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AGLOMERAÇÕES
Psicóloga analisa comportamento de pessoas que ignoram a pandemia e se arriscam em aglomerações
Muitos deixam de se proteger da Covid-19, mesmo sabendo dos riscos
DÉBORA BRITTO
Postado em 3 de maio de 2021
Psicóloga analisa comportamento de pessoas que ignoram a pandemia e se arriscam em aglomerações
Festa clandestina com quase 100 pessoas na Praia de Iracema. Foto: Divulgação/Polícia Militar

Mesmo antes das novas medidas de flexibilização das atividades econômicas no Ceará, que entraram em vigor nesta segunda-feira (3), órgãos de fiscalização, como a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), encerravam aglomerações e festas clandestinas, não apenas na Capital, mas também no interior cearense. Durante o mês de abril de 2021, a Agefis realizou 2.744 fiscalizações que resultaram em 174 autuações no protocolo de prevenção à Covid-19. Em sua maioria, são jovens que participam de aglomerações e festas.

O contexto pandêmico atual fez com que essas pessoas, antes com vida social ativa, enfrentassem o isolamento social e, em alguns momentos, o lockdown. Mas os números divulgados com frequência dos casos de desrespeito às medidas sanitárias, apontam o comportamento de pessoas que se arriscam e colocam o próximo em perigo, mesmo com a continuidade do contágio do novo coronavírus.

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Para a psicóloga Emely Abreu, a pandemia tem gerado insegurança nas pessoas, o que aumenta o nível de estresse de quem se ver com a liberdade limitada/privada e busca suprir essa demanda inicial encontrando um prazer momentâneo, mesmo resultando em riscos para si e para o coletivo. Ela frisa o peso de influências externas em sua análise.

“Essas pessoas, de idades diversas, possuem, ainda, influências de representantes sociais que, de certa forma, acarretam uma identificação psíquica que, visivelmente, acomete um coletivo, autorizando ou não determinadas situações. Assim, considerando a falta de liberdade das pessoas, há uma maior confiança em decidir por si, em priorizar-se, não considerando os demais”, analisa.

Jovens não escondem quando participam de encontros sociais com um grande número de pessoas, em meio à pandemia. Alguns, chegam a postar nas redes sociais a presença em eventos divulgados com antecedência e até  concorridos pelo público. Emely Abreu acredita que, em muitos casos, os envolvidos em aglomerações, precisam vivenciar o problema para poder considerá-lo e acreditar que realmente existe.

“A falta de crença em sua existência torna-se irreal quando o indivíduo precisa encará-lo de frente ou quando vê alguém do seu convívio diante de tal. Assim, percebe-se que uma quantidade considerável de pessoas tem sentido na pele a desconstrução desse pensamento diante do coronavírus, pois as limitações da doença e sua imprevisibilidade acometem os doentes de diversas maneiras e isso pode levar as pessoas a mudarem as atitudes em relação a ele” diz a psicóloga.

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Ansiedade

É importante observar a ansiedade para analisar o comportamento de jovens que descumpres as medidas de isolamento social. Em 2019, o Brasil foi apontado pela Organização Mundial da Saúde como o país mais ansioso do mundo. O sentimento está relacionado a medos de incertezas e pode contribuir para uma maior desconfiança das medidas mais rígidas e facilitar seu descumprimento.


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