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CPI da Covid: Governo ignorou oferta de 60 milhões de doses da CoronaVac em julho de 2020, diz presidente do Butantan
"O Brasil poderia ser o primeiro país do mundo a começar a vacinação", afirmou o presidente do Instituto Butantan
REDAÇÃO GCMAIS
Postado em 27 de maio de 2021
CPI da Covid: Governo ignorou oferta de 60 milhões de doses da CoronaVac em julho de 2020, diz presidente do Butantan
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Em depoimento nesta quinta-feira (27) na CPI da Covid, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o Governo Federal ignorou uma oferta de 60 milhões de doses da vacina CoronaVac. A tentativa de negociação, segundo Covas, teria acontecido em julho de 2020. Se o governo tivesse dado sinal positivo, a entrega teria acontecido ainda no final do ano passado.

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“Ofertamos 60 milhões de doses que poderiam ser entregues no último trimestre de 2020”, afirmou Dimas Covas já em sua apresentação inicial. Segundo ele, após a oferta, o Governo Federal não enviou nenhuma resposta efetiva.

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Durante o depoimento, o diretor também afirmou que o Instituto Butantan tinha 5,5 milhões de doses prontas no final de dezembro, o que colocaria o Brasil como um dos pioneiros na vacinação naquele momento.

“No final de dezembro o mundo tinha aplicado um pouco mais de 4 milhões de doses. Nós tínhamos, no Butantan, cinco milhões e meio de doses prontas e mais 4 milhões em processamento”, disse Covas. “ Poderíamos ter começado a vacinação antes do que começou? Tínhamos as doses, estavam disponíveis. E eu, muitas vezes, declarei em público que o Brasil poderia ser o primeiro país do mundo a começar a vacinação, se não fosse os percalços que a gente teve que enfrentar durante esse período”.

Além disso, o presidente do Instituto Butantan afirmou, ainda, que a demora da resposta do Governo Federal resultou no atraso de quatro meses na entrega de 100 milhões de doses da CoronaVac.

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Acompanhe o depoimento de Covas na CPI da Covid ao vivo

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