de toda a jornada”, explica.
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A Rede ICC Saúde também utiliza um modelo de navegação em saúde para acompanhar as pacientes durante as diferentes etapas da assistência. A proposta é oferecer suporte para a continuidade do tratamento, facilitar a compreensão do diagnóstico e do plano terapêutico e integrar o trabalho de diferentes profissionais.

Quando a genética pode ajudar a identificar o risco de câncer de mama

O histórico familiar é um dos fatores considerados na avaliação do risco de câncer de mama. Segundo o Inca, cerca de 5% a 10% dos casos da doença têm caráter hereditário.

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Ter um familiar com diagnóstico de câncer, no entanto, não significa automaticamente que a mulher precise realizar um teste genético. A indicação depende da análise conjunta de informações como o tipo de tumor, a idade em que ocorreu o diagnóstico e a quantidade de familiares afetados.

A médica geneticista da Rede ICC Saúde, Clarissa Picanço, explica que a avaliação deve começar pela análise da história clínica e familiar.

“A genética pode trazer informações importantes para a paciente e, em algumas situações, também para sua família. O primeiro passo é entender a história clínica e familiar para avaliar se existe indicação de investigação. Quando o teste é realizado, o resultado precisa ser interpretado no contexto daquela pessoa, para orientar decisões de cuidado de forma responsável”, afirma.
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Instalado no Hospital Haroldo Juaçaba, o ICC Genômica utiliza tecnologias de sequenciamento de nova geração em análises relacionadas à oncologia de precisão e à investigação de predisposições hereditárias.

Quando existe indicação para a realização do teste, o aconselhamento genético pode auxiliar pacientes e familiares na compreensão dos resultados e de suas possíveis implicações para o acompanhamento.

A investigação genética, portanto, acrescenta informações em situações específicas, mas não substitui as estratégias de prevenção, avaliação clínica e detecção precoce destinadas à população em geral.

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Rede ICC Saúde oferece check-up integrado para a saúde da mulher

A Rede ICC Saúde também amplia as ações relacionadas ao Outubro Rosa com pacotes de check-up feminino que reúnem consultas e exames em um mesmo espaço.

Os pacotes disponibilizam mais de 10 serviços, incluindo consulta com ginecologista, mamografia, exames de prevenção, ultrassonografias das mamas e transvaginal, hemograma completo, glicemia, colesterol total e frações e exames da tireoide, como TSH e T4.

O atendimento é realizado no Hospital Haroldo Juaçaba, principal complexo hospitalar da Rede ICC. Segundo a instituição, os pacotes estão disponíveis com valores acessíveis e facilidades de pagamento.

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A proposta é concentrar diferentes etapas do cuidado em uma experiência coordenada, reduzindo a fragmentação entre consultas e exames.

Atualização de profissionais também faz parte do cuidado

A Rede ICC Saúde também desenvolve ações voltadas à disseminação de informações sobre saúde da mulher e atualização de profissionais. Entre as iniciativas estão conteúdos educativos, palestras abertas ao público, sessões clínicas com estudantes e profissionais de saúde, podcasts e eventos científicos.

A programação inclui discussões sobre evidências científicas, novas tecnologias e experiências da prática assistencial com profissionais de saúde do Ceará.

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Uma dessas iniciativas será o “Legacy Insights - Edição Saúde da Mulher”, marcado para 17 de outubro, das 8h às 14h, no Hotel Gran Marquise, em Fortaleza.

O encontro será voltado a médicos e outros profissionais que atuam no cuidado feminino. A programação deve reunir especialistas e lideranças para discutir temas como oncologia, genética, medicina de precisão, pesquisa clínica, cirurgia robótica, radioterapia e cuidado multidisciplinar.

Com a integração entre prevenção, avaliação de riscos, assistência especializada e formação profissional, a campanha Outubro Rosa amplia a discussão sobre o cuidado com a saúde da mulher. A proposta considera que diferentes informações e necessidades podem ser reunidas para orientar a prevenção, a investigação e o acompanhamento de cada paciente ao longo da vida.

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