O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu a distância para o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira (19 de outubro). O levantamento aponta o candidato do PL com 49,8% das intenções de voto totais, enquanto o petista aparece com 47,6%. Votos brancos, nulos e eleitores que não souberam responder somam 2,6%.
Na comparação com a rodada anterior, divulgada em outubro, Lula avançou 1,9 ponto percentual, enquanto Flávio recuou 1,3 ponto nos votos totais. A diferença entre os dois passou de 5,4 pontos para 2,2 pontos percentuais, de acordo com os números apresentados para os dois levantamentos.
Quando são considerados apenas os votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 51,1%, contra 48,9% de Lula. Nesse recorte, a vantagem do senador caiu de 5,6 pontos percentuais na pesquisa anterior para 2,2 pontos na nova rodada.
O levantamento foi realizado entre 13 e 18 de outubro, com 4.998 entrevistados. A margem de erro informada é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02418/2026.
Intenção de voto muda em relação à pesquisa anterior
A rodada anterior da AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 9 de outubro, indicava Flávio Bolsonaro com 52,8% dos votos válidos e Lula com 47,2%. Na pesquisa publicada nesta segunda-feira, o senador recuou para 51,1%, enquanto o presidente avançou para 48,9%.
A diferença entre os dois candidatos diminuiu, portanto, de 5,6 para 2,2 pontos percentuais no cálculo dos votos válidos. Em números absolutos, a pesquisa atual ainda coloca Flávio à frente, mas registra uma distância menor entre os concorrentes.
Nos votos totais, Lula passou de 45,7% para 47,6%, segundo a comparação com a rodada anterior citada nos resultados divulgados. Flávio, por sua vez, caiu de 51,1% para 49,8%. O percentual de entrevistados que declararam voto branco ou nulo, ou que não souberam responder, ficou em 2,6%, uma redução de 0,6 ponto percentual em relação ao levantamento anterior.
A diferença entre votos totais e votos válidos precisa ser considerada na leitura dos números. O primeiro indicador inclui as respostas de todos os entrevistados, enquanto o segundo exclui brancos, nulos e indecisos para estimar a distribuição dos votos entre os candidatos.
Desaprovação ao governo Lula chega a 52,3%
Além da intenção de voto, a pesquisa investigou a avaliação do presidente e da administração federal. Para 52,3% dos entrevistados, Lula é desaprovado no desempenho à frente do Executivo. Outros 46,2% afirmaram aprovar sua atuação, enquanto 1,5% não soube responder.
Na avaliação geral do governo, 50,6% classificaram a administração como ruim ou péssima. A parcela que considera o governo ótimo ou bom foi de 40,7%, enquanto 8,6% avaliaram a gestão como regular.
A diferença entre a desaprovação e a aprovação pessoal do presidente é de 6,1 pontos percentuais. Na avaliação geral da administração, a distância entre as respostas negativas e positivas chega a 9,9 pontos.
Os indicadores mostram que a avaliação do governo permanece majoritariamente negativa entre os entrevistados, embora a pesquisa registre avanço de Lula na intenção de voto para o segundo turno. Os dois resultados medem aspectos diferentes: um trata da preferência eleitoral, e o outro, da percepção sobre o desempenho presidencial.
Isenção de impostos sobre combustíveis tem maior aprovação
A AtlasIntel/Bloomberg também perguntou aos participantes como avaliavam cinco propostas recentes do governo federal. A medida com maior percentual de avaliações positivas foi a iniciativa de zerar os impostos federais sobre combustíveis.
Ao todo, 60% consideraram a proposta ótima ou boa. Desse grupo, 54% classificaram a medida como ótima e 6% como boa. Outros 9% avaliaram a iniciativa como regular, 5% como ruim e 26% como péssima.
O resultado mostra que a proposta de redução dos tributos sobre combustíveis teve a maior proporção de avaliações favoráveis entre as cinco medidas investigadas pelo levantamento.
Fim da escala 6x1 divide opiniões
A proposta de acabar com a escala de trabalho 6x1 também recebeu maioria de avaliações positivas. Para 54% dos entrevistados, a medida é ótima ou boa, sendo 51% de respostas ótimas e 3% de boas.
Por outro lado, 33% classificaram a proposta como péssima, 6% como ruim e 8% como regular. A soma das avaliações negativas chega a 39%, indicando que, apesar da maioria favorável, uma parcela expressiva dos participantes rejeita a iniciativa.
A pesquisa foi realizada após a tramitação da proposta de mudança na jornada de trabalho e outras medidas econômicas anunciadas pelo governo. Os dados registram a opinião dos entrevistados sobre a escala 6x1, mas não explicam, isoladamente, os motivos de cada avaliação.
Pix MEI e renegociação de dívidas superam 50% de avaliações positivas
Duas iniciativas voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs) também foram avaliadas. A proposta chamada Pix MEI, destinada à compra de equipamentos e à melhoria dos espaços de trabalho, recebeu 52% de avaliações ótimas ou boas. Desse total, 45% consideraram a medida ótima e 7% boa.
Outros 6% classificaram a proposta como regular, 6% como ruim e 37% como péssima. Embora a maioria tenha avaliado a iniciativa positivamente, o percentual de respostas péssimas foi o segundo maior entre as cinco medidas analisadas.
A proposta de perdão e renegociação de dívidas para microempreendedores individuais teve 51% de avaliações positivas, sendo 44% ótimas e 7% boas. Outros 8% consideraram a medida regular, 5% ruim e 36% péssima.
As duas iniciativas alcançaram maioria de avaliações favoráveis, mas também registraram percentuais expressivos de rejeição. Os dados não detalham, por si só, quais fatores levaram os entrevistados a avaliar cada proposta de forma positiva ou negativa.
Pé-de-Meia Universitário tem menor índice de aprovação
Entre as cinco propostas avaliadas, o Pé-de-Meia Universitário registrou o menor percentual de respostas positivas. A iniciativa, voltada a estudantes universitários, foi considerada ótima ou boa por 48% dos entrevistados: 44% avaliaram a proposta como ótima e 4% como boa.
As avaliações negativas somaram 46%, com 41% de respostas péssimas e 5% de ruins. Outros 7% classificaram a medida como regular.
A diferença entre as avaliações positivas e negativas foi de apenas dois pontos percentuais. O resultado indica uma divisão mais equilibrada de opiniões sobre o programa do que a registrada nas demais propostas incluídas no levantamento.
Metodologia da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg
A pesquisa foi realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, com entrevistas feitas entre 13 e 18 de outubro de 2026. Foram ouvidos 4.998 eleitores adultos em todo o Brasil, por meio do método Atlas RDR, baseado em recrutamento digital aleatório.
A margem de erro informada é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02418/2026.




