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Travesti é amarrada e espancada em porta-mala na cidade de Teresina
A Associação Nacional de Travestis e Transexuais classificou o caso como “tortura, violência, racismo e transfobia”
REDAÇÃO GCMAIS
Postado em 21 de julho de 2021
Travesti é amarrada e espancada em porta-mala na cidade de Teresina
Foto: Reprodução

Na manhã da última segunda-feira (19), uma travesti foi amarrada e espancada dentro de um porta-mala no bairro São Joaquim, em Teresina, capital do Piauí. O vídeo que mostra o momento dessas agressões circularam nas redes sociais nos últimos dias. Nas imagens, é possível perceber que agentes da Guarda Municipal de Teresina chegam quando a mulher está caída no chão e amarrada.

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No vídeo, os homens que espancam a travesti dão a entender que ela teria roubado algo. Em determinado momento, os agressores usam um pedaço de madeira para bater na mulher. As pessoas que registram estas cenas e acompanham o momento chegam a pedir para que as violências parem.

Em nota, a Guarda Municipal de Teresina afirmou que os agentes chegaram ao local e encontraram a travesti amarrada. Após ouvir os envolvidos no caso, eles orientaram para que ela fosse solta. Além disso, o órgão avalia se houve falhas na ação dos agentes. Confira:

“Sobre o caso envolvendo agressão a uma travesti suspeita de furto, a Guarda Civil Municipal de Teresina (GCM) esclarece que, ao chegar ao local, encontrou a suspeita amarrada e, segundos após ouvir os envolvidos, orientou que o suposto agressor a desamarrasse. Todos foram levados para a delegacia para apuração do caso. Em hipótese alguma, a Guarda Civil Municipal de Teresina defende que seja feita justiça com as próprias mãos. Por fim, o comando da GCM vai avaliar se houve falhas no procedimento”

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Já a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) publicou uma nota de repúdio nas redes sociais, classificando o caso como “tortura, violência, racismo e transfobia”. “Exigimos uma resposta imediata para identificar e responsabilizar os envolvidos nessa barbárie. É inadmissível a espetacularização da violência contra pessoas trans de forma pública e aceita de forma naturalizada por quem assiste passivamente esse horror!”, diz o texto.

Sobre a acusação de que a travesti teria roubado bens dos agressores, a Antra afirma: “Que ela seja levada à justiça pelo seu erro, mas que tenha suporte diante de tamanha violência. E que esses torturadores que aparecem no vídeo são denunciados, processados ​​e paguem pelo que fizeram. Tortura é crime! Não há justiça com as próprias mãos. Também é importante que a guarnição do GCM que atendeu a ocorrência seja investigada pela transfobia por omissão na forma com que conduziu o caso no local, ao ver a moça amarrada e jogada no chão e não agiu para bloquear e encerrar ali o tratamento desumano a que fé submetida”.

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