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Brasil regrediu 20 anos na educação com pandemia, diz secretário dos Direitos da Criança e do Adolescente
Maurício Cunha defende a volta às aulas presenciais de forma planejada
AGÊNCIA BRASIL
Postado em 25 de julho de 2021
Brasil regrediu 20 anos na educação com pandemia, diz secretário dos Direitos da Criança e do Adolescente
O secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente,Maurício Cunha,concede entrevista à Agência Brasil. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O Secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente defendeu a volta das crianças ao ensino presencial, sobretudo nas escolas públicas. Segundo Maurício Cunha, mais de 3 milhões de crianças brasileiras não tem acesso ao ensino remoto.

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“Com a pandemia, regredimos 20 anos na educação brasileira”, disse ele, em entrevista ao programa Brasil em Pauta, que vai ao ar neste domingo (25), na TV Brasil. Além disso, fora da escola, essas crianças estão convivendo com problemas nutricionais (muitos tinham a merenda como única refeição do dia), psicológicos, de violência (os professores são uns dos principais denunciantes de violências domésticas praticadas contra crianças) e de socialização.

O secretário disse, inclusive, que no retorno às aulas presenciais a equipe escolar deverá estar mais preocupada com o acolhimento dessas crianças do que com a administração de conteúdo didático. “Nesse momento o apelo é que as crianças tenham acesso à educação presencial de uma forma planejada, escalonada, respeitando os protocolos de saúde, respeitando as escolhas das famílias, mas que não se prive as crianças desse direito”, disse.

Na conversa, o secretário também abordou sobre os 31 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) comemorados neste mês. Segundo ele, o ECA foi um marco na legislação que trata desse público com a inauguração da doutrina da proteção integral, na qual a criança passa a ser vista como sujeito de direitos e não apenas objeto de intervenção.

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O estatuto também trouxe o conceito da criança em especial situação de desenvolvimento: ela tem de ser protegida e amada. “A criança não é um pequeno adulto. Ela não tem de ser submetida às regras do mercado de trabalho. Ela tem de estudar, ser protegida e brincar. Temos de semear para que ela floresça na vida adulta”, disse.


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