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ALIANÇA COM FLÁVIO

Caiado declara apoio a Flávio Bolsonaro e diz que Lula vai levar "taca" no segundo turno

A declaração formaliza uma aliança para a segunda etapa da eleição

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Caiado declara apoio a Flávio Bolsonaro e diz que Lula vai levar "taca" no segundo turno
Caiado também apresentou condições políticas que espera ver contempladas por um eventual governo de Flávio. (Foto: Reprodução)


O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial de 2026. O anúncio ocorreu nesta terça-feira (6), em Goiânia, durante um ato político ao lado do candidato do PL e de aliados. No discurso, Caiado afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai levar uma “taca” nas urnas e disse que pretende mobilizar sua base política em Goiás para ampliar a votação de Flávio.

Leia também: Sem dar detalhes, Flávio Bolsonaro diz que vai mudar Constituição com maioria no Congresso

Caiado também apresentou condições políticas que espera ver contempladas por um eventual governo de Flávio. Entre os pontos citados pelo ex-governador estão o compromisso com o equilíbrio das contas públicas e a adoção de medidas que, segundo ele, devem colocar o cidadão no centro das decisões do governo.

A declaração formaliza uma aliança para a segunda etapa da eleição depois de Caiado ter ficado fora da disputa presidencial. O apoio ocorre em um momento de articulação dos candidatos que avançaram ao segundo turno para conquistar os votos dos concorrentes eliminados na primeira rodada.

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Embora tenha declarado apoio pessoal a Flávio, Caiado não fala em nome de todo o PSD. A direção nacional da legenda decidiu manter uma posição de neutralidade na disputa presidencial, liberando seus filiados para adotarem suas próprias posições.

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Caiado pede equilíbrio fiscal a Flávio

Ao anunciar seu apoio, Caiado pediu que Flávio Bolsonaro tenha como uma das prioridades de um eventual governo o equilíbrio fiscal.

A preocupação com as contas públicas esteve presente no debate entre os candidatos à Presidência ao longo da campanha. O tema envolve a relação entre arrecadação, despesas do governo, dívida pública e capacidade de financiamento das políticas públicas.

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No caso de Caiado, a cobrança foi apresentada durante o próprio ato de apoio, indicando que a adesão à candidatura também está associada a uma agenda política que o ex-governador espera ver incorporada pelo candidato do PL.

Caiado também afirmou que pretende trabalhar para ampliar o desempenho de Flávio em Goiás. O estado teve Daniel Vilela (MDB), aliado do ex-governador, eleito governador no primeiro turno.

A estratégia anunciada por Caiado coloca a estrutura política construída em Goiás como parte da mobilização para a segunda etapa da eleição. O objetivo declarado é aumentar a votação de Flávio no estado em relação ao primeiro turno.

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O apoio, porém, não significa transferência automática de votos. Os eleitores que escolheram Caiado na primeira rodada continuam livres para decidir entre os dois candidatos que permanecem na disputa.

Caiado critica Lula e cita descontos do INSS

Durante o discurso, Ronaldo Caiado também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-governador acusou o petista de ter “roubado o futuro do Brasil” e voltou a mencionar o caso dos descontos associativos não autorizados em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O tema ganhou grande repercussão nacional após beneficiários contestarem descontos realizados em seus pagamentos. O governo federal adotou medidas para interromper os descontos e criar mecanismos de contestação e ressarcimento.

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A legislação federal atualmente prevê a devolução integral de valores quando é verificada a ocorrência de desconto indevido em benefício administrado pelo INSS. A Lei nº 15.327, sancionada em janeiro de 2026, também proibiu descontos relativos a mensalidades associativas nesses benefícios.

O próprio INSS disponibilizou mecanismos para que beneficiários consultem eventuais descontos de entidades associativas. O serviço pode ser acessado pelo Meu INSS e permite verificar registros relacionados a essas cobranças.

O assunto passou a fazer parte do discurso político de adversários do governo Lula, especialmente nas críticas relacionadas à proteção dos aposentados e pensionistas.

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Ao mencionar o caso durante o evento em Goiânia, Caiado associou a discussão dos descontos à avaliação que faz do governo federal. A acusação feita pelo ex-governador, no entanto, representa uma posição política sua e deve ser tratada como tal.

Apoio ocorre após resultado do primeiro turno

Ronaldo Caiado terminou o primeiro turno da eleição presidencial em quinto lugar. Com a definição da disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula, os candidatos que ficaram pelo caminho passaram a ser procurados pelas duas campanhas.

O apoio de Caiado representa uma adesão de peso no estado que governou até deixar o cargo para disputar a Presidência. A decisão também ocorre em conjunto com a movimentação de outras lideranças que participaram da primeira fase da eleição.

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Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A diferença entre os dois foi de aproximadamente 2,3 milhões de votos.

Caiado recebeu 2,18% dos votos válidos, cerca de 2,6 milhões de votos. Esses eleitores, entretanto, não são automaticamente incorporados à candidatura de Flávio com a declaração de apoio do ex-governador.

O segundo turno será realizado em 25 de outubro. Até lá, as campanhas devem intensificar as negociações com lideranças políticas e partidos em busca de apoio, além de tentar ampliar a comunicação com os eleitores que votaram nos candidatos eliminados.

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Apoio de Caiado fortalece articulação de Flávio em Goiás

A presença de Caiado ao lado de Flávio tem relevância especialmente para a disputa política em Goiás. O ex-governador deixou o cargo para concorrer à Presidência e mantém uma estrutura política construída no estado ao longo de sua trajetória.

No evento desta terça-feira, o apoio foi apresentado como uma mobilização para ampliar a votação de Flávio entre os eleitores goianos. Daniel Vilela, eleito governador no primeiro turno, também declarou apoio ao candidato do PL.

A articulação ocorre em paralelo a uma série de adesões anunciadas após a definição do segundo turno. Flávio também recebeu apoios de outros adversários e lideranças políticas que participaram da primeira etapa da eleição.

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O cenário partidário, porém, não é uniforme. A posição individual de uma liderança não necessariamente corresponde à orientação oficial de seu partido. No caso do PSD, a legenda optou pela neutralidade nacional, enquanto Caiado decidiu apoiar Flávio.

Esse tipo de divisão entre orientação partidária e posicionamento individual é parte da dinâmica política do segundo turno, quando os eleitores voltam às urnas para escolher entre apenas duas candidaturas.

Segundo turno terá nova disputa por votos

Com a declaração de Caiado, a campanha de Flávio Bolsonaro amplia sua lista de apoios entre lideranças que disputaram o primeiro turno. O desafio agora é transformar essas alianças políticas em mobilização eleitoral.

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A declaração do ex-governador também reforça o tom de confronto com Lula. Ao afirmar que o presidente levará uma “taca”, Caiado adotou uma linguagem de forte mobilização política para defender o voto em Flávio.

O candidato do PL e o presidente petista disputarão o segundo turno em 25 de outubro. Até a votação, os dois deverão concentrar esforços em estados estratégicos, buscar apoios e apresentar propostas para os eleitores que ainda não definiram sua escolha.

Em Goiás, o apoio de Caiado se soma ao de Daniel Vilela e coloca o grupo político ligado ao ex-governador na campanha de Flávio. O desempenho dessa articulação, porém, será conhecido somente com a apuração dos votos do segundo turno.

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Por enquanto, o anúncio desta terça-feira representa uma definição política de Caiado para a etapa final da eleição. Além de declarar apoio ao candidato do PL, o ex-governador estabeleceu como prioridades o equilíbrio fiscal e uma agenda que, segundo ele, deve orientar um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

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