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Covid: 3 em cada 10 têm sequelas 9 meses depois até em casos leves
Fadiga, falta de olfato, problemas respiratórios e confusão mental são comuns, médicos não sabem quanto tempo seguirão os efeitos
Carla Canteras do R7
Postado em 1 de março de 2021
Covid: 3 em cada 10 têm sequelas 9 meses depois até em casos leves
A pesquisa foi realizada pela Universidade de Medicina de Washington. (Foto: Mikhail Nilov/Pexels)

A Universidade de Medicina de Washington realizou uma pesquisa, publicada na última semana pelo jornal médico JAMA Network, mostrando que três em cada dez infectados pela covid-19 apresentam sequelas da doença até nove meses após a cura, mesmo nos casos de pacientes que apresentaram sintomas leves e moderados da doença.

As principais sequelas encontradas no estudo feito entre agosto e setembro de 2020, com 177 pacientes, foram cansaço, perda de olfato e paladar, dificuldade para respirar e confusão mental. Carlos Fortaleza vê relação entre a gravidade da doença e as reações após a cura. “Não existe uma ligação linear: os casos mais graves têm mais chances de sequelas prolongadas; e os mais leves, as consequências são menores. Todos podem apresentar consequências. Mas, as chances são maiores para aqueles que tiveram um quadro grave da doença.”

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Mesmo com descobertas significativas, especialistas ainda não conseguem definir com certeza quanto tempo elas persistem nos pacientes curados da doença. Para o infectologista Carlos Fortaleza, da Sociedade Paulista de Infectologista, é necessário esperar o tempo para a ciência conseguir definir algumas características da covid-19.

“Nunca na história juntamos tantas informações e fizemos tantos estudos sobre um assunto em um período tão curto, quanto as pesquisas sobre o SARS-CoV-2. Mas, algumas perguntas seguirão sem resposta, por ser uma doença recente. Só o tempo vai ajudar a responder”, afirma.

A recomendação dada aos pacientes que foram infectados é procurar um médico assim que o exame PCR ou sorológico tenha dado negativo. Os hospitais particulares e postos do SUS (Sistema Único de Saúde) já apresentam profissionais preparados para ajudar, uma vez que o número de brasileiros que tiveram a covid-19 supera os 10,4 milhões de pessoas.

“Sempre indico que as pessoas procurem um médico generalista, um clínico geral. Ele vai conseguir identificar as sequelas, se tem ligação com o novo coronavírus e vai indicar um especialista, seja neurologista, cardiologista, pneumologista”, explica Fortaleza.

A boa notícia é que os problemas causados pelas covid-19 têm cura, se não total, parcial. “Mesmo em pacientes que ficam com doença pulmonar crônica, é possível fazer fisioterapia respiratória, e eles voltam a uma vida normal”, diz o especialista salientando o lado positivo. “O lado bom disso tudo é que os efeitos têm como ser reduzidos e manejados e às vezes totalmente curados. Depende que se procure a assistência para isso. No Brasil, por força de lei todos têm direito à saúde”, lembra Carlos Fortaleza.

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