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MOBILIZAÇÃO NACIONAL

Estudantes vão às ruas no Rio em ato contra Flávio Bolsonaro e em apoio a Lula no segundo turno

Definição do pleito será disputado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em 25 de outubro

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Estudantes vão às ruas no Rio em ato contra Flávio Bolsonaro e em apoio a Lula no segundo turno
Ato reuniu milhares de jovens na tarde desta quarta-feira (7) (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)


Estudantes secundaristas e universitários participaram nesta quarta-feira (7) de um ato de estudantes em apoio a Lula no Centro do Rio de Janeiro. A manifestação teve início na região da Candelária e seguiu em caminhada pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, em uma mobilização relacionada ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026, que será disputado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Leia também: Caiado declara apoio a Flávio Bolsonaro e diz que Lula vai levar "taca" no segundo turno

A mobilização reuniu jovens de diferentes instituições de ensino e colocou no centro do debate temas relacionados à educação pública, aos direitos sociais, ao fim da escala 6x1 e à defesa da democracia. A manifestação ocorre pouco mais de duas semanas antes da votação do segundo turno, marcada para 25 de outubro.

A presença dos estudantes nas ruas faz parte da movimentação política que ganhou força após a definição da disputa presidencial. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula, mas nenhum dos dois candidatos alcançou a maioria necessária para encerrar a eleição na primeira etapa. A definição da Presidência ocorrerá, portanto, no segundo turno.

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Estudantes defendem educação e direitos sociais

Entre os participantes estava Paulo Victor de Almeida Coelho, estudante de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ele afirmou que a mobilização busca defender uma perspectiva de futuro para os jovens, com maior acesso à educação.

“Nós queremos mais investimentos, condições para que todos possam estudar e se formar em uma faculdade pública”, declarou.

O estudante também relacionou sua participação no ato à avaliação que faz do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em sua fala, ele citou cortes, dificuldades sociais e questões relacionadas a direitos.

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“Estamos na luta porque vimos o que foi o governo Bolsonaro. Foi um governo de cortes, um governo onde as pessoas estavam sendo massacradas, passando fome, tendo direitos perseguidos. Por isso, estamos na rua”, afirmou.

As declarações refletem uma das linhas de argumentação adotadas pelos estudantes que participaram da manifestação. A defesa de Lula foi apresentada pelos participantes em conjunto com pautas específicas, como a ampliação de investimentos em educação e a manutenção de direitos sociais.

A manifestação também levou para as ruas uma discussão que ultrapassa diretamente a disputa entre os dois candidatos: as condições de estudo e trabalho da população jovem.

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Estudante da UFRJ cita preocupação com democracia

A estudante Raissa Bispo, de 21 anos, que cursa Design na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também participou do ato.

Ela apresentou como justificativa para seu posicionamento uma preocupação com as instituições democráticas e com os direitos previstos no país.

“Ele próprio declarou ontem que quer mudar a Constituição, o que é uma ameaça para a gente, é uma ameaça para os nossos direitos. Importante a gente estar aqui para lutar pela soberania e lutar pelos nossos direitos”, afirmou, em referência a Flávio Bolsonaro.

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A declaração ocorre em meio a uma disputa eleitoral na qual questões institucionais passaram a fazer parte da campanha dos dois lados. As manifestações de apoio e críticas aos candidatos têm sido acompanhadas por discussões sobre segurança pública, economia, direitos sociais, educação e funcionamento das instituições.

No ato do Rio, a defesa da candidatura de Lula esteve diretamente associada, segundo os estudantes ouvidos, à preocupação com a democracia e à preservação de direitos.

A mobilização foi organizada em um momento de intensificação das atividades de campanha para o segundo turno. A União Nacional dos Estudantes (UNE) organizou a manifestação e afirmou que pretende manter mobilizações até a véspera da votação.

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Flávio Bolsonaro recebe apoio de Ronaldo Caiado

Enquanto estudantes se mobilizaram no Rio em defesa de Lula, a campanha de Flávio Bolsonaro recebeu novos apoios políticos nesta semana.

Na terça-feira (6), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que também disputou o primeiro turno, declarou apoio ao candidato do PL durante um evento em Goiânia. Caiado justificou a decisão com base em sua trajetória política de oposição ao PT.

Durante o ato, Caiado afirmou: “O que nós queremos é que você devolva o Brasil aos brasileiros. Vou entrar de corpo inteiro, por convicção”.

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Flávio, por sua vez, classificou o apoio como importante para sua campanha e destacou pontos de convergência com o ex-governador.

“Esse apoio que recebo agora é importante. É mais que política, é sentimental”, afirmou o candidato, segundo os relatos sobre o encontro.

O evento também serviu para que Flávio apresentasse referências que pretende utilizar em sua campanha, especialmente na área de segurança pública. O candidato citou políticas adotadas em Goiás e São Paulo e defendeu medidas de endurecimento penal.

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Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos, segundo dados divulgados após a apuração. O apoio a Flávio ocorreu depois de outro candidato derrotado na primeira etapa, Romeu Zema (Novo), também declarar voto no candidato do PL.

Frente Parlamentar da Agropecuária declara apoio a Flávio

A campanha de Flávio também recebeu o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que formalizou a posição após reunião com o candidato.

O encontro tratou de demandas do setor e de possíveis compromissos para um eventual governo. Entre os temas discutidos estiveram crédito rural, Seguro Rural, regularização fundiária, infraestrutura e redução da dependência brasileira de fertilizantes.

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O apoio representa uma movimentação importante de um grupo parlamentar ligado à defesa dos interesses do agronegócio. A FPA também apresentou prioridades ao candidato durante as conversas.

A bancada afirmou que sua decisão está relacionada à convergência entre propostas apresentadas por Flávio e pautas defendidas pelo setor agropecuário.

Segundo turno concentra disputa por apoio político

Com a eleição presidencial definida para uma nova rodada de votação, as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro passaram a concentrar esforços na busca por apoio de grupos políticos e sociais.

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No Rio de Janeiro, a mobilização estudantil levou para as ruas uma parcela do eleitorado jovem que declarou preferência por Lula e associou a candidatura a pautas como educação pública, direitos sociais, democracia e fim da escala 6x1.

Do outro lado, Flávio vem reunindo apoios de nomes e grupos que estiveram envolvidos na disputa do primeiro turno ou possuem influência em segmentos específicos do eleitorado. Além de Caiado, o candidato recebeu apoio de Romeu Zema e da FPA.

A movimentação ocorre enquanto os dois candidatos buscam ampliar suas bases para a votação de 25 de outubro.

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O cenário também evidencia que o segundo turno não se resume à disputa direta entre as duas candidaturas. A formação de alianças, a manifestação de grupos organizados e a mobilização de diferentes segmentos da sociedade passaram a ocupar espaço importante na campanha.

No caso dos estudantes que participaram do ato no Centro do Rio, as pautas apresentadas combinaram a escolha presidencial com reivindicações relacionadas ao cotidiano de jovens e trabalhadores. Já os apoios anunciados à candidatura de Flávio incluem lideranças políticas e representantes de setores organizados da economia.

A disputa seguirá nas próximas semanas com campanhas buscando ampliar o diálogo com diferentes grupos do eleitorado antes da votação que definirá o próximo presidente da República.

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