O Siará Tech Summit chega à quinta edição reunindo mais de 300 startups, empresas e iniciativas voltadas à inovação no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. O evento também conta com mais de 180 palestras e tem como uma das principais propostas aproximar soluções tecnológicas dos pequenos negócios, mostrando como ferramentas desenvolvidas por startups podem ajudar empreendedores em problemas do dia a dia.
A movimentação registrada logo no início da programação já indica a dimensão que o evento alcançou. Segundo Carlos Freire, assessor da diretoria executiva do Sebrae Ceará, a expectativa é superar a marca de 50 mil visitantes registrada na edição anterior, quando o público foi dividido entre o Siará Tech Summit e a Feira do Empreendedor.
Carlos Freire explica que, nesta edição, os dois públicos passaram a ser concentrados em uma única programação. Para ele, o desafio é justamente alcançar, em um só evento, o volume de visitantes que anteriormente estava distribuído entre as duas iniciativas.
“O nosso primeiro desafio é garantir no mínimo o público do ano passado das duas feiras numa só feira. E são 50 mil visitantes. Eu acho que esse número aí a gente já tá bem perto de bater e a tendência é superar”, afirmou.
O crescimento também aparece na quantidade de startups participantes. Na primeira edição, eram 70 empresas. Agora, o número ultrapassa 300, sinalizando uma expansão do ambiente de inovação no Ceará.
Mais de 300 startups apresentam soluções para empreendedores
A presença das startups não tem como foco apenas apresentar novas tecnologias. A proposta do evento é aproximar essas empresas de quem já possui um negócio e enfrenta dificuldades relacionadas à gestão, logística, estoque, relacionamento com clientes e outros processos.
De acordo com Carlos Freire, essa aproximação é uma das principais funções do Siará Tech Summit. A ideia é fazer com que o empreendedor consiga identificar tecnologias que possam ser aplicadas diretamente na rotina da empresa.
“Esse evento, ele não é feito somente para as startups. Aqui a gente reúne as startups para elas mostrarem para os pequenos negócios as soluções que elas podem resolver”, explicou o assessor do Sebrae.
A estratégia amplia o alcance do evento para além do público tradicionalmente ligado à tecnologia. Pequenos comerciantes, donos de farmácias, salões de beleza, mercados e outros empreendimentos também são apontados como potenciais beneficiários das soluções apresentadas.
A tecnologia, nesse cenário, deixa de ser tratada apenas como ferramenta para grandes empresas. Sistemas de automação, gestão e relacionamento podem ser utilizados para enfrentar problemas específicos de negócios de menor porte, desde que estejam alinhados às necessidades de cada empreendimento.
Freire reforçou justamente esse aspecto ao citar situações comuns entre pequenos empresários.
“Às vezes você tem um mercadinho, você tem um salão de beleza, você tem uma loja e você tem um problema às vezes de logística, de armazenamento, de gestão do seu estoque, de ampliar sua rede de clientes.”
Para o Sebrae, colocar esses dois públicos em contato pode gerar oportunidades comerciais e, ao mesmo tempo, estimular a modernização dos pequenos negócios.
Comitê estadual reúne mais de 30 instituições
Outro avanço destacado na quinta edição é o fortalecimento da articulação entre instituições que atuam no ecossistema de inovação do Ceará.
Segundo Carlos Freire, o Estado passou a contar com um comitê estadual de inovação formado por mais de 30 instituições. A iniciativa busca integrar competências e evitar que diferentes organizações desenvolvam ações semelhantes sem coordenação entre si.
A estrutura também pretende facilitar a jornada de quem está começando um empreendimento ou pretende transformar uma ideia em startup. Em vez de concentrar todas as necessidades em uma única instituição, a proposta é fazer com que cada participante contribua de acordo com sua área de atuação.
“Hoje nós estamos aqui com mais de 300 startups. Então isso mostra o desenvolvimento dessa economia aqui no nosso estado”, destacou.
Ele também explicou que o comitê é liderado pelo reitor do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e tem atuado na integração dessas iniciativas.
A articulação é relevante porque o desenvolvimento de uma startup envolve diferentes etapas. Além da criação de um produto ou serviço, os empreendedores precisam lidar com capacitação, gestão, acesso a mercados, financiamento, tecnologia e formação de redes de relacionamento.
Siará Tech Summit terá mais de 180 palestras
A programação do evento inclui mais de 180 palestras e diferentes espaços de interação entre empresas, empreendedores e startups.
A participação é gratuita, mediante inscrição pelo site do evento, e a organização busca atrair não apenas profissionais ligados à tecnologia, mas também empresários interessados em encontrar soluções para seus negócios.
Para Carlos Freire, esse acesso é especialmente importante para empreendedores de Fortaleza e da Região Metropolitana, já que o evento concentra, em um mesmo espaço, empresas e iniciativas que podem contribuir para diferentes áreas da gestão.
“É um evento totalmente gratuito. Você se inscreve pelo site”, reforçou.
Além da programação de conteúdo, a presença de centenas de startups amplia a possibilidade de conexões comerciais. O contato entre quem desenvolve soluções e quem possui problemas concretos para resolver pode resultar em novos negócios e parcerias.
Esse é um dos motivos pelos quais o Sebrae apresenta o Siará Tech Summit como um espaço que ultrapassa a discussão sobre inovação. A intenção é fazer com que a tecnologia tenha aplicação prática na economia local.
Evento busca fortalecer pequenos negócios e a economia do Ceará
A conexão entre inovação e pequenos negócios é apontada como um dos eixos centrais da quinta edição. Em um cenário no qual empresas menores precisam administrar custos, conquistar clientes e melhorar processos, soluções tecnológicas podem representar ferramentas para aumentar eficiência e organização.
O Siará Tech Summit busca justamente aproximar essas necessidades das empresas que desenvolvem as soluções.
“E esse é o objetivo dessa feira. É gerar negócios e fortalecer a economia do Ceará”, afirmou Carlos Freire.
A dimensão alcançada pelo evento também mostra uma mudança no próprio ecossistema de inovação do Estado. O salto de 70 startups na primeira edição para mais de 300 atualmente é apresentado pelo Sebrae como um indicador desse processo de expansão.
Ao reunir startups, instituições, empresas e empreendedores, o evento também cria um ambiente de troca de conhecimento. Para quem está começando, a possibilidade de conhecer outras empresas e instituições pode representar acesso a informações e conexões que seriam mais difíceis de obter de maneira isolada.
A quinta edição do Siará Tech Summit, portanto, mantém a inovação como eixo central, mas amplia a discussão para o impacto que a tecnologia pode produzir na atividade econômica cotidiana. A proposta é fazer com que soluções desenvolvidas dentro do ecossistema de startups cheguem também aos pequenos negócios e contribuam para problemas concretos de gestão.
Com a expectativa de superar os 50 mil visitantes e a participação de mais de 300 startups, o evento reforça a dimensão que o ecossistema de inovação alcançou no Ceará e a tentativa de transformar conexões em oportunidades concretas para empreendedores.




