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PIB brasileiro cresce 1,2% no primeiro trimestre de 2021
Em valores correntes, PIB atingiu US$ 391,4 bilhões
AGÊNCIA BRASIL
Postado em 1 de junho de 2021
PIB brasileiro cresce 1,2% no primeiro trimestre de 2021
Foto: Agência Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,2% no primeiro trimestre deste ano em relação aos últimos três meses do ano passado. Em valores correntes, o PIB atingiu US$ 391,4 bilhões.

Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a alta, o PIB voltou ao nível do quarto trimestre de 2019, antes da pandemia.

Resultados positivos

Os resultados positivos da agropecuária (5,7%), da indústria (0,7%) e dos serviços (0,4%) contribuíram para a expansão da economia brasileira.

Segundo o IBGE, o crescimento do setor agropecuário foi favorecido pela melhora da produtividade e pelo desempenho de alguns produtos, principalmente a soja, que pode ter safra recorde neste ano.

O avanço das indústrias extrativas (3,2%) ajudou a atividade industrial, que também registrou crescimento na construção (2,1%) e nas atividades de eletricidade e gás, água, saneamento e gestão de resíduos (0,9%).

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No setor de serviços, que representa 73% do PIB, os resultados positivos ocorreram principalmente em transportes, armazenagem e correio (3,6%), e intermediação financeira e seguros (1,7%).

A coordenadora das Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, destacou que o crescimento do PIB ocorreu apesar do avanço da pandemia:

“Apesar da segunda onda da pandemia, o PIB cresceu no primeiro trimestre, porque ao contrário do ano passado, o país não teve. muitas restrições que impediam o funcionamento das atividades econômicas ”, afirmou.

Queda na demanda

Pelo lado da demanda, houve queda no consumo das famílias (0,1%) e do governo (0,8%), os investimentos avançaram 4,6% e a balança comercial brasileira registrou no máximo 3,7% nas exportações de bens e serviços, e um crescimento de 11,6% nas importações.

Segundo Palis, o aumento da inflação afetou principalmente o consumo de alimentos no período. “O mercado de trabalho desacelerou. Houve também uma redução significativa nos pagamentos dos programas do governo às famílias, como o auxílio emergencial”, disse, acrescentando que, por outro lado, houve um aumento do crédito para pessoas físicas.

Os investimentos foram impulsionados pelo aumento da produção nacional de bens de capital e pelo desenvolvimento de softwares, pelo aumento da construção e pelos impactos do Repetro — regime aduaneiro especial que permite ao setor de petróleo e gás adquirir bens de capital sem pagar.

No padrão de importação, informou Palis, se destacaram os produtos farmacêuticos para produção de vacinas contra o covid-19, máquinas e aparelhos elétricos e produtos de metal. Entre as exportações, destacam-se produtos alimentícios e veículos automotores.

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