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CONCHA ACÚSTICA

Ato na UFC reúne estudantes em Fortaleza em apoio a Lula no segundo turno

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Ato na UFC reúne estudantes em Fortaleza em apoio a Lula no segundo turno
A mobilização em Fortaleza faz parte de uma agenda mais ampla de atos ligados ao movimento estudantil. (Foto: Reprodução)


Universitários e estudantes participaram, nesta quinta-feira (8), de uma mobilização no entorno da Concha Acústica da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza, em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contrária à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O ato reuniu jovens que levaram bandeiras e cartazes e entoaram palavras de ordem durante a manifestação.

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A atividade ocorreu no mesmo dia em que o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFC marcou uma assembleia geral para discutir e definir uma posição sobre o segundo turno da eleição presidencial. O encontro estava previsto para ocorrer às 15h30, na Concha Acústica da universidade.

A mobilização em Fortaleza faz parte de uma agenda mais ampla de atos ligados ao movimento estudantil. Para esta quinta-feira, estavam previstas atividades em universidades, institutos federais, escolas, praças e outros espaços públicos de diferentes estados e do Distrito Federal.

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Entre os locais incluídos na programação estavam instituições de ensino no Amazonas, Pará, Paraíba, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. A agenda também previa manifestações em diferentes campi universitários.

A série de atos ganhou força depois do primeiro turno das eleições. A União Nacional dos Estudantes (UNE) decidiu ampliar a mobilização nas ruas durante o segundo turno, com atividades previstas até a votação marcada para 25 de outubro.

Mobilização estudantil se espalha por universidades

A programação desta quinta-feira mostrou que a atuação estudantil não ficou concentrada em uma única cidade. Em diferentes estados, estudantes organizaram manifestações em espaços ligados às universidades e aos diretórios acadêmicos.

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No Ceará, a Concha Acústica da UFC se tornou um dos pontos da mobilização em Fortaleza. O espaço, tradicionalmente utilizado para atividades culturais, acadêmicas e políticas da universidade, recebeu a manifestação em um momento de forte disputa eleitoral pelo voto dos jovens.

O movimento ocorre em paralelo a uma estratégia que também ganhou espaço nas redes sociais. Além das ações presenciais, grupos ligados à juventude passaram a produzir e distribuir conteúdos políticos em plataformas digitais.

A mobilização estudantil, portanto, combina duas frentes: atos presenciais em universidades e circulação de conteúdo nas redes. O objetivo declarado pelos grupos envolvidos é ampliar a participação de jovens no debate eleitoral durante o segundo turno.

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Fã-clubes de artistas pop entram na mobilização digital

Enquanto estudantes ocupam universidades e outros espaços públicos, uma rede formada por cerca de 500 fã-clubes de artistas da música pop passou a atuar nas redes sociais em apoio à campanha de Lula.

Participam da articulação páginas dedicadas a artistas como Taylor Swift, The Weeknd e Harry Styles, além de comunidades ligadas ao grupo sul-coreano BTS. Os administradores produzem e compartilham vídeos curtos, imagens e os chamados “edits”, montagens que combinam fotografias, música e texto.

As páginas envolvidas estimam que, somadas, alcançam cerca de 20 milhões de seguidores. A mobilização tem como um dos focos o público jovem, que possui forte presença nas plataformas digitais.

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Segundo informações divulgadas por integrantes do movimento, a iniciativa partiu dos próprios administradores dos perfis. A campanha de Lula também afirma que a articulação foi espontânea e organizada pelos próprios fã-clubes.

A atuação ganhou uma manifestação direta do presidente. Na terça-feira (6), Lula enviou um áudio agradecendo aos participantes e fez um apelo para que continuassem envolvidos na campanha.

A aproximação entre integrantes dessas comunidades e o governo federal já havia ocorrido antes do segundo turno. Em agosto, representantes de fã-clubes participaram de uma atividade no Palácio do Planalto relacionada a medidas para combater o cambismo digital e estabelecer novas regras para venda e transferência de ingressos.

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Na ocasião, Lula assinou decretos sobre a comercialização de ingressos e medidas de proteção ao público em grandes eventos, incluindo a oferta gratuita de água potável. Representantes de comunidades de fãs, incluindo grupos ligados a artistas pop, estiveram no encontro.

Campanha de Lula amplia estratégia para as redes

A mobilização dos fã-clubes ocorre ao mesmo tempo em que a campanha de Lula intensifica sua atuação digital para o segundo turno.

A equipe do candidato montou, em Brasília, uma estrutura para reunir jovens eleitos e influenciadores de esquerda envolvidos na produção de conteúdo para as redes sociais. O grupo participou de uma reunião com Lula na quarta-feira (7).

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Entre os nomes citados estão Guilherme Cortez (PSOL-SP), Ana Elisa (PT-MG) e Ana Júlia Ribeiro (PT-PR), eleitos para a Câmara dos Deputados.

A iniciativa mostra a importância que as campanhas atribuem às plataformas digitais na disputa pelo eleitorado jovem. Em vez de depender apenas de peças tradicionais de propaganda, os grupos políticos também buscam ocupar formatos próprios das redes, como vídeos curtos e montagens produzidas especificamente para circulação digital.

Oposição questiona atuação dos perfis

A participação de fã-clubes na campanha também provocou reação de integrantes da oposição.

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O deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) questionou publicamente a atuação de páginas de entretenimento que passaram a divulgar conteúdos favoráveis a Lula e críticos a Flávio Bolsonaro. Em uma publicação nas redes sociais, ele levantou dúvidas sobre eventual coordenação da estratégia e sobre a existência de pagamentos para a produção e disseminação dos conteúdos.

Pavanato também utilizou a expressão “gabinete do ódio” para questionar a articulação.

Até o momento, a campanha de Lula sustenta que a iniciativa partiu dos próprios administradores das páginas. As críticas da oposição e a versão apresentada pela campanha são diferentes quanto à origem e à coordenação da mobilização, mas a participação desses perfis nas redes sociais já integra o cenário eleitoral do segundo turno.

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Em Fortaleza, a mobilização estudantil acrescenta uma dimensão presencial a esse movimento. A manifestação na UFC ocorre em uma fase da campanha marcada pela disputa pela atenção do eleitorado jovem, tanto nas universidades quanto nas plataformas digitais.

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