O bispo diocesano de Afogados da Ingazeira, Dom Limacêdo Antônio da Silva, alertou para o risco de avanço do fascismo por meio do Poder Legislativo e questionou o futuro do Congresso Nacional. A declaração foi feita durante uma homilia na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira, e transmitida pelo canal da Diocese no YouTube.
Durante a fala, o religioso levantou questionamentos sobre a necessidade de mudanças na Constituição e comparou o risco de uma ditadura imposta por militares à possibilidade de um regime autoritário apoiado pelo Legislativo.
“Eis um perigo do fascismo chegar pelo poder legislativo. O Brasil já teve o golpe militar, pelos militares, mas poderá ter também uma ditadura querida, aplaudida e permitida pelo legislativo dessa nação”, afirmou.
Bispo questiona futuro do Congresso Nacional
Ao abordar a composição do próximo Congresso, Dom Limacêdo demonstrou preocupação com o cenário político e destacou a responsabilidade dos eleitores na escolha de representantes.
“Olhemos a formação do nosso futuro congresso. É de preocupar, minha gente. Se o outro era ruim, esse parece que será pior”, declarou.
Na sequência, o bispo questionou o papel da sociedade na definição dos rumos políticos do país e as consequências das escolhas feitas nas urnas.
“Quão grande é a nossa responsabilidade? Quão grande é o nosso papel? O que é que vamos deixar para a geração futura?”, perguntou.
Dom Limacêdo pede atenção aos projetos de sociedade
Durante a homilia, o religioso também defendeu que a decisão do eleitor não se limite à escolha de uma pessoa, mas considere as propostas e as ideias representadas por cada candidatura.
“Por isso eu estou dizendo, não vamos votar somente em uma pessoa, é no projeto de sociedade”, afirmou.
Ao concluir o raciocínio, Dom Limacêdo ressaltou que as decisões políticas têm consequências para as próximas gerações e voltou a questionar o legado que será deixado a partir do voto.
“Nós recebemos o Brasil como está hoje, os acertos e os erros. O que é que vamos deixar com o nosso voto para aqueles que verão depois de nós?”, questionou.




