A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE) identificou o sargento da Polícia Militar Manoel Messias dos Santos como o homem envolvido no disparo de arma de fogo durante um ato político em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O episódio ocorreu na noite de quinta-feira (8), em frente à Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, e provocou tumulto e correria entre os participantes. Não houve feridos.
Após a identificação, a SSP informou que a arma foi recolhida e que o policial será afastado das atividades de rua. A Polícia Civil instaurará um inquérito para apurar as circunstâncias da ocorrência, enquanto a Corregedoria da Polícia Militar deverá adotar as providências administrativas cabíveis.
Como ocorreu o disparo durante o ato pró-Lula?
Conforme relatos e imagens que circulam nas redes sociais, um homem parou um veículo em frente ao campus da UFS e efetuou um disparo para o alto. A ação assustou quem participava da manifestação e provocou correria no local.
O encontro foi organizado pelo Diretório Central dos Estudantes da UFS (DCE/UFS) para discutir políticas públicas estudantis e a participação da juventude no cenário eleitoral. O ato ocorreu durante a campanha do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
A ocorrência passou a ser investigada após o episódio. As imagens registradas na região estão sendo reunidas e analisadas pelas autoridades para ajudar a esclarecer a dinâmica do caso.
O que acontecerá com o sargento da Polícia Militar?
A SSP determinou o afastamento do policial das atividades de rua e informou que o armamento foi recolhido. O secretário da Segurança Pública, João Eloy, também determinou que a Corregedoria da Polícia Militar adote as medidas administrativas necessárias.
Na esfera criminal, a Polícia Civil abrirá inquérito para investigar o ocorrido. A perícia foi acionada para realizar o exame residuográfico, procedimento que busca identificar resíduos compatíveis com disparos de arma de fogo.
O resultado da perícia e a análise das imagens deverão contribuir para a apuração. Até a conclusão das investigações, as circunstâncias do episódio e eventuais responsabilidades criminais deverão ser esclarecidas pelas autoridades competentes.
O que diz a Secretaria de Segurança Pública?
Em nota, a SSP afirmou que a Secretaria e a Polícia Militar não compactuam com condutas contrárias à legalidade e aos princípios que orientam a atuação das forças de segurança.
A pasta também destacou a importância de garantir que o processo democrático, especialmente durante o segundo turno das eleições, ocorra de forma pacífica, com respeito à liberdade de manifestação e à segurança da população.
O caso aconteceu em um período de mobilização política para a votação de 25 de outubro. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do disparo e as medidas cabíveis em relação ao policial identificado.




