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INVESTIGAÇÃO

Flávio Bolsonaro e loja Kopenhagen: entenda a relação que virou assunto nas redes sociais

Candidato à Presidência foi sócio de uma franquia de chocolates no Rio de Janeiro, investigada no caso das rachadinhas; ex-sócio voltou ao noticiário em 2026

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Flávio Bolsonaro e loja Kopenhagen: entenda a relação que virou assunto nas redes sociais
Flávio Bolsonaro participa de debate com o presidente Lula na Band | Crédito: Renato Pizzutto/Band.


O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) teve uma sociedade empresarial em uma loja da Kopenhagen no Rio de Janeiro, empreendimento que entrou na investigação sobre um suposto esquema de rachadinhas em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A franquia funcionava no Shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, e era administrada por uma empresa que tinha o senador e o empresário Alexandre Ferreira Dias Santini como sócios.

Leia também: Lula anuncia entrega de autorização para quebra de sigilos ao TSE e cobra Flávio Bolsonaro

O negócio voltou ao noticiário em setembro de 2026 depois da divulgação de mensagens, documentos e relatos atribuídos ao ex-sócio de Flávio. As reportagens retomaram a antiga relação empresarial, a investigação financeira conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a disputa envolvendo o encerramento da sociedade.

Qual é a relação entre Flávio Bolsonaro e a loja Kopenhagen?

Flávio Bolsonaro foi sócio de uma franquia da Kopenhagen no Shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O empreendimento era administrado pela Bolsotini Chocolates e Café Ltda., empresa formada pelo senador e pelo empresário Alexandre Ferreira Dias Santini.

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A sociedade teve início entre o fim de 2014 e o começo de 2015. O nome Bolsotini reunia partes dos sobrenomes Bolsonaro e Santini, identificando os dois integrantes do negócio.

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A franquia comercializava chocolates e outros produtos da rede Kopenhagen. A relação de Flávio era com essa unidade específica, por meio de uma sociedade empresarial, e não com a propriedade ou o controle da marca nacional de chocolates.

O empreendimento foi transferido posteriormente, e a parceria entre os empresários terminou. O encerramento da sociedade deu origem a uma disputa sobre investimentos, distribuição de lucros e valores relacionados à venda da loja.

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Por que a loja de chocolates de Flávio Bolsonaro foi investigada?

A franquia entrou na investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro sobre suspeitas de desvio de parte dos salários de assessores do antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, prática conhecida como rachadinha.

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Os investigadores suspeitavam que recursos obtidos por meio do suposto esquema poderiam ter sido movimentados pela loja de chocolates para receber aparência de receitas comerciais legítimas. Essa hipótese integrou a apuração sobre possíveis operações de lavagem de dinheiro.

Um dos pontos examinados foi a quantidade de depósitos em dinheiro vivo nas contas do estabelecimento. Segundo o Ministério Público, o volume dessas operações chamava atenção em comparação com o padrão observado em negócios semelhantes.

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A investigação também examinou informações bancárias, registros contábeis e dados de faturamento da franquia. Flávio Bolsonaro negou a prática de irregularidades e contestou as acusações apresentadas durante a apuração.

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Quanto dinheiro foi investigado na loja Kopenhagen?

O Ministério Público apontou suspeitas relacionadas à movimentação de aproximadamente R$ 1,6 milhão pela franquia entre 2015 e 2018. Os investigadores consideraram a possibilidade de que parte dos depósitos em espécie representasse recursos de origem ilícita apresentados como receitas da venda de chocolates.

A apuração também examinou a aquisição do estabelecimento. Em 2020, reportagens sobre a investigação mencionaram operações que poderiam envolver cerca de R$ 2,1 milhões, considerando a compra da franquia e movimentações financeiras posteriores.

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Os valores correspondem às suspeitas examinadas pelo Ministério Público na época. Não representam quantias cuja origem criminosa tenha sido definitivamente comprovada pela Justiça.

A loja foi alvo de diligências durante a investigação. Posteriormente, decisões judiciais anularam elementos relevantes da apuração, afetando o andamento do caso das rachadinhas.

Quem era o sócio de Flávio Bolsonaro na Kopenhagen?

O empresário Alexandre Ferreira Dias Santini foi o parceiro de Flávio Bolsonaro na Bolsotini Chocolates e Café. Os dois mantiveram uma relação de amizade e negócios durante anos, antes do rompimento.

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Após o encerramento da sociedade, Santini passou a cobrar valores que considerava devidos pelo antigo parceiro. Em novembro de 2023, apresentou uma reclamação pré-processual à Justiça de Brasília, buscando um acerto financeiro.

O empresário alegou que Flávio havia recebido uma parcela maior dos lucros da franquia e apontou diferenças na divisão dos recursos obtidos com a venda do negócio.

A cobrança envolvia aproximadamente R$ 1,47 milhão, incluindo valores que Santini atribuía à distribuição desigual de lucros, à venda da loja e a despesas empresariais.

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Flávio negou a existência da dívida. Em manifestação divulgada à época, afirmou que era cotista da empresa e que Santini tomava decisões administrativas sem seu consentimento.

O que o ex-sócio de Flávio Bolsonaro revelou em 2026?

A antiga relação empresarial voltou a ganhar destaque em setembro de 2026, depois de uma reportagem do jornalista Rodrigo Rangel, publicada pelo PlatôBR, apresentar mensagens, fotografias e relatos atribuídos a Alexandre Santini.

O material trata da convivência entre o empresário e Flávio Bolsonaro, incluindo episódios pessoais, despesas e contatos com pessoas ligadas ao meio político e empresarial durante o governo de Jair Bolsonaro.

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Entre as alegações divulgadas estão o recebimento de presentes de alto valor e uma suposta atuação de Flávio em favor de interesses de terceiros junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Uma das situações relatadas envolve um relógio Rolex avaliado em cerca de R$ 305 mil, que teria sido oferecido ao senador por um advogado ligado a interesses empresariais. As reportagens também mencionam equipamentos de ginástica e outras despesas atribuídas a pessoas próximas ao parlamentar.

Outro ponto apresentado nas mensagens diz respeito a uma possível intermediação de contatos com o ministro Kassio Nunes Marques, do STF, em favor de um cliente. A reportagem não demonstrou que a suposta intermediação tenha resultado em favorecimento judicial.

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Procurado à época, o ministro afirmou, por meio de sua assessoria, que atende parlamentares de diferentes partidos e que essa prática não compromete a imparcialidade dos magistrados.

As alegações divulgadas nas reportagens não equivalem à comprovação de crimes. A disputa financeira entre os antigos sócios também integra o contexto em que parte das mensagens e dos documentos foi reunida e divulgada.

O que aconteceu com a investigação das rachadinhas?

A investigação sobre o antigo gabinete de Flávio Bolsonaro sofreu decisões judiciais que comprometeram o andamento da acusação.

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Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou decisões tomadas pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. O tribunal entendeu que determinadas medidas deveriam ter sido analisadas pela segunda instância, em razão do foro aplicável a Flávio na época dos fatos investigados.

O Supremo Tribunal Federal (STF) também invalidou relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) utilizados na apuração.

Em 2022, o Ministério Público pediu a anulação da denúncia apresentada anteriormente, diante das decisões que atingiram provas importantes. A Justiça determinou o arquivamento da acusação, e o Ministério Público apresentou recursos para tentar reabrir a investigação.

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Essas decisões tiveram consequências processuais relevantes, mas não representam uma conclusão judicial de que todas as movimentações financeiras examinadas eram regulares. Também não autorizam tratar as suspeitas como crimes definitivamente comprovados.

Flávio Bolsonaro sempre negou participação no suposto esquema de rachadinhas e nas operações de lavagem de dinheiro apontadas pelos investigadores.

Flávio Bolsonaro ainda é dono de uma loja Kopenhagen?

A antiga sociedade de Flávio Bolsonaro na franquia Kopenhagen do Shopping Via Parque foi encerrada. O estabelecimento foi transferido após o período investigado, e a parceria com Alexandre Santini terminou.

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As informações documentadas sobre o negócio não indicam que Flávio continue proprietário daquela franquia. Isso não permite, por si só, afirmar a existência ou inexistência de outros investimentos empresariais do senador.

Também é importante distinguir a franquia da marca Kopenhagen. O fato de Flávio ter sido sócio de uma loja não significa que tenha sido proprietário da rede ou participado da administração nacional da empresa.

Por que o caso voltou a ser discutido nas eleições de 2026?

A divulgação de novos relatos sobre Alexandre Santini ocorreu durante a campanha presidencial de 2026, na qual Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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As reportagens trouxeram novamente à discussão a antiga relação empresarial, as suspeitas investigadas pelo Ministério Público e a disputa financeira entre os ex-sócios.

O caso também passou a integrar discussões sobre patrimônio, relações políticas e transparência financeira na trajetória do candidato.

Durante o debate da Band, realizado no domingo (18), Lula e Flávio trocaram acusações relacionadas a corrupção, investigações e vínculos políticos. A antiga franquia da Kopenhagen faz parte do histórico de controvérsias envolvendo o senador, mas a sociedade empresarial é anterior à campanha eleitoral atual.

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Entenda os principais acontecimentos do caso Kopenhagen

2014 e 2015: Flávio Bolsonaro e Alexandre Santini iniciam a sociedade na franquia da Kopenhagen no Shopping Via Parque, no Rio de Janeiro.

2015 a 2018: período de movimentações financeiras examinadas posteriormente pelo Ministério Público.

2019: a loja passa a figurar publicamente entre os focos da investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro.

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2020: o Ministério Público detalha suspeitas envolvendo depósitos em espécie e a aquisição da franquia.

2021: decisões judiciais anulam medidas e provas relevantes da investigação sobre as rachadinhas. A franquia deixa de ser administrada pelos antigos sócios.

2022: a denúncia é arquivada após decisões judiciais que comprometeram a acusação, com recursos posteriores do Ministério Público.

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2023: Alexandre Santini cobra aproximadamente R$ 1,47 milhão de Flávio Bolsonaro em uma disputa relacionada à antiga sociedade.

Setembro de 2026: novas reportagens apresentam mensagens, documentos e relatos atribuídos ao ex-sócio.

Outubro de 2026: o histórico empresarial volta ao noticiário durante a campanha presidencial.

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A relação entre Flávio Bolsonaro e a Kopenhagen está documentada em uma sociedade empresarial que funcionou no Rio de Janeiro. O negócio foi investigado por suspeitas financeiras, terminou em disputa entre os sócios e voltou ao noticiário em 2026 após novas revelações sobre a relação entre eles.

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