O Brasil está próximo de ultrapassar os Estados Unidos e assumir a liderança mundial nas exportações agrícolas, segundo análise publicada pelo jornal britânico Financial Times. A diferença entre os dois países nesse mercado diminuiu nos últimos anos, aproximando o Brasil do posto ocupado historicamente pelos norte-americanos.
Em 2025, os Estados Unidos exportaram US$ 171 bilhões em produtos agrícolas, apenas US$ 2 bilhões a mais que o Brasil. Em 2021, a diferença entre os dois países era de US$ 56 bilhões, de acordo com dados citados pelo jornal.
Brasil reduz diferença para os Estados Unidos
A aproximação entre os dois países ocorre em meio a mudanças no comércio internacional e nas relações comerciais entre grandes economias. As disputas tarifárias dos Estados Unidos, especialmente com a China, alteraram as condições de negociação no mercado agrícola e abriram espaço para outros fornecedores.
O Brasil ampliou sua participação no comércio internacional de produtos agropecuários e se consolidou como um dos principais fornecedores de commodities agrícolas. Entre os produtos brasileiros com presença relevante no mercado externo estão soja, café, algodão, suco de laranja e carnes.
O desempenho das exportações brasileiras tem contribuído para reduzir a distância em relação aos Estados Unidos. A diferença de US$ 2 bilhões registrada em 2025 mostra que os dois países estavam próximos em valor total exportado naquele ano.
Disputas comerciais influenciam o mercado agrícola
As tensões comerciais entre Estados Unidos e China estão entre os fatores que afetam a posição dos dois países no comércio agrícola mundial. Mudanças nas tarifas e nas relações entre compradores e fornecedores podem redirecionar a demanda internacional e alterar os resultados das exportações.
Nesse cenário, o Brasil ocupa uma posição relevante no fornecimento de alimentos e matérias-primas agrícolas. A capacidade de atender à demanda externa e as condições de acesso a diferentes mercados influenciam a competitividade do setor.
A possibilidade de o país ultrapassar os Estados Unidos depende da evolução das exportações e das condições do comércio internacional. Por isso, a liderança deve ser tratada como uma perspectiva apontada pela análise do Financial Times, e não como um resultado já confirmado.




