Economia

Apesar da pandemia, construção civil no Ceará volta a crescer, aponta estudo

Entre janeiro e setembro de 2021, a atividade acumula uma expansão de 16,3%

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19 de fevereiro de 2022
Victor Lima
Apesar da pandemia, construção civil no Ceará volta a crescer, aponta estudo
Foto: Thiara Montefusco e Carlos Gibaja/Governo do Ceará

Após anos seguidos de queda, o setor da construção civil no Ceará voltou a registrar crescimento no valor adicionado bruto (VAB) – que é o valor que a atividade agrega aos bens e serviços consumidos no seu processo produtivo – durante a pandemia de Covid-19. Em 2020, o setor cresceu 5,9%.

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Após a fase mais aguda da pandemia da Covid-19 no segundo trimestre de 2020, período que marca a primeira grande onda de contaminação, a atividade da construção iniciou uma trajetória de crescimento que se manteve presente até os meses finais de 2021.

O estudo Enfoque Econômico – Desempenho recente da construção civil cearense foi lançado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). De acordo com o analista de Políticas Públicas Witalo de Lima Paiva, autor do trabalho, no segundo semestre de 2020 a Construção Civil melhor aproveitou o processo de retomada local das atividades econômicas.

Witalo Paiva observa, no entanto, que para alcançar o desempenho verificado em 2020 e 2021, os anos anteriores de retrações seguidas também contribuíram. Entre janeiro e setembro de 2021, a atividade acumula uma expansão de 16,3% na comparação com igual período do ano anterior.

“Importante destacar, também, que apesar da segunda grande onda de contaminação ocorrida nos meses iniciais de 2021, o segmento da construção continuou funcionando, como ocorreu em 2020”, disse.

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Tendência de crescimento da construção civil no Ceará

Para este ano, o analista de Políticas Públicas do Ipece afirma que as expectativas são de crescimento, porém mais modesto diante de um cenário que deverá se manter desafiador.

“Por um lado, tem-se o controle maior da pandemia com a vacinação e seu processo de reforço. Soma-se a isso a característica do ciclo econômico mais longo, que pode se materializar no atual momento com o início de projetos de média duração. Localmente, a continuidade dos investimentos públicos estaduais e suas externalidades positivas sobre a dinâmica do setor privado; e a preservação de um ambiente favorável aos negócios devem também contribuir positivamente”, afirmou.

Já no cenário nacional, o ambiente para formação de expectativas apresentou deterioração nos últimos meses e pode ser percebido pela redução nas previsões de crescimento para o PIB brasileiro em 2022. A taxa de inflação e a taxa de juros em níveis desfavoráveis devem, também, atuar contra o desenvolvimento dos negócios ao longo do ano.