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JUSTIÇA DO TRABALHO
Empresa é condenada pela justiça por fazer “paredão de eliminação” na demissão de funcionários
Os colegas de trabalho foram coagidos a votar uns nos outros para decidir quem seria demitido da empresa
REDAÇÃO GCMAIS
Postado em 26 de maio de 2021
Empresa é condenada pela justiça por fazer “paredão de eliminação” na demissão de funcionários
Foto: Divulgação

Uma empresa de turismo foi condenada pela Justiça do Trabalho do Ceará por realizar um “paredão de eliminação” entre os funcionários que resultou na demissão de uma das empregadas. A empresa deve pagar uma indenização de R$ 14 mil para a consultora de vendas por danos morais. A decisão foi tomada pelo juiz Ney Fraga Filho da 16ª Vara do Trabalho de Fortaleza.

Durante a denúncia, realizada em abril de 2020, a funcionária conta que entrou na empresa em julho de 2019 e foi demitida em pouco mais de um mês. Essa demissão aconteceu em um processo inspirado em reality shows. Os colegas de trabalho foram coagidos a votar uns nos outros e explicar o porquê do amigo ser dispensado do trabalho. No final, a consultora de vendas foi a mais votada e saiu da empresa. Ela conta que ainda sofre com depressão e traumas psicológicos em decorrência dessa exposição.

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No registro da audiência, uma das testemunhas contou que também foi demitida na mesma situação. “Depois de atender entre 5 e 6 clientes, o gestor reuniu todos e os levou para uma ante sala, alegando que eles não haviam efetuado nenhuma venda e que eles só estavam preocupados em comer”, disse a testemunha. Em seguida, o gestor teria realizado a “eliminação” nos moldes de um reality show.

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Diante de documentos e das testemunhas, o juiz Ney Fraga reconheceu a ocorrência do assédio moral. “A hipótese de assédio pela chefia, ensejando dano moral indenizável, sem sombra de dúvidas restou provado nos autos. A prova foi sobeja em confirmar a dispensa da reclamante através de um paredão realizado pelo superior hierárquico, expondo a autora a uma situação extremamente vexatória e humilhante na presença dos demais empregados”, destacou.

A sentença determinou a anotação da carteira de trabalho, o pagamento de aviso-prévio, 13º salário, férias, horas extras, repouso semanal remunerado, multa, FGTS e indenização por danos morais.

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