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NEGÓCIOS E INOVAÇÃO

Siará Tech Summit: empresas cearenses buscam parcerias para entrar no mercado internacional

Entre as áreas com potencial de expansão estão a inteligência artificial (IA), a análise de dados e as tecnologias voltadas ao setor energético

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Siará Tech Summit: empresas cearenses buscam parcerias para entrar no mercado internacional
O movimento ganhou espaço no Siará Tech Summit, em Fortaleza (Foto: Reprodução)


Empresas cearenses de tecnologia estão buscando parcerias e oportunidades para levar soluções desenvolvidas no Estado a mercados internacionais. O movimento ganhou espaço no Siará Tech Summit, em Fortaleza, onde especialistas e empreendedores discutiram estratégias para identificar clientes no exterior, estabelecer conexões comerciais e acessar programas de cooperação voltados à ciência, tecnologia e inovação.

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Entre as áreas com potencial de expansão estão a inteligência artificial (IA), a análise de dados e as tecnologias voltadas ao setor energético e às questões climáticas. Para empresas desses segmentos, a internacionalização pode ampliar o alcance dos produtos, abrir novas frentes de receita e aproximar os negócios de parceiros que procuram soluções tecnológicas.

A diretora de negócios internacionais Mônica Luz destacou que o primeiro passo para uma empresa interessada em atuar fora do Brasil é verificar se existe demanda para sua solução em outros países. A partir dessa avaliação, o empreendedor pode identificar mercados com potencial e organizar a estratégia de entrada.

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Ao comentar as oportunidades para os negócios locais, ela afirmou:

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“Nós temos um potencial aqui muito grande, principalmente em I.A. e dados, que nós já temos muitas empresas de tecnologia.”

Mônica também mencionou as empresas voltadas à área energética e às chamadas climate tech, categoria que reúne negócios que desenvolvem tecnologias relacionadas a desafios climáticos e ambientais. Segundo ela, essas soluções podem atender necessidades que também existem em outros países, criando possibilidades de expansão.

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Siará Tech Summit destaca potencial das empresas cearenses no exterior

A internacionalização exige mais do que desenvolver um produto inovador. Antes de entrar em outro país, uma empresa precisa entender as características do mercado que pretende alcançar e avaliar se sua solução responde a uma necessidade real.

Esse processo envolve identificar possíveis clientes, compreender as condições de atuação e construir relações com parceiros que conheçam o ambiente de negócios local. Para startups pequenas, que muitas vezes ainda possuem equipes reduzidas e estrutura limitada, essas etapas podem parecer complexas.

A orientação apresentada durante o Siará Tech Summit busca justamente aproximar os empreendedores desse caminho. Conhecer as possibilidades de cooperação, entender como funcionam os mecanismos de apoio e estabelecer contatos comerciais são passos que podem ajudar a reduzir as dificuldades iniciais.

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O Ceará também reúne características de conectividade que foram apontadas como elementos de interesse para o setor tecnológico. A localização geográfica do Estado, a infraestrutura relacionada aos cabos submarinos de telecomunicações e os investimentos em data centers integram esse cenário.

Esses fatores ajudam a contextualizar o interesse por atividades ligadas à tecnologia e ao processamento de dados. Entretanto, a presença de infraestrutura não garante, por si só, que uma empresa conseguirá conquistar clientes no exterior. A expansão depende também da capacidade de oferecer uma solução competitiva e de desenvolver uma estratégia adequada ao mercado pretendido.

Empreendedor cearense iniciou busca por parceiros internacionais em 2024

A experiência do empreendedor César Rabelo ilustra como a participação em iniciativas de inovação pode abrir portas para contatos comerciais fora do Brasil. Segundo ele, a busca por oportunidades internacionais começou em 2024, quando a empresa participou de uma premiação e conquistou uma viagem a Lisboa.

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A experiência permitiu estabelecer contatos com empresas que poderiam se tornar parceiras na expansão para a Europa. Desde então, o empreendedor afirma que passou a atuar com organizações que também mantêm atividades no mercado internacional.

Ao relatar como essa trajetória começou, César destacou:

“Em 2024 nós fomos campeões do prêmio Cearatex Summit, fomos para Lisboa. Nessa oportunidade já tivemos ali contatos com diversas empresas, parceiros em potenciais para levar nossa empresa para a Europa.”
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O relato mostra como eventos e premiações podem funcionar como pontos de aproximação entre empreendedores e possíveis parceiros. A participação em uma atividade desse tipo não significa, necessariamente, que um contrato será fechado, mas pode criar oportunidades para apresentar produtos, conhecer empresas e iniciar conversas comerciais.

No caso da empresa de César, a atuação envolve automações de pós-venda por meio de diferentes canais digitais. Entre eles estão WhatsApp, e-mail e SMS, com utilização de português, inglês e espanhol.

Ele explicou que a solução é aplicada em atividades de comunicação com clientes, área na qual empresas podem buscar formas de organizar processos e atender públicos que falam idiomas diferentes.

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“Atualmente nós atuamos com algumas empresas que já atuam também no mercado internacional fazendo automações de pós-venda através dos canais de WhatsApp, e-mail, SMS e utilizando ali as línguas português, inglês e espanhol.”

A experiência demonstra uma das possibilidades de internacionalização no setor tecnológico: desenvolver ferramentas que possam ser utilizadas por empresas que operam em diferentes países. Para esse tipo de negócio, a comunicação em mais de um idioma e a capacidade de atender clientes com necessidades distintas podem fazer parte da estratégia de expansão.

Fundos internacionais podem apoiar projetos de tecnologia e inovação

Outra possibilidade discutida no evento envolve programas de cooperação e fundos internacionais destinados à ciência, tecnologia e inovação. Esses mecanismos podem oferecer oportunidades para empresas que desenvolvem soluções capazes de responder a desafios de interesse de instituições e organizações de outros países.

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Mônica Luz ressaltou que existem fundos internacionais interessados em investir em empresas que apresentem soluções para necessidades específicas. Para acessar essas oportunidades, porém, é importante conhecer os procedimentos e os critérios exigidos em cada programa.

A busca por financiamento internacional pode representar uma alternativa para negócios que precisam de recursos para desenvolver tecnologias, testar produtos ou ampliar suas operações. As condições de acesso variam conforme o fundo, o país, o objetivo do programa e as características da empresa.

Por isso, o planejamento é uma etapa importante. O empreendedor precisa identificar quais oportunidades fazem sentido para seu negócio e compreender os requisitos antes de iniciar uma candidatura ou negociação.

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O acesso a esses recursos também não deve ser confundido com uma garantia de investimento. A disponibilidade de fundos não significa que todas as empresas serão selecionadas, já que cada iniciativa pode estabelecer critérios próprios de participação e avaliação.

Pequenas startups enfrentam desafios para se internacionalizar

Um dos obstáculos apontados durante a discussão é a estrutura limitada de muitas startups. Empresas de base tecnológica costumam começar com equipes pequenas e nem sempre dispõem, desde o início, de profissionais ou recursos dedicados à expansão internacional.

Esse cenário pode tornar o processo mais difícil, especialmente para empreendedores que ainda estão organizando suas operações no mercado brasileiro. A internacionalização exige pesquisa, planejamento e capacidade de estabelecer relações comerciais em ambientes diferentes daquele em que a empresa começou.

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Mônica destacou a necessidade de tornar esse caminho mais compreensível para os negócios que desejam crescer. A intenção é mostrar que a entrada em mercados estrangeiros pode ser planejada por etapas, a partir da identificação de oportunidades e do conhecimento dos mecanismos disponíveis.

A preparação envolve entender a demanda, escolher os mercados que fazem sentido para a solução oferecida e procurar parceiros capazes de contribuir para a entrada em outros países. Também é necessário avaliar se a empresa possui condições de atender clientes internacionais e manter a qualidade do serviço durante a expansão.

Para o Ceará, o desenvolvimento dessas estratégias pode ampliar as possibilidades comerciais das empresas de tecnologia e fortalecer as conexões do ecossistema local com outros mercados. O resultado, porém, depende da capacidade de transformar contatos em parcerias efetivas e de adaptar os negócios às necessidades de cada destino.

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O Siará Tech Summit funciona, nesse contexto, como um espaço para aproximar empreendedores, especialistas e potenciais parceiros. Ao colocar a internacionalização em pauta, o evento abre espaço para discutir não apenas o potencial tecnológico do Estado, mas também os passos necessários para que soluções desenvolvidas no Ceará encontrem clientes e oportunidades fora do Brasil.





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