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JUSTIÇA

Líder religiosa e comparsa são condenados a mais de 40 anos por assassinato e uso de crânio em rituais no Ceará

Crime ocorreu em Iguatu, em 2017, e faz parte da série de homicídios conhecida como “Crimes do Sítio Canto”, investigada após o desaparecimento de um universitário.

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Líder religiosa e comparsa são condenados a mais de 40 anos por assassinato e uso de crânio em rituais no Ceará
Líder religiosa e comparsa são condenados a mais de 40 anos por assassinato e uso de crânio em rituais no Ceará (Foto: Polícia Civil/ Divulgação)


A Justiça condenou Desiree Dantas, que atuava como líder religiosa, e Roberto Alves da Silva a penas que, somadas, ultrapassam 43 anos de prisão. Os dois foram responsabilizados pela morte de Francisco de Assis de Lima, conhecido como Vilmar, em Iguatu, no interior do Ceará. Após o assassinato, o crânio da vítima teria sido utilizado em rituais de magia.

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O caso faz parte dos chamados “Crimes do Sítio Canto”, uma série de homicídios registrados na zona rural do município entre 2017 e 2018. As investigações apuraram mortes de pessoas que estavam desaparecidas na região.

Como ocorreu o crime

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Vilmar saiu para caminhar na noite de 1º de dezembro de 2017 e foi morto a tiros. Depois do homicídio, o corpo foi escondido em uma área de mata. O crânio da vítima teria sido retirado e utilizado posteriormente em rituais.

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No julgamento, o Tribunal do Júri reconheceu que o assassinato foi cometido por motivo torpe e com um recurso que dificultou a defesa da vítima. Além do homicídio, Desiree e Roberto foram condenados por ocultação de cadáver, vilipêndio de cadáver e corrupção de menores.

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Desiree recebeu pena de 17 anos e 11 meses de reclusão. Roberto foi condenado a 25 anos, 11 meses e 15 dias de prisão. Juntas, as penas totalizam 43 anos, 10 meses e 15 dias.

Investigação começou após morte de universitário

A polícia chegou aos demais casos durante as investigações sobre a morte do universitário Jheyderson de Oliveira Chavier, de 24 anos, em maio de 2018.

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Na ocasião, o estudante faltou à aula e informou a amigos que encontraria Desiree, conhecido por atuar como pai de santo. Imagens de uma câmera de segurança registraram Jheyderson caminhando pelas ruas de Iguatu ao lado do líder religioso. Em depoimento, Desiree negou ter se encontrado com o jovem.

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Durante as buscas no sítio onde eram realizadas práticas religiosas, os policiais encontraram o corpo do universitário em uma cova rasa. Ele apresentava uma perfuração por arma de fogo na nuca.

A continuidade das buscas levou à localização de outros três corpos de pessoas que estavam desaparecidas no município, ampliando as investigações sobre os homicídios.

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Segundo os investigadores, as vítimas teriam sido atraídas para o sítio por terem desavenças com Desiree. Roberto seria responsável por auxiliar na execução dos crimes. Um adolescente suspeito de envolvimento nos assassinatos morreu por suicídio dias após a localização dos corpos.

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